4 vagas de estágios profissionais abertas no Douro

4 vagas de estágios profissionais abertas no Douro


A DOUROVOU e a FLUVINA DO DOURO são empresas de Turismo Fluvial e está a alargar a sua actividade à zona do Douro.

A DOUROVOU tem em curso um projecto de Turismo Fluvial em Barcos Casa.
A FLUVINA tem em construção um novo complexo turístico fluvial na Barragem da Valeira.

Existem 4 vagas de estágios profissionais abertas no âmbito do PEJENE.
Para os meses de Julho, Agosto e Setembro.

Além do estabelecido no regulamento do PEJENE oferecem: horario flexivel, alojamento e transporte de Mirandela para o Cais da Ferradosa.

Os alunos interessados devem preencher a ficha

Ao preencher a ficha de candidatura os alunos interessados devem escolher as empresas:

DOUROVOU - TURISMO FLUVIAL, LDA.
e
FLUVINA DO DOURO – IATES E BUNGALOWS, LDA.

E seleccionar a área de estágio: TURISMO

Seguidamente devem contactar directamente a empresa para marcar entrevista

DOUROVOU - Ecoturismo Fluvial e House Boat Charter , Lda
Tel: +351 96 1255073
Cais da Ferradosa
EN 222-3 Estação Antiga
São João da Pesqueira
-
http://www.aventurasdeouro.blogspot.com

Aventuras D'ouro - aventurasdouro@gmail.com

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Homenagem a Gil Alberto Pimentel Guedes


Gil Alberto Pimentel Guedes nasceu a 5 de Fevereiro de 1960.

Nasceu e sempre viveu na Cidade de Peso da Régua, na Rua da Lousada.

Em 1983 entrou para a Administração Pública, como funcionário do Ministério das Finanças, tomando posse na Repartição de Finanças de Santa Marta de Penaguião. Passado um ano, em 1984, foi transferido para a Repartição de Finanças do Marco de Canaveses. No entanto, a sua intenção sempre foi trabalhar na sua cidade natal, o que veio a conseguir em 1986, quando vem para a Repartição de Finanças de Peso da Régua. Aí exerce a sua actividade profissional até Dezembro de 1997.

Fervoroso defensor do interesse público, cedo se envolve nas questões políticas. Em 1997 é eleito Vereador da Câmara Municipal do Peso da Régua, tendo desempenhado a função de Vereador a Tempo Inteiro e, posteriormente, a função de Vice-Presidente e de Presidente da Câmara em exercício durante alguns meses.
Gil Guedes tinha como grande paixão este Concelho – Peso da Régua. O seu trabalho e empenho em muito contribuíram para o desenvolvimento da sua Terra, participando, sempre activamente, em diversas áreas como o desporto automóvel na Secção Automóvel do Sport Clube da Régua e a rádio na saudosa Rádio Alto Douro.

A Comissão Organizadora

Hora: Domingo, 1 de Maio · 15:00 - 18:00
Local: Salão Nobre da Casa do Douro - Peso da Régua

Fonte: http://www.facebook.com/event.php?eid=119575418123454

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Depois do sucesso obtido em 2010 (???!!!...)

Fotos de Meia Maratona do Douro Vinhateiro - Fotos do Mural


«ADOÇAMOS O PAÍS

Depois do sucesso obtido em 2010, a organização da EDP 6ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro prepara nova acção de promoção d´A MAIS BELA CORRIDA DO MUNDO em diversas cidades do país, com a distribuição de milhares de Rebuçados da Régua.»

Fonte: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=207804082567679&set=a.201718353176252.58370.201425519872202&type=1&ref=nf

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«Depois do sucesso obtido em 2010, ...»
SUCESSO?!! Pedimos desculpa... mas já se esqueceram do problema da falta de água?


O Barco Rabelo
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25 de Abril: Cavaco, Sampaio, Soares e Eanes

25 de Abril: Cavaco, Sampaio, Soares e Eanes juntos em Belém, São Bento e Parlamento abertos ao público

Numa cerimónia inédita, o Presidente da República e os três outros chefes de Estado eleitos pós-25 de Abril juntam-se segunda-feira no Palácio de Belém para assinalar o 37.º aniversário da Revolução.

Será a primeira vez que o 25 de Abril será assinalado desta forma no Palácio de Belém, numa cerimónia que acabará assim por ‘substituir’ a tradicional sessão solene comemorativa da ‘Revolução dos Cravos’ na Assembleia da República, que este ano foi cancelada depois da dissolução do Parlamento.

O dia começará cedo no Palácio de Belém, com abertura dos jardins ao público logo pelas 10:00. Meia hora depois começará o primeiro concerto do dia, pela Banda da Guarda Nacional Republicana, no Jardim da Cascata.

Ao meio-dia, no Pátio dos Bichos terá início a sessão comemorativa do 25 de Abril, com intervenções dos três chefes de Estado eleitos pós-25 de Abril, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio, além de um discurso do actual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Depois de um breve momento musical pelos pianistas Mário Laginha e Bernardo Sassetti, Cavaco Silva irá agraciar sete personalidades, entre os quais o antigo presidente da Assembleia da República Barbosa de Melo, e condecorará o Banco Alimentar Contra a Fome como membro honorário da Ordem da Liberdade. Cavaco Silva, Jorge Sampaio, Mário Soares e Ramalho Eanes almoçam, depois, juntos no Palácio de Belém.

