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PARA NÃO HAVER SOBREPOSIÇÃO DE SONS, O ESTIMADO LEITOR DEVE DESLIGAR O SOM DO PLAYER RPRA - Rádio "Pelo Rio Abaixo!...".
ESTADOS UNIDOS DA EUROPA
O destino da Europa só pode ser o mesmo dos EUA: uma federação democrática
in http://jornal.publico.clix.pt/noticia/01-11-2009/o-destino-da-europa-so-pode-ser-o-mesmo-dos-eua-uma-federacao-democratica-18125866.htm
SARAMAGO E A INQUISIÇÃO
in http://o-povo.blogspot.com/2009/10/inquisicao.html
CASO NADAGATE!... V
João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
Afixada por papinto às Quinta-feira, Outubro 22, 2009
http://o-povo.blogspot.com/2009/10/escutas.html
PARE, ESCUTE, OLHE
- http://www.pareescuteolhe.com/ - Site oficial do filme, com trailer disponível;
- http://pareescuteolhedoc.
blogspot.com/ - Blogue oficial do filme; - http://savetua.blogspot.com/ - Blogue não oficial do filme;
- http://www.doclisboa.org/
filmesAaZ/filmes/filmeP04.php - Página do filme no site oficial do Doclisboa
O filme estará em exibição nas seguintes datas:
- 18 de Outubro – Cinema Londres, 23H00
- 19 de Outubro – Culturgest, 18H30
- 22 de Outubro – Cine Eco 2009, Seia, 22H00
O MCLT aproveita ainda para agradecer o enorme contributo e enaltecer o espírito de sacrifício de Jorge Pelicano e Rosa Silva, que tornaram possível este filme, que será seguramente um duro despertar de consciências num país que se desconhece a si próprio. Para ambos, um grande bem-haja!
DIVERSIFICANDO COM HUMOR
Por motivos óbvios, todos comentários xenófobos, racistas ou ofensivos serão apagados.
Obrigada pela compreensão.
in http://hype-e-ranho.blogspot.com/2009/10/hitler-reage-reportagem-de-maite.html
in http://foreverpemba.blogspot.com/2009/10/hitler-reage-reportagem-de-maite.html
videomakersp disse...
PURA ORDINARICE, AMIGA MAITÊ PROENÇA
MOVIMENTO PERPÉTUO ASSOCIATIVO
PARA NÃO HAVER SOBREPOSIÇÃO DE SONS, O ESTIMADO LEITOR DEVE DESLIGAR O SOM DO PLAYER RPRA - Rádio "Pelo Rio Abaixo!..." SITUADO NA BARRA LATERAL DIREITA.
JUIZ RUI TEIXEIRA
TERÇA-FEIRA, 22 DE SETEMBRO DE 2009
Juiz Rui Teixeira

CASO NADAGATE!... IV
1. Durante a campanha eleitoral foram produzidas dezenas de declarações e notícias sobre escutas, ligando-as ao nome do Presidente da República e, no entanto, não existe em nenhuma declaração ou escrito do Presidente qualquer referência a escutas ou a algo com significado semelhante.
Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer.
E tudo isto sendo sabido que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que só o Presidente da República fala em nome dele ou então os seus chefes da Casa Civil ou da Casa Militar.
2. Porquê toda aquela manipulação?
Transmito-vos, a título excepcional, porque as circunstâncias o exigem, a minha interpretação dos factos.
Outros poderão pensar de forma diferente. Mas os portugueses têm o direito de saber o que pensou e continua a pensar o Presidente da República.
Durante o mês de Agosto, na minha casa no Algarve, quando dedicava boa parte do meu tempo à análise dos diplomas que tinha levado comigo para efeitos de promulgação, fui surpreendido com declarações de destacadas personalidades do partido do Governo exigindo ao Presidente da República que interrompesse as férias e viesse falar sobre a participação de membros da sua casa civil na elaboração do programa do PSD (o que, de acordo com a informação que me foi prestada, era mentira).
E não tenho conhecimento de que no tempo dos presidentes que me antecederam no cargo, os membros das respectivas casas civis tenham sido limitados na sua liberdade cívica, incluindo contactos com os partidos a que pertenciam.
Considerei graves aquelas declarações, um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República.
3. A leitura pessoal que fiz dessas declarações foi a seguinte (normalmente não revelo a leitura pessoal que faço de declarações de políticos, mas, nas presentes circunstâncias, sou forçado a abrir uma excepção).