A esta cerimónia irão assistir como convidados o primeiro-ministro, José Sócrates, várias instâncias do Estado, os líderes do PSD e do CDS-PP, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, representantes dos partidos com assento parlamentar, além de entidades ligadas ao 25 de Abril.

Durante a tarde, os jardins do Palácio de Belém continuarão abertos ao público, que poderá visitar várias exposições, além de assistir a actuações do Grupo Coral “Os Ceifeiros de Cuba”, do Grupo de Concertinas da Associação Cultural e Recreativa “As Palmeiras”, de Castelo Branco, do Grupo de Cavaquinhos da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, além do concerto “Grândolas”, por Bernardo Sassetti e Mário Laginha.

Ainda durante a tarde, irá realizar-se o habitual desfile na Avenida da Liberdade, que contará com a presença de vários representantes do PS, Bloco de Esquerda, PCP e Verdes. Os jardins do Palácio de São Bento, residência oficial do primeiro-ministro, também voltarão a ser abertos ao público entre as 15:00 e a 18:00, mas, ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, não haverá animação no local devido à contenção orçamental, nem está previsto que José Sócrates apareça.

A Assembleia da República estará igualmente aberta ao público entre as 14:30 e as 18:00, com visitas livres e guiadas, uma oficina pedagógica e um espaço dedicado aos mais jovens.

@Lusa

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Flor da Liberdade - Uma história da revolução


A "Flor da Liberdade" conta a história de um quadro pintado numa oficina iluminada por 37 anos de liberdade. Numa linguagem simples e escorreita, Pedro Olavo Simões explica aos mais novos como um cravo vermelho no cano de uma espingarda se fez símbolo da alvorada de um novo Portugal.

As belíssimas ilustrações de Abigail Ascenso e o relato, no qual se nota a formação jornalísitca do autor do texto, remetem-nos para o Portugal do início de 1974, pequenino país encolhido a um canto do mundo, como se estivesse de castigo. "O país vivia voltado de costas para fora".

No livro que é apresentado este sábado, 23 de Abril, às 16 horas, na FNAC de Santa Catarina, no Porto, Pedro Olavao Simões conta como um país pequeno, às ordens de um homem que, mais do que reinar no mando, queria mandar no pensamento, se libertou do jugo sem disparar um tiro.

"A Flor de Abril" é "uma história da revolução dos cravos", em volta de Abril, que fala da Guerra do Ultramar, do homem que queria mandar sozinho, Salazar, e o que lhe seguiu e se rendeu, no Carmo, sem que um tiro fosse disparado, Marcelo Caetano.

Salgueiro Maia, Otelo e os Capitães de Abril, conta "A Flor da Liberdade", derrubaram a ditadura, mas foi o povo que saiu à rua e quem fez a revolução.

Sem o povo, que mais ordena, como se lê no livro e se ouve na Grandola Vila Morena recordada e explicada aos mais novos, a queda de Marcelo poderia não ter passado de um golpe de Estado, mas toda aquela gente que "não cabia em mil fotografias", consumou a revolução na rua assim que caiu o regime.

Saiu do povo a florista que cravou no cano de uma espingarda cinzenta um cravo vermelho, cor do sangue, contido durante a revolução, e apenas derramado na pidesca vingança de um punhado de agentes desesperados, que dispararam sobre o povo - quatro pessoas morreram e 45 ficaram feridas.

É essa flor, no cano dessa cinzenta espingarda que o pai de João imortaliza num quadro que pinta, carinhosamente, entre tantos outros.

É no descarnar desse símbolo, que o João, miúdo que terá ente os 8 a 12 anos, público preferencial mas não exclusivo da "Flor da Liberdade", fica a saber o que foi o 25 de Abril, como foi difícil aos portugueses aprenderem a caminhar com luz, após 48 anos na penumbra.

E também nessa flor da liberdade que o João fica a saber quanto vale um voto, que um dia o próprio terá a responsabilidade de levar a uma mesa eleitoral.

Augusto Correia

Fonte: http://www.jn.pt/blogs/emletramiuda/archive/2011/04/23/a-flor-de-abril-uma-hist-243-ria-da-revolu-231-227-o-dos-cravos.aspx

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Portugal não precisava de ajuda externa

Defende Robert Fishman
Portugal não precisava de ajuda externa e agências de "rating" têm de ser travadas (act.)
13 Abril 2011 | 10:11
Carla Pedro - cpedro@negocios.pt




O sociólogo Robert Fishman escreve no "The New York Times" sobre o "desnecessário resgate de Portugal" e acusa as agências de notação financeira de distorcerem a percepção que os mercados tinham da estabilidade do País.

Portugal não precisava deste resgate. Foi sobretudo a especulação que precipitou o País para o pedido de ajuda externa. O culpado não foi o governo, mas sim a pressão das agências de “rating”. É esta a opinião de Robert Fishman, professor de Sociologia na Universidade de Notre Dame, num artigo hoje publicado no jornal “The New York Times”.

Na opinião de Fishman - que escreveu, em conjunto com Anthony Messina, o livro intitulado “The Year of the Euro: the cultural, social and political import of Europe’s common currency” -, a solicitação de ajuda externa à UE e ao FMI por parte de Portugal deverá constituir um aviso para as democracias de todo o mundo.