Pretendia-se, quanto a mim, alcançar dois objectivos com aquelas declarações:
Primeiro: Puxar o Presidente para a luta político-partidária, encostando-o ao PSD, apesar de todos saberem que eu, pela minha maneira de ser, sou particularmente rigoroso na isenção em relação a todas as forças partidárias.
Segundo: Desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos.
Foi esta a minha leitura e, nesse sentido, produzi uma declaração durante uma visita à aldeia de Querença, no concelho de Loulé, no dia 28 de Agosto.
4. Muito do que depois foi dito ou escrito envolvendo o meu nome interpretei-o como visando consolidar aqueles dois objectivos.
Incluindo as interrogações que qualquer cidadão pode fazer sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República.
Incluindo mesmo as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil, de que não tive conhecimento prévio e que tenho algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas.
Mas onde está o crime de alguém, a título pessoal, se interrogar sobre a razão das declarações políticas de outrem?
Repito, para mim, pessoalmente, tudo não passava de tentativas de consolidar os dois objectivos já referidos: colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções.
5. E a mesma leitura fiz da publicação num jornal diário de um e-mail, velho de 17 meses, trocado entre jornalistas de um outro diário, sobre um assessor do gabinete do Primeiro-Ministro que esteve presente durante a visita que efectuei à Madeira, em Abril de 2008.
Desconhecia totalmente a existência e o conteúdo do referido e-mail e, pessoalmente, tenho sérias dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas.
Não conheço o assessor do Primeiro-Ministro nele referido, não sei com quem falou, não sei o que viu ou ouviu durante a minha visita à Madeira e se disso fez ou não relatos a alguém.
Sobre mim próprio teria pouco a relatar que não fosse de todos conhecido. E por isso não atribuí qualquer importância à sua presença quando soube que tinha acompanhado a minha visita à Madeira.
6. A primeira interrogação que fiz a mim próprio quando tive conhecimento da publicação do e-mail foi a seguinte: “porque é que é publicado agora, a uma semana do acto eleitoral, quando já passaram 17 meses”?
Liguei imediatamente a publicação do e-mail aos objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto.
E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas.
7. Mas o e-mail publicado deixava a dúvida na opinião pública sobre se teria sido violada uma regra básica que vigora na Presidência da República: ninguém está autorizado a falar em nome do Presidente da República, a não ser os seus chefes da Casa Civil e da Casa Militar. E embora me tenha sido garantido que tal não aconteceu, eu não podia deixar que a dúvida permanecesse.
Foi por isso, e só por isso, que procedi a alterações na minha Casa Civil.
8. A segunda interrogação que a publicação do referido e-mail me suscitou foi a seguinte: “será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?”
Foi para esclarecer esta questão que hoje ouvi várias entidades com responsabilidades na área da segurança. Fiquei a saber que existem vulnerabilidades e pedi que se estudasse a forma de as reduzir.
9. Um Presidente da República tem, às vezes, que enfrentar problemas bem difíceis, assistir a graves manipulações, mas tem que ser capaz de resistir, em nome do que considera ser o superior interesse nacional. Mesmo que isso lhe possa causar custos pessoais. Para mim Portugal está primeiro.
O Presidente da República não cede a pressões nem se deixa condicionar, seja por quem for.
Foi por isso que entendi dever manter-me em silêncio durante a campanha eleitoral.
Agora, passada a disputa eleitoral, e porque considero que foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência, espero que os portugueses compreendam que fui forçado a fazer algo que não costumo fazer: partilhar convosco, em público, a interpretação que fiz sobre um assunto que inundou a comunicação social durante vários dias sem que alguma vez a ele eu me tenha referido, directa ou indirectamente.
E sabendo todos que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que, sobre as suas posições, só o Presidente se pronuncia.
Uma última palavra quero dirigir aos portugueses: podem estar certos de que, por maiores que sejam as dificuldades, estarei aqui para defender os superiores interesses de Portugal.
O CASO NADAGATE!... III
Politólogos lamentam arrastar da situação e consideram esclarecimentos bem-vindos
Lisboa, 29 Set (Lusa) - Politólogos hoje contactados pela agência Lusa consideraram bem-vindos os esclarecimentos do Presidente da República sobre ...