A crise que teve início no ano passado, com os resgates da Grécia e da Irlanda, agravou-se, constata o professor. “No entanto, este terceiro pedido nacional de ajuda não tem realmente a ver com dívida. Portugal teve um forte desempenho económico na década de 90 e estava a gerir a sua retoma, depois da recessão global, melhor do que vários outros países da Europa, mas sofreu uma pressão injusta e arbitrária por parte dos detentores de obrigações, especulações e analistas de “rating” da dívida que, por razões ideológicas ou de tacanhez, conseguiram levar à queda de um governo democraticamente eleito e levaram, potencialmente, a que o próximo governo esteja de mãos atadas”, salienta Robert Fishman no seu artigo de opinião publicado no jornal norte-americano.

O sociólogo adverte que “estas forças do mercado, se não forem reguladas, ameaçam eclipsar a capacidade de os governos democráticos – talvez até mesmo o norte-americano – fazerem as suas próprias escolhas em matéria de impostos e despesa pública”.

"Crise em Portugal é completamente diferente"

Apesar de as dificuldades de Portugal se assemelharem às da Grécia e da Irlanda, uma vez que os três países aderiram ao euro, cedendo assim o controlo da sua política monetária, o certo é que “na Grécia e na Irlanda, o veredicto dos mercados reflectiu profundos problemas económicos, facilmente identificáveis”, diz Fishman, realçando que “a crise em Portugal é completamente diferente”.

Em Portugal, defende o académico, “não houve uma genuína crise subjacente. As instituições económicas e as políticas em Portugal, que alguns analistas financeiros encaram como irremediavelmente deficientes, tinham alcançado êxitos notáveis antes de esta nação ibérica, com uma população de 10 milhões de pessoas, ser sujeita a sucessivas vagas de ataques por parte dos operadores dos mercados de obrigações”.

O contágio de mercado e os cortes de ‘rating’ , que começaram quando a magnitude das dificuldades da Grécia veio à superfície em inícios de 2010, transformou-se numa profecia que se cumpriu por si própria: ao elevarem os custos de financiamento de Portugal para níveis insustentáveis, as agências de ‘rating’ obrigaram o País a pedir ajuda externa. O resgate confere poderes, àqueles que vão “salvar” Portugal, para avançarem com medidas de austeridade impopulares”, opina Robert Fishman.

A crise não resulta da actuação de Portugal. A sua dívida acumulada está bem abaixo do nível de outros países, como a Itália, que não foram sujeitos a avaliações [de ‘rating’] tão devastadoras. O seu défice orçamental é inferior ao de vários outros países europeus e tem estado a diminuir rapidamente, na sequência dos esforços governamentais nesse sentido”, refere o professor, que fala ainda sobre o facto de Portugal ter registado, no primeiro trimestre de 2010, uma das melhores taxas de retoma económica da UE.

Em inúmeros indicadores – como as encomendas à indústria, inovação empresarial, taxa de sucesso da escolaridade secundária e crescimento das exportações -, Portugal igualou ou superou os seus vizinhos do Sul e mesmo do Ocidente da Europa, destaca o sociólogo.

Porquê os "downgrades?"

Então, por que motivo é que a dívida soberana portuguesa foi cortada e a sua economia levada para a beira do precipício?”, questiona-se Fishman.

Na sua opinião, há duas explicações possíveis. Uma prende-se com o cepticismo ideológico do modelo económico misto de Portugal, com o apoio aos empréstimos concedidos às pequenas empresas, de par com umas quantas grandes empresas públicas e um forte Estado Providência, explica.

A outra explicação está na “inexistência de perspectiva histórica”. Segundo Fishman, os padrões de vida dos portugueses aumentaram bastante nos 25 anos que se seguiram à Revolução dos Cravos, em Abril de 1974, tendo havido na década de 90 um acelerado aumento da produtividade laboral, do investimento de capital por parte das empresas privadas, com a ajuda do governo, e um aumento dos gastos sociais. No final do século, Portugal tinha uma das mais baixas taxas de desemprego da Europa, sublinha também o professor.

Mas, realça, o optimismo dos anos 90 deu origem a desequilíbrios económicos e a gastos excessivos. “Os cépticos em torno da saúde económica de Portugal salientam a sua relativa estagnação entre 2000 e 2006. Ainda assim, no início da crise financeira mundial, em 2007, a economia estava de novo a crescer e o desemprego a cair. A recessão acabou com essa recuperação, mas o crescimento retomou no segundo trimestre de 2009”, refere.

Assim, no seu entender, “não há que culpar a política interna de Portugal. O primeiro-ministro José Sócrates e o PS tomaram iniciativas no sentido de reduzir o défice, ao mesmo tempo que promoveram a competitividade e mantiveram a despesa social; a oposição insistiu que podia fazer melhor e obrigou à demissão de Sócrates, criando condições para a realização de eleições em Junho. Mas isto é política normal, não um sinal de confusão ou de incompetência, como alguns críticos de Portugal têm referido”.

Europa poderia ter evitado o resgate

E poderia a Europa ter evitado este resgate?, questiona-se. Na sua opinião, sim. “O BCE poderia ter comprado dívida pública portuguesa de forma mais agressiva e ter afastado a mais recente onda de pânico”.

Além disso, Fishman afirma que é também essencial que a UE e os EUA regulem o processo utilizado pelas agências de “rating” para avaliarem a qualidade da dívida de um país. “Ao distorcerem as percepções do mercado sobre a estabilidade de Portugal, as agências de notação financeira – cujo papel na aceleração da crise das hipotecas ‘subprime’ nos EUA foi extensamente documentado – minaram a sua retoma económica e a sua liberdade política”, acusa o académico.