2009-09-29 22:42:27
Director do DN considera que Cavaco não esclareceu se havia ou não suspeitas
Lisboa, 29 Set (Lusa) - O director do Diário de Notícias considerou a declaração de Cavaco Silva "a peça mais demagógica" de um político português de ...
2009-09-29 21:56:20
Pacheco Pereira exige "esclarecimento cabal" do PS
Lisboa, 29 Set (Lusa) - O social-democrata Pacheco Pereira exigiu hoje um "esclarecimento cabal" do PS sobre a acusação do Presidente da República de ...
2009-09-29 21:56:25
Cavaco Silva acusa PS de o “puxar” para a luta política
O Presidente da República quebrou o silêncio e falou sobre as duas questões que marcaram a campanha eleitoral para as ...
2009-09-29 21:49:19
Carlos César (PS) diz que "foi pior a emenda do que o soneto"
Ponta Delgada, 29 Set (Lusa) -- O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, considerou hoje que a ...
2009-09-29 21:03:54
Cavaco clarificou que não há percepção de vigilância do Governo à Presidência - Vitalino Canas (PS)
Lisboa, 30 Set (Lusa) - O ex-porta-voz do PS Vitalino Canas considerou hoje que a comunicação do Presidente da República "clarificou" do ponto de ...
2009-09-29 21:47:59
Presidente da República felicitou domingo à noite José Sócrates pela vitória nas legislativas
Lisboa, 29 Set (Lusa) - O Presidente da República felicitou o secretário-geral do PS, José Sócrates, pela vitória nas legislativas de domingo, disse ...
2009-09-29 14:10:27
Cavaco marca declaração em momento de esfriamento de relações Belém-São Bento
Lisboa, 29 Set (Lusa) - A declaração do Presidente da República à comunicação social, sem assunto anunciado, surge num momento de esfriamento nas ...
2009-09-29 12:55:01
PR convoca comunicação social para esta noite
Cavaco Silva deverá pronunciar-se hoje sobre o "caso das escutas" e as razões que o levaram a afastar da assessoria de ...
2009-09-29 08:32:47
Cavaco Silva faz terça-feira às 20
Lisboa, 28 Set (Lusa) -- O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, faz terça-feira às 20:00 uma "declaração à comunicação social".
2009-09-28 21:37:31
in http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=41&visual=10&text_page=1&search=CAVACO+SILVA
O CASO NADAGATE!... II
Cavaco Silva: «onde está o crime?»
O Presidente da República afirmou que desconhece o e-mail e tem dúvidas sobre a veracidade do mesmo. Cavaco Silva acha que o tentaram envolver na campanha eleitoral e, perante as dúvidas de segurança, ficou a saber que há «vulnerabilidades» na caixa de correio electrónico da Presidência da República.
Numa declaração de cerca de dez minutos, Cavaco Silva afirmou que, desde cedo, dirigentes do PS tentaram envolver o Presidente da República na campanha eleitoral. O Presidente, acusou "destacadas personalidades do partido do Governo" de manipulação e de tentarem colar o presidente ao PSD com o objectivo de desviar as atenções, mas garantiu que não se deixa condicionar nem cede a pressões
Face a esta situação, Cavaco Silva disse que tentou desvalorizar todas as notícias que o tentaram envolver e até não deu relevância ao caso da participação de um assessor de José Sócrates na deslocação do Presidente à Madeira, cujo comportamento afirmou desconhecer.
O Presidente salientou que nunca fez qualuqer referência "a escutas ou a algo com significado semelhante. Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer." Em relação ao e-mail, divulgado pelo DN, Cavaco Silva afirmou que estranha que a notícia tenha sido publicada uma semana antes das eleições e adiantou que não teve conhecimento prévio do e-mail e duvida sobre a sua veracidade.
De seguida, o Presidente afirmou, admitindo a possibilidade de o conteúdo ser verdadeiro, «e onde está o crime?» de um assessor ter expressado opiniões pessoais? No entanto, ainda nas palavras do Chefe de Estado, ninguém estava autorizado a pronunciar-se e por isso mesmo remodelou a sua casa civil.
Por último, Cavaco Silva disse que o caso do e-mail lhe levantou dúvidas sobre a segurança na sua conta de e-mail, pediu a opinião a vários peritos e chegou à conclusão que o sistema tem «vulnerabilidades».
in http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1020611.html
O CASO WATERGATE!...