No destino de Portugal reside uma clara advertência a outros países, incluindo os Estados Unidos. A revolução de 1974 em Portugal inaugurou uma vaga de democratização que inundou o mundo inteiro. É bem possível que 2011 marque o início de uma vaga invasiva nas democracias, por parte dos mercados não regulados, sendo Espanha, Itália ou Bélgica as próximas vítimas potenciais”, conclui Fishman, relembrando que os EUA não gostariam de ver no seu território o tipo de interferência a que Portugal está agora sujeito – “tal como a Irlanda e a Grécia, se bem que estes dois países tenham mais responsabilidades no destino que lhes coube”.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=479179


Via http://trevasocultas1.blogspot.com/2011/04/portugal-nao-precisava-de-ajuda-externa.html

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FMI ou Fundo Europeu de Estabilização Financeira?

(Eis a questão ...)




Fonte: http://mk-galhardo.blogspot.com/2011/04/ahaha.html

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O FMI já foi «expulso» de Portugal


Movimento de jovens precários encenou episódio no aeroporto de Lisboa
Portvi24 CP 2011-04-13 11:36

O MayDay, movimento de trabalhadores precários, foi ao aeroporto de Lisboa expulsar simbolicamente o Fundo Monetário Internacional.

O vídeo demonstra toda a encenação, que deixou surpreendidos muitos dos viajantes:

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Queixa contra agências de 'rating' pode ditar investigação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) está a analisar a queixa entregue no início desta semana contra as agências de 'rating'.

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Afinal os portugueses ainda são conquistadores

10 de Abril, 2011
Por Sara Ribeiro*

Portugal já dominou o Mapa Mundo, desbravou terras e explorou mares nunca antes navegados. Mas as caravelas lusas perderam força e há séculos que não 'dominam' a cena internacional. Ainda assim, os portugueses continuam a ser líderes em muitas áreas.
O mar continua a ser um reino. A Zona Económica Exclusiva portuguesa é a maior da Europa, com 1,8 milhões de quilómetros quadrados, mas cresce para 3,6 milhões - área aproximada à da União Europeia no seu conjunto -, se for contabilizada a plataforma continental.

Rei da cortiça é outro dos títulos que o país mantém, liderando a produção de cortiça, com 160 mil toneladas anuais, devido, sobretudo, à actividade da Corticeira Amorim. Presente em mais de 100 países, tem nas exportações 95,5% das vendas totais. António Amorim, presidente da empresa, refere que «há uma clara consciência de que, na cortiça, Portugal é líder incontestável». Mas, «como acontece com muitos outros produtos, sentimos muitas vezes que o valor da cortiça é mais facilmente percebido noutros países sem nenhuma ligação, pelo menos geográfica».

Apesar de tudo, muitos empresários portugueses não se deixam abater pela descrença da maioria dos portugueses e continuam a pedalar para alcançar o topo. É o caso da Decanor, a maior fábrica de bicicletas da Europa, sedeada em Vila Nova de Gaia. Portugal está no Top 5 dos maiores produtores de bicicletas da Europa, um sector que emprega mais de 10 mil pessoas em território luso e exporta quase 80% do que produz.

O país também dá música a milhões de automobilistas europeus, já que saem de Braga, de uma fábrica da Bosch, cerca de quatro milhões de auto-rádios por ano. É a maior unidade do género da Europa, fabricando ainda sistemas de navegação e dispositivos de segurança. Cerca de 95% dos produtos são exportados.

No sector agroalimentar, destaca-se a Sousacamp, responsável por 80% do mercado português de cogumelos. A empresa, que diz preferir incorporar o espírito aventureiro de outrora do que cruzar os braços face à crise, está a construir a maior unidade de produção e transformação de cogumelos da Europa. Segundo Artur Sousa, dono da empresa, a fábrica terá uma produção anual de dez milhões de quilos de cogumelos e uma capacidade de transformação de 40 a 100 toneladas por dia.

Outro dos grandes projectos em curso em terras lusas é o desenvolvimento da maior área de olival do Mundo. O projecto da Oliveira da Serra vai ter uma área total de 10 mil hectares e mais de seis milhões de oliveiras. De um perfil tradicionalista, «com símbolos de um Portugal ultrapassado, miserabilista e saudosista, passámos para um sector que é símbolo de desenvolvimento económico, capacidade de exportação e dinamização social», sublinha Luís Pereira Santos, director de marketing da Sovena, dona da Oliveira da Serra.

O grupo Portucel Soporcel também navega pelos quatro cantos do Mundo, sendo o líder global em papel de escritório através da marca Navigator. Além disso, é detentor da maior máquina de produção de papel do Mundo, dimensionada para produzir 80 toneladas por hora, a uma velocidade de cruzeiro de 1.800 metros por minuto.

Portugal é ainda o quinto maior produtor mundial de lítio - mineral utilizado na produção de baterias - e alberga a maior mina europeia, na Guarda.