O caso Watergate foi o escândalo político ocorrido na década de 1970 nos Estados Unidos da América que, ao vir à tona, acabou por culminar com a renúncia do presidente americano Richard Nixon eleito pelo partido republicano. "Watergate" de certo modo tornou-se um caso paradigmático de corrupção.
O caso
Em 18 de Junho de 1972, o jornal Washington Post noticiava na primeira página o assalto do dia anterior à sede do Comitê Nacional Democrata, no Complexo Watergate, na capital dos Estados Unidos. Durante a campanha eleitoral cinco pessoas foram detidas quando tentavam fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta no escritório do Partido Democrata.
Bob Woodward e Carl Bernstein, dois repórteres do Washington Post, começaram a investigar o então já chamado caso Watergate. Durante muitos meses, os dois repórteres estabeleceram as ligações entre a Casa Branca e o assalto ao edifício de Watergate. Eles foram informados por uma pessoa conhecida apenas por Garganta profunda (Deep Throat) que revelou que o presidente sabia das operações ilegais.
Richard Nixon foi eleito presidente em 1968, sucedendo a Lyndon Johnson, tornando-se o terceiro presidente dos Estados Unidos a ter de lidar com a Guerra do Vietnã. Nixon voltou a candidatar-se em 1972, tendo como opositor o senador democrata George McGovern, e obteve uma vitória esmagadora, ganhando em 48 dos 50 estados. McGovern venceu apenas em Massachusetts e em Washington.
Foi durante essa campanha de 1972 que se verificou o incidente na sede do Comitê Nacional Democrático. Durante a investigação oficial que se seguiu, foram apreendidas fitas gravadas que demonstravam que o presidente tinha conhecimento das operações ilegais contra a oposição. Em 9 de Agosto de 1974, quando várias provas já ligavam os atos de espionagem ao Partido Republicano, Nixon renunciou à presidência. Foi substituído pelo vice Gerald Ford, que assinou uma anistia, retirando-lhe as devidas responsabilidades legais perante qualquer infração que tivesse cometido.
Por muitos anos a identidade de "Garganta Profunda" foi desconhecida, até que a 31 de Maio de 2005 o ex-vice-presidente do FBI, W. Mark Felt, revelou que era o Garganta. Bob Woodward e Carl Bernstein confirmaram o fato.
INCÊNDIO NO TUA DESTRUIU PARTE DE PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO
Ontem, 11 de Agosto, durante a madrugada, um lamentável incêndio, com causas ainda por apurar, devastou duas carruagens Napolitanas, e parte do armazém de mercadorias, na estação do Tua. Algumas fotografias podem ser vistas no site do MCLT:
http://www.linhadotua.net/3w/index.php?option=com_content&task=view&id=492&Itemid=37
As carruagens Napolitanas, construídas em 1931 nas Oficinas Meridionais Ferroviárias de Nápoles – de onde o seu apelido – eram o estado da arte em matéria ferroviária à época, e assim perdurou durante décadas, por mérito próprio, e por comparação com escolhas desadequadas da parte da CP, que manteve um penoso anacronismo nas Vias Estreitas, com material circulante do princípio do século ou mais recente, mas todos com baixos níveis de performance e conforto.
Estas carruagens serviram principalmente nas Linhas da PPF - Porto à Póvoa e Famalicão, e do Tua, sendo que a última composição que marcou de forma oficial o fim da Linha de Guimarães como Via Estreita foi formada por algumas destas carruagens. Foram ainda do último material circulante que chegou à estação de Bragança, celebrizando-se nas imagens captadas pela RTP na Noite do Roubo, enquanto içadas pela calada da noite para camiões:
Mais uma parte do património dos Caminhos-de-Ferro Portugueses foi assim destruída, naquilo que é já uma imagem de anos de abandono do nosso património ferroviário e cultural, deixado em estações como a do Tua à mercê do tempo e do vandalismo, esperando como que a pedir desculpa por ainda existir a venda para a sucata ou para o estrangeiro, onde voltam a brilhar em todo o seu esplendor.
Que este fim imerecido alerte tanto a CP, como as gerações que guardam na memória este material, como aqueles que ainda o podem ver a trazer de novo vida e desenvolvimento às regiões, para a tragédia que está a acontecer por inércia e falta de sentido estratégico, que na Espanha, como ficou bem patente recentemente numa peça de grande valor na televisão, é hoje absolutamente impensável deixar acontecer.
Atentamente,
Movimento Cívico pela Linha do Tua
www.linhadotua.net
MORREU RAUL SOLNADO
Raul Solnado (1929 - 2009) 8 de Agosto de 200909 Agosto 2009
Óbito: Raul Solnado morre aos 79 anos
Humor nacional perde o mestre (COM VÍDEO)
Costumava dizer que uma piada levava horas a ser feita e se esgotava num instante. Aos 79 anos, Raul Solnado parou de rir: morreu ontem de manhã, vítima de doença cardiovascular grave, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
A gargalhada foi a sua arma em mais de meio século de carreira, com marcas fortes na televisão, teatro e cinema. As piadas fintaram a censura, brincaram com a guerra, entraram na farsa, na revista e no concurso popular.
Lisboeta de gema, do bairro da Madragoa, conservou sempre o ar traquina de miúdo e começou no teatro amador, em 1947, onde disse ter sido o actor António Silva quem puxou por si. Depois de se estrear no palco do Maxime, Solnado marcou o humor graças ao monólogo ‘A Guerra de 1908’, depois editado em disco e que se tornou êxito em 1962.
Foi o começo de uma forma de humor satírica e sem nunca recorrer ao palavrão, opção que Raul Solnado sempre rejeitou nos seus números. Hoje muitos consideram as suas rábulas percursoras do popular género da stand up comedy.
Ainda antes da televisão, com ‘Zip-Zip’ (1969), Solnado usou o teatro para vincar o seu nome, ao ponto de se lançar na abertura do Teatro Villaret, que abriu em 1965, tendo-o como protagonista em ‘O Impostor-Geral’. Mais tarde, luta pela classe e cria em 1999, com Armando Cortez, a Casa do Artista, de que era director, para apoio na terceira idade.
Embalado pelo sucesso televisivo ao lado de Carlos Cruz e José Fialho Gouveia, também já desaparecido, entrou na revista ‘Há Petróleo no Beato’ (1986) e na série ‘Lá em Casa Tudo Bem’ (1987). Experimentou ainda a telenovela, seja com ‘A Banqueira do Povo’ (1993), na RTP 1, ou breves participações em ‘Morangos Com Açúcar’ (2005) ou ‘Ilha dos Amores’ (2007), ambas na TVI. No cinema, o papel de inspector Elias em ‘A Balada da Praia dos Cães’ (1987), de José Fonseca e Costa, foi o ponto mais alto. Em 1991, pela mão da ex-mulher Leonor Xavier, lança a biografia ‘A Vida não se Perdeu’.
Ao lado do humorista Bruno Nogueira, Solnado gravou já doente a série ‘As Divinas Comédias’, que a RTP 1 começou a exibir ontem e analisa a evolução do humor, que conhecia como ninguém. Está ainda em pós-produção o filme ‘América’, de João Nuno Pinto, derradeiro papel do homem que repetia: 'Façam o favor de ser felizes.'
VIDA E OBRA DE RAUL SOLNADO
Teatro, discos, programas televisivos e filmes serviram para demonstrar o talento de quem tem a Casa do Artista como o seu grande feito.
1929 - Nasce em Lisboa
1953 - Estreia-se no teatro de revista com ‘Viva o Luxo’, no Teatro Monumental
1960 - Recebe o prémio de Melhor Interpretação Masculina do SNI graças ao filme ‘As Pupilas do Senhor Reitor’
1962 - Disco com sketches como ‘A Guerra de 1908’ e ‘A História da Minha Vida’ bate recordes de vendas em Portugal
1969 - Grava o primeiro programa ‘Zip-Zip’, com Carlos Cruz e Fialho Gouveia, que ainda hoje é um dos símbolos da RTP
1977 - Repete o sucesso na televisão graças ao concurso ‘A Visita da Cornélia’
1987 - Interpreta um memorável detective em ‘A Balada da Praia dos Cães’, em que José Fonseca e Costa adapta o livro de José Cardoso Pires
1993 - Participa na telenovela ‘A Banqueira do Povo’, protagonizada por Eunice Muñoz
1995 - Interpreta ‘O Avarento’, de Molière, no Teatro Cinearte
1999 - Inauguração da Casa do Artista, um dos seus grandes projectos
2001 - Regressa pela última vez aos palcos em ‘O Magnífico Reitor’, peça de Diogo Freitas do Amaral.