Apesar de a actual situação económica do país parecer uma roleta russa , ainda há quem consiga marcar a diferença, como é o caso do grupo Estoril-Sol, dono dos dois maiores casinos da Europa. O casino de Lisboa lidera, com 1.500 máquinas, seguido pelo do Estoril, que tem mil. Para o presidente do grupo Estoril-Sol, Mário Assis Ferreira, «em algumas áreas conseguimos ser de facto os melhores. O problema é os portugueses terem uma visão muito pessimista de tudo o que é português». Contudo, «a minha convicção é que vamos ultrapassar esta fase difícil, vai ser um processo lento, mas consistente», acrescenta. Além disso, «um país não morre nem se deixa abater pelos desencantos. Da minha parte, é o que faço todos os dias!», conta Mário Assis Ferreira.

sara.ribeiro@sol.pt

* com Emanuel Costa

Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=16380

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Os melhores exemplos

10 de Abril, 2011
Por Sara Ribeiro*

Os portugueses continuam a ser líderes em muitas áreas:

Sexy shoes: Os primeiros sapatos à prova de bala são lusos. A associação do sector aponta os sapatos portugueses como os mais sexy da Europa. E são os segundos mais caros do Mundo

Só Cartões: Portugal é o país com mais caixas multibanco per capita da Europa e também onde há mais variedade de funcionalidades na sua utilização

Peixe vivo: O Oceanário de Lisboa, inaugurado para a Expo 98, ainda hoje é o maior da Europa e o segundo maior do Mundo. Tem 16 mil animais de 450 espécies

Tomatada: Seja em frasco de vidro ou em pacote bem selado, Portugal é actualmente o maior exportador de polpa de tomate a nível mundial

Cama feita: Apesar da crise no sector têxtil, Portugal é líder europeu no segmento de têxtil-lar. Nos Estados Unidos milhões de pessoas dormem em lençóis portugueses

Chapéus há muitos: Os chapéus FEPSA, de São João da Madeira, têm fama mundial, mesmo em Hollywood. A Stetson, que faz chapéus de cowboys, compra feltro em Portugal

Ligar o rádio: A maior fábrica de auto-rádios da Europa está em Braga. No ano passado, a unidade da Bosch produziu 3,4 milhões de rádios e 900 mil sistemas de navegação

Pequeno mar: O enchimento da barragem do Alqueva, no Alentejo, deu origem ao maior lago artificial da Europa. Tem 250 quilómetros quadrados e 1.100 de margens

Prato do dia: A unidade de aquacultura da Pescanova, em Mira, é a maior do Mundo a produzir pregado em viveiro. Tem capacidade para sete mil toneladas de peixe/ano

Para beber: A fábrica da Danone, em Castelo Branco, é o maior centro de produção de iogurtes líquidos da Europa. É a única da marca francesa a produzi-los para a Europa

*com Emanuel Costa

Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=16381

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Corte salarial: Função Pública sobreendividada

Função Pública sobreendividada
10 de Abril, 2011Por João Paulo Madeira

O corte salarial na Função Pública fez dos trabalhadores do Estado um dos grupos profissionais que mais recorre ao Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS) da DECO.

Segundo adiantou ao SOL Natália Nunes, que gere este departamento da associação de consumidores, já há professores, médicos e até juízes com dificuldades em pagar dívidas.

«A redução de vencimentos desde o início do ano fez aumentar os pedidos de aconselhamento. No caso dos médicos e dos juízes, os rendimentos estão acima de 2.500 euros, mas as pessoas adaptam as despesas aos vencimentos e têm quatro a cinco créditos com uma taxa de esforço elevada», explicou a responsável.

Esta semana, a DECO revelou que mais de quatro mil pessoas contactaram o GAS desde o início do ano. Do total, foram abertos cerca de mil processos de resolução de dívidas através do GAS, o que passa sobretudo pela reestruturação dos créditos contraídos. Os restantes dizem respeito a pessoas com processos em tribunal, que a DECO já não pode acompanhar, ou a famílias cuja situação é tão grave que apenas permite a declaração de insolvência individual nas instâncias judiciais.

Natália Nunes não consegue quantificar quantos pedidos foram feitos por funcionários públicos, do total de quatro mil recebidos no primeiro trimestre, mas garante que aumentaram. Segundo a responsável pelo GAS, a maioria dos casos de sobreendividamento na Função Pública é solúvel através de uma reestruturação dos empréstimos.

joao.madeira@sol.pt

Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=16371

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Crise pode aumentar perturbações mentais

Psiquiatra afirma que Portugal está mais deprimido e crise pode aumentar perturbações mentais

Em 2010, serviço registou quase 16 mil consultas externas, incluindo psiquiatria de infância e adolescentes

Portugal está “mais deprimido” e o agravar das condições de vida aumenta as hipóteses perturbações mentais, alerta o diretor do serviço de psiquiatria do centro hospitalar de Gaia, que todos os meses recebe 200 novos pedidos de consulta.

“Há uma relação entre condições de vida e entre a depressão. Sabemos que quanto pior as pessoas vivem e quanto pior são as condições de vida das pessoas mais hipóteses de adoecer depressivamente”, salientou o clínico Jorge Bouça.

O médico assinalou que Portugal é “um país mais deprimido e onde a depressão vai ter expressão clínica crescente nas perturbações de ansiedade”.

A influência dos acontecimentos de vida, nomeadamente da vida laboral e social, nas doenças do foro psiquiátrico e a melhor forma de prevenir e tratar as patologias mais graves são os principais temas a serem debatidos hoje e sábado na 6ª edição das Jornadas da Saúde Mental a decorrerem em Gaia.