2007 - Contracena com a neta, Joana Solnado, na telenovela ‘A Ilha dos Amores’
REVOLUCIONÁRIO DA TELEVISÃO
A televisão portuguesa mudou em 1969 com a forma de fazer rir ao vivo de Raul Solnado. Em apenas sete meses, ‘Zip-Zip’ tornou-se um clássico da RTP, graças à boa disposição do artista, à crítica social e à cumplicidade com os apresentadores e amigos Carlos Cruz e José Fialho Gouveia, também já desaparecido. Solnado volta ao registo cómico no concurso ‘A Visita da Cornélia’ (1977), no qual contracenava com um boneco em forma de vaca. De novo ao lado de Cruz e Fialho Gouveia, aparece ainda no programa ‘E o Resto São Cantigas’ (1981).
REACÇÕES
'DEIXOU PEÇAS DE HUMOR PRECIOSAS' (Nicolau Breyner)
'Vou recordá-lo para sempre, porque quando as pessoas são recordadas para sempre não morrem. Era um grande homem que deixou peças de humor preciosas. Discutimos muitas vezes, mas fomos sempre amigos. Era amigo de sempre.'
'É UMA PARTE DA MINHA VIDA QUE DESAPARECE' (Carlos Cruz)
'É uma parte da minha própria vida que desaparece. O País já estava mais pobre com o afastamento dele. Merecia ter realizado o sonho que era trabalhar até ao último minuto, mas a dinâmica da comunicação em Portugal não o permitiu.'
'VIU O SEU TALENTO RENASCER NA NETA' (Herman José)
'O Raul foi tão longe quanto possível e construiu na vida uma obra de arte. Se tiver de escolher duas palavras para o descrever são ‘missão cumprida’. Era muito inquieto e teve a sorte de ver o seu talento renascer na neta, a Joana Solnado.'
'FOI UM GRANDE REPÓRTER DA REALIDADE NACIONAL' (Leonor Xavier)
'Ele é uma das figuras do século XX português, até porque há muitos registos do seu trabalho. O humor dele representa a maneira de ser português. Foi um grande repórter que desconstruiu a realidade nacional para a poder voltar a construir.'
'ERA O MAIOR DA SUA GERAÇÃO' (Fonseca e Costa)
'Era um grande amigo e um dos maiores actores com quem trabalhei [dirigiu-o no filme ‘A Balada da Praia dos Cães’, adaptação do romance de José Cardoso Pires]. O Raul Solnado era talvez o maior actor da sua geração.'
'DEIXA UM ENORME VAZIO ENTRE TODOS' (Cavaco Silva)
'Foi com grande pesar que tomei conhecimento da morte de Raul Solnado, figura bem conhecida e querida dos portugueses, cujo desaparecimento deixa um enorme vazio entre todos os que nos habituámos a com ele conviver.'
'UM DOS ARTISTAS MAIS AMADOS E ADMIRADOS' (José Sócrates)
'Raul Solnado foi sempre um dos artistas mais amados e mais admirados pelos portugueses. Para várias gerações foi também uma referência permanente com uma vida plena e intensamente dedicada à arte e à cultura.'
NOTAS
DESPEDIDA
Centenas de amigos e colegas foram ontem ao Palácio Galveias, em Lisboa, onde o seu corpo está em câmara ardente. Será cremado no Cemitério dos Olivais às 18h00.
DINASTIA
O apelido Solnado continuará presente no meio artístico. A neta Joana Solnado, filha da escritora Alexandra Solnado, é uma das actrizes mais populares da televisão.
in Rui Pedro Vieira (artigo) e Marta Vitorino (foto) - Correio da Manhã
ENDEAVOUR REGRESSA À TERRA: VEJA AQUI A PARTIR DAS 15H45
por Joana Viana, Publicado em 31 de Julho de 2009
Já foi dada luz verde para o regresso do spaceshuttle Endeavour. O tempo no Centro Espacial J F Kennedy, na Florida, está a ser monitorizado ao minuto, para garantir que a missão de regresso corre bem. Está previsto que a Endeavour aterre pelas 15h48, hora portuguesa, apesar de estarem previstos alguns aguaceiros. Mas haverá uma segunda janela de oportunidade ainda hoje, se o tempo obrigar a cancelar a primeira tentativa.