“Queremos com estas jornadas trazer a questão da vivência das pessoas e o reflexo que tem na saúde mental das populações. Há estudos muito consistentes que indicam que os níveis de depressão e ansiedade têm subido e hoje são a quarta causa mundial de doenças como as cutâneas, enfarte de miocárdio, cancro, entre outras”, destacou.

Só no Centro Hospitalar Gaia/Espinho, o Serviço de Psiquiatria recebe, por mês, 100 pedidos de consulta internos (que provêm de outras especialidades do hospital) e outros tantos oriundos dos cuidados de saúde primários, totalizando 200 pedidos por mês.

Em 2010, este serviço registou quase 16 mil consultas externas, incluindo psiquiatria da infância e adolescência.

“Os médicos de família são bombardeados diariamente por pessoas que não se queixam de depressão mas de outras coisas como mal estar, dor no coração, sentem-se tensos, não se sentem bem, mas isso são muitas vezes sintomas de ansiedade, da perturbação e são um reflexo das condições de vida que conduzem a uma vulnerabilidade crescente na saúde das pessoas”, explicou Jorge Bouça.

Uma das grandes preocupações são as novas tecnologias utilizadas de forma cada vez mais frequente e que “anulam as fronteiras entre a vida privada e a pública”, tendo introduzido “um fator de depressão”.

Cada vez mais “o trabalho entra pela porta dentro” e isso “é um fator que gera ansiedade”.

Prevê-se mesmo que “em 2030 a depressão será a principal causa de doença em todo o mundo”, sendo que atualmente “uma em quatro famílias tem um doente com uma perturbação mental”.

As Jornadas de Saúde Mental – Acontecimentos de Vida e Saúde Mental. Que Relação – decorrem hoje e sábado no Hotel Meliá Gaia/Porto.

08 de abril de 2011

Fonte: LUSA/SAPO

http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/-psiquiatra-afirma-que-portugal-esta-mais-deprimido-e-crise-pode-aumentar-perturbacoes-mentais.html

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Workshop de Fotografia “Fotografar Santa Marta”


A arte da fotografia está, a cada dia que passa, a conquistar ainda mais adeptos.

Captar um momento para que seja para sempre imortalizado é o objectivo base dos fotógrafos mas, existem técnicas que ajudam a que esse momento se torne único e perfeito.

Qual o melhor ângulo? Qual a melhor postura para fotografar? Qual o melhor zoom a optar? São estas, entre outras muitas mais perguntais, que irão ser discutidas no workshop de fotografia, no próximo dia 7 de Maio, no auditório municipal de Santa Marta de Penaguião.

A iniciativa da HS Design, que conta com o apoio do Município penaguiense, será desenvolvida em duas partes, uma teórica e uma mais prática.

Para participar é obrigatória a inscrição prévia sendo que a mesma poderá ser feita em http://fotografarsantamarta.blogspot.com/

A todos os amantes da fotografia, participe.

Programa:
10:00 – 10:15 Recepção aos Participantes
10:15 – 10:45 Apresentação e Moderação – Hugo Sequeira
10:45 – 11:15 Fotografia Analógica
11:15 – 11:45 Fotografia Digital - Rui Ferreira (Press –Nordeste)
11:45 – 12:00 Coffee-break
12:00 – 12:30 Fotografia uma Paixão - Pedro Rego (INATEL Bragança)
12:30 – 13:00 Fotografia como Profissão - Rui Oliveira (Global Imagens/grupo JN)
13:00 – 14:00 Almoço
14:30 – 17:30 Trabalho de Campo
17:30 – 17:45 Recolha de todas as Fotografias
17:45 – 18:30 Encerramento dos Trabalhos no Auditório

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=148061055261616&set=a.110642009003521.12217.100001731669701&theater

http://fotografarsantamarta.blogspot.com/

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Comunicação de José Sócrates ao país na íntegra

06.04.2011 - 21:38

Como sempre disse aos portugueses, a rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento na Assembleia da República, no dia 23 de Março, agravou de forma dramática a situação financeira do nosso País. A rejeição do PEC proposto pelo Governo, e que tinha tido o apoio e o voto de confiança das instituições europeias, foi o sinal mais errado que podíamos dar aos mercados financeiros e às instituições internacionais. Foi o sinal errado, no momento errado.

Os portugueses são testemunhas do que aconteceu de então para cá: O rating da República baixou abruptamente, como nunca tinha acontecido; as taxas de juro dispararam, em todos os prazos; os bancos portugueses e importantes empresas nacionais viram o seu rating baixar para níveis perigosos, nunca antes atingidos.

Toda esta situação tornou-se uma ameaça real ao financiamento da República, do nosso sistema bancário e, por consequência, da nossa economia.

Desde a rejeição do PEC, acentuaram-se muito gravemente as dificuldades de financiamento da República e da economia portuguesa. As taxas de juro que se verificaram hoje na emissão de dívida pública de curto prazo são um sinal claro da crescente dificuldade de Portugal em aceder ao financiamento nos mercados internacionais.

Esta situação é especialmente grave para o nosso País. E estou firmemente convencido, avaliadas todas as alternativas e depois de todos os contactos que fiz, que tenderá a agravar-se ainda mais se nada for feito.

Ao longo deste último ano lutei todos os dias para que isto não acontecesse. A verdade é que tínhamos uma solução e ela foi deitada fora. Como na altura alertei, a rejeição do PEC e a abertura de uma crise política vieram fragilizar o País e diminuir a capacidade do Governo para responder às dificuldades.

Sempre encarei um pedido de ajuda externa como uma solução de último recurso. E ainda esta semana o recordei. Tentei tudo. Mas em consciência julgo que chegámos ao momento em que não tomar essa decisão acarretaria riscos que o País não deve correr. E a minha obrigação e a minha responsabilidade é pôr acima de tudo o interesse nacional.

Por isso, o Governo decidiu hoje dirigir à Comissão Europeia um pedido de assistência financeira, por forma a garantir condições de financiamento a Portugal, ao nosso sistema financeiro e à nossa economia, em termos que tenham em conta a situação política nacional e as limitações constitucionais do Governo, como Governo de gestão.

Informei desta decisão o Senhor Presidente da República, a quem solicitei que realizasse as diligências que entendesse necessárias junto dos partidos políticos. Este é o momento para todos assumirmos as nossas responsabilidades perante o País.

Todos sabem como lamento que esta decisão se tenha tornado inevitável. Os portugueses sabem que lutei por outra solução, em nome do interesse nacional. Pois é também em nome do interesse nacional que hoje digo aos portugueses que é preciso dar agora este passo.

Quero garantir a todos que me empenharei, com toda a minha determinação, para que a negociação deste pedido de ajuda tenha os menores custos possíveis para Portugal e para os portugueses.

Este é um tempo de exigência e de responsabilidade. É um tempo que impõe um juízo claro e vontade firme. Um tempo para darmos o melhor de nós próprios ao serviço de Portugal e ao serviço dos portugueses.

Fonte: http://economia.publico.pt/Noticia/comunicacao-de-jose-socrates-ao-pais-na-integra_1488626
Foto: Sócrates dirigiu-se ao país ao início da noite (Reuters)

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Formalização junto da Comissão Europeia

Formalização junto da Comissão Europeia
Sócrates: Portugal já pediu ajuda a Bruxelas
06.04.2011 - 20:46 Por Pedro Crisóstomo

O primeiro-ministro confirma que o Governo decidiu hoje dirigir um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia. José Sócrates afirmou ter dado conhecimento ao Presidente da República, para que faça as diligências necessárias junto dos partidos para assegurar um entendimento sobre o pedido de socorro.

“Avaliadas todas as alternativas” e feitos contactos, “especialmente no dia de hoje”, o executivo enviou um pedido de ajuda à Comissão Europeia, disse Sócrates numa declaração no fim do Conselho de Ministros extraordinário convocado para o final da tarde, em São Bento.

Sócrates garantiu ter informado Cavaco Silva da decisão, que, sublinhou, foi tomada tendo em conta “as limitações constitucionais do Governo, como Governo de gestão”.

A abertura de crise política diminuiu “a capacidade do Governo de responder às dificuldades” e “não tomar essa decisão [o pedido de ajuda] acarretaria riscos que o país não deve correr”, justificou José Sócrates. Um “último recurso”, nas palavras do primeiro-ministro, que o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, considerou entretanto ser uma medida “responsável”.

A dificuldade de Portugal em aceder “em condições de normalidade” ao financiamento dos mercados de crédito internacionais desde o chumbo do Programa de Estabilidade e Crescimento (o chamado PEC IV) tornou-se “uma ameaça real” ao financiamento do Estado, do sistema bancário e da economia nacional, admitiu.

E o agravamento atingiu esta quarta-feira o limite, defendeu. “As taxas de juro que se verificaram hoje mesmo na emissão de dívida pública de curto prazo são um sinal claro da crescente dificuldade” do país em aceder ao financiamento nos mercados.

“Espero que a negociação deste pedido de ajuda tenha os menores custos possíveis para Portugal e os portugueses”, sublinhou José Sócrates.

Sinais foram surgindo ao longo do dia

As declarações de José Sócrates foram a confirmação do que podia ser entendido após as declarações de Teixeira dos Santos ao Jornal de Negócios, do cenário admitido por Jorge Lacão hoje no Parlamento e do que já falara o líder parlamentar, Francisco Assis.

Numa resposta por escrito ao jornal, o ministro das Finanças admitiu hoje ser “necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu”, face à actual situação “muito difícil nos mercados financeiros”.

Pouco depois, Bruxelas garantia não ter recebido qualquer pedido formal de socorro por parte de Portugal. Amadeu Altafaj, porta-voz da Comissão Europeia para os assuntos económicos e financeiros, esclareceu que teve conhecimento das declarações de Teixeira dos Santos pela imprensa. E sublinhou que existem instrumentos de ajuda operacionais, referindo-se ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês – e especificamente orientado para os países da zona euro) e ao Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSM).

José Sócrates sempre negou estar a ser negociado um pedido de ajuda externa e repetiu-o hoje, negando a notícia de manchete do diário Financial Times, de que Lisboa já estava a negociar com Bruxelas uma ajuda intercalar.

O pedido de ajuda imediato a que se têm referido nos últimos dias os banqueiros portugueses - primeiro, Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP, e, ontem, Ricardo Salgado, do BES - é um empréstimo intercalar de curto prazo, para financiar a economia portuguesa até à tomada de posse do Governo que for eleito a 5 de Junho.