Hoje de manhã, a NASA dava conta de que os astronautas já se estavam a preparar para o regresso e que a música que lhes serviu de despertador foi "Beautiful Day", dos U2.
in www.ionline.pt/conteudo/16111-endeavour-regressa--terra-veja-aqui-partir-das-15h45
BARCO RABELO, ESTRELA EM FRANÇA
Festival de embarcações em Orleães atrai meio milhão de pessoas
00h30m
REIS PINTO
O barco rabelo e o único estaleiro que ainda o constrói, em Gaia, estarão em destaque na cidade de Orleães em França, num festival de embarções fluviais. Há dois anos, a iniciativa juntou mais de 200 barcos e 500 mil pessoas.
A Socrenaval, empresa instalada há largas décadas junto ao cais de Gaia, foi a escolhida pelos organizadores para representar Portugal no Festival de Loire, que se realizará, entre os dias 23 e 27 de Setembro, em Orleães, cidade a cerca de 130 quilómetros de Paris. "Foi uma surpresa. No ano passado representantes da organização estiveram no estaleiro e manifestaram interesse na presença de um barco rabelo e do nosso estaleiro no festival", revelou António Sousa, sócio-gerente da empresa.
O barco será o das Caves Gran Cruz (empresa de capitais franceses), que será transportado por terra, e o estaleiro estará representado por três carpinteiros, que irão fazer uma espadela (leme do barco rabelo).
Dos diversos contactos estabelecidos pela organização, resultou, ainda, a assinatura de um protocolo entre as autarquias de Gaia e de Orleães e, por via dele, irá realizar-se uma mostra gastronómica . "Convidaram, igualmente, o Museu do Douro e a Região de Turismo do Porto. Posteriormente, a empresa organizadora decidiu contactar outras câmaras e garantiu a presença de um moliceiro, da região de Aveiro, e de um barco do Tejo [do Seixal]", referiu António Sousa.
O Festival de Loire (que se realiza a cada dois anos) juntou, em 2007, mais de 200 barcos, numa frente de rio com cerca de 1,5 quilómetros, e atraiu cerca de meio milhão de visitantes.
Os barcos do festival vão oferecer um espectáculo permanente, com regatas, comboios de embarcações, transporte de animais e paradas, entre outras iniciativas.
Afirma a organização que a escolha de Portugal como país em destaque se ficou a dever aos "traços comuns entre a região de Loire e a história dos rios portugueses, nomeadamente o seu passado como eixos comerciais em especial com a ascensão do vinho do Porto e a classificação do Douro como património mundial da UNESCO [tal como o vale de Loire]".
FIM DE LINHA - REPORTAGEM ESPECIAL SIC
Fim de linha - Reportagem Especial SIC - Quarta, 29JUL09
Caros amigos,
Amanhã, quarta-feira (29JUL09), no Jornal da Noite (SIC), será apresentada a Reportagem Especial: "Fim de Linha", sobre o transporte ferroviário português, de via estreita.
De acordo com a página web da SIC, que indicamos abaixo, nesta reportagem serão ainda comparadas as realidades portuguesa e espanhola; por um lado, o abandono e o desinteresse evidentes nas linhas-férreas portuguesas, e por outro, a modernização, valorização e aproveitamento de todo um património ferroviário no outro lado da fronteira, em Espanha...
O Movimento Cívico pela Linha do Tua, convida todos os interessados a seguirem com atenção esta reportagem e sublinha o facto de nos últimos 20 anos, terem sido encerrados em Portugal cerca de 500 Km de via estreita, nos quais se inclui a Linha do Tua, conforme mencionado no mesmo texto.
Atentamente,
Movimento Cívico pela Linha do Tua
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/programas/reportagem+especial/Artigos/Fim+de+linha.htm
Fim de linha
Há muito tempo que as linhas ferroviárias estreitas portuguesas atingiram o fim da sua vida útil. A falta de investimento neste sector ferroviário levou ao encerramento de cerca de 500 quilómetros de linha nos últimos 20 anos. Tua, Corgo e Tâmega são o exemplo mais recente.
Na Reportagem Especial desta Quarta-feira comparamos esta realidade de abandono e desinteresse com o exemplo espanhol, onde as Linhas estreitas foram modernizadas e aproveitadas para transporte de passageiros, mercadorias e turismo.
Reportagem de João Faiões
Imagem de Fernando Nunes e João Tuna
Montagem Fernando Nunes e João Faiões
POLÍTICOS MEDÍOCRES
Joaquim Jorge
