Última actualização às 21h42

Fonte: http://economia.publico.pt/noticia/socrates-portugal-ja-pediu-ajuda-a-bruxelas_1488615

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É necessário recorrer à ajuda externa da Europa

Teixeira dos Santos: É necessário recorrer à ajuda externa da Europa
06.04.2011 - 18:11 Por PÚBLICO

De acordo com o Jornal de Negócios, o ministro das Finanças defende que Portugal tem de pedir ajuda já.

Teixeira dos Santos disse que é “necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu”. Ao PÚBLICO, fonte oficial do ministério disse que nada havia a acrescentar às declarações de Teixeira dos Santos. Espera-se uma declaração do primeiro-ministro, José Sócrates, hoje às 20h.

(Miguel Manso)

Num conjunto de questões colocadas pelo diário, à pergunta “Portugal deve pedir ajuda já, conforme apelam os banqueiros e os economistas em geral? A dimensão da dívida que se tem que pagar daqui a um ano não o preocupa?”, Teixeira dos Santos respondeu por escrito: “O país foi irresponsavelmente empurrado para uma situação muito difícil nos mercados financeiros. Perante esta difícil situação, que podia ter sido evitada, entendo que é necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu em termos adequados à actual situação política. Tal exigirá, também, o envolvimento e o comprometimento das principais forças e instituições políticas nacionais.”

Ao PÚBLICO, fonte do ministério das Finanças afirmou não haver nada a acrescentar ao que o ministro Teixeira dos Santos disse ao Jornal de Negócios. Até ao momento, não foi possível obter um esclarecimento por parte do gabinete do primeiro-ministro.

Já o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, tinha admitido um recurso a ajuda externa. “Se tiver de agir, em matéria de financiamento externo, o Governo, que tanto tem procurado poupar o país, agirá patrioticamente, como sempre, em defesa do interesse nacional”, disse hoje Lacão na última reunião plenária da legislatura.

Foi a segunda voz socialista a admitir este cenário – depois do líder parlamentar do PS, Francisco Assis –, embora o Governo tenha negado hoje estar a negociar com a União Europeia um pedido de ajuda intercalar para satisfazer as necessidades de financiamento de curto prazo, como avançara o Financial Times hoje em manchete.

Notícia actualizada às 19h01

Fonte: http://economia.publico.pt/noticia/teixeira-dos-santos-e-necessario-recorrer-a-ajuda-externa-da-europa_1488593

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A reeleição de Obama e a importância da Internet

05.04.2011 - 10:02 Por PÚBLICO

Os tempos mudam. Antigamente anunciavam-se recandidaturas à presidência a partir da Casa Branca. Com pompa e circunstância. Agora usa-se a tribuna das redes sociais e dos vídeos online. Obama anunciou a sua corrida à presidência em 2012 através de um link deixado no Twitter e no Facebook.

No Twitter já foi igualmente lançada a hashtag #Obama2012 (DR)

Foi com estes 20 caracteres que Obama deu a conhecer as suas intenções políticas no Twitter: http://ofa.bo/bWjHd7

Através deste link, todos aqueles que acompanham o Presidente americano nesta rede social (mas também aqueles que receberam o link por e-mail) viram um curto vídeo em que um punhado de cidadãos comuns exprime o seu apoio ao Presidente. O vídeo termina com o mote: 2012, BarackObama.com

No Twitter já foi igualmente lançada a hashtag #Obama2012, para que os apoiantes não percam pitada da futura campanha.

O Facebook também não ficou de fora. O vídeo já tem a indicação de ter sido apreciado (via botão “Gosto”) por mais de 19 milhões de pessoas, valha isso o que valer.

O “Guardian” traça comparações: “os dois anteriores presidentes americanos que se recandidataram, Bill Clinton e George Bush, passaram as primeiras fases das suas campanhas numa caravana de autocarros a percorrer o país. Na era digital, Obama consegue cobrir a nação com muito menos esforço, quando fala para 500 mil dos seus activistas através de teleconferência”.

Este anúncio via Internet de Obama é inovador mesmo quando comparado com o seu anúncio original de candidatura à presidência, em 2008, quando o disse em público, durante um comício e perante as câmaras de televisão.

Este anúncio através de um vídeo colocado online é pouco usual por outro motivo, escreve ainda o “The Guardian”: o próprio candidato não aparece diante das câmaras. São “americanos reais” que dão voz às aspirações de Obama.

O vídeo termina com a mensagem “Começa Connosco”, uma mensagem que sugere que Obama vai precisar, à semelhança do que aconteceu na anterior eleição, de um “batalhão” de voluntários que faça a campanha no terreno.

Fonte: http://www.publico.pt/Tecnologia/a-reeleicao-de-obama-e-a-importancia-da-internet_1488323

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Dinamização do Caminho de Santiago - Viseu / Chaves


Religião: Oito municípios de Viseu e Vila Real vão dinamizar caminho interior de Santiago
2011-03-31

Vila Real, 31 mar (Lusa) -- Oito municípios dos distritos de Viseu e Vila Real vão marcar e dinamizar o caminho interior de Santiago, que se estende ao longo de 160 quilómetros, num projeto que visa dinamizar o turismo religioso e de lazer.

Os municípios de Viseu, Castro Daire, Lamego, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Chaves e Vila Pouca de Aguiar assinam o protocolo de cooperação a 07 de abril, neste último concelho.

As entidades regionais de turismo e os bispados também integram esta parceria inter-regional.

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Fonte: http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1819790
Foto: http://enfinfrance.wordpress.com/2010/07/22/pedaleando-por-el-camino-de-santiago/

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