Cavaco Silva convoca eleições para 5 de junho

O Conselho de Estado, hoje reunido      -      Mário Cruz, Lusa

O presidente declarou no seu discurso de hoje às 20h30 que dissolve a Assembleia da República e convoca eleições legislativas para 5 de junho. Cavaco Silva afirmou ter constatado um consenso entre todos os partidos sobre a impossibilidade de criar uma nova fórmula governativa baseada no actual quadro parlamentar.

Houve, portanto, acordo de todos os partidos sobre a necessidade de antecipar as eleições.

Também no Conselho de Estado, constatou o presidente, existia unanimidade sobre a necessária convocação de eleições.

O presidente invocou ainda as dificuldades do Governo minoritário para fazer face ao agravamento da crise económica como fundamento para a antecipação das eleições, devolvendo, como disse, "a palavra ao povo".

Quanto à data, não houve idêntico consenso, mas verificou-se que a maioria dos partidos consultados era favorável à data de 5 de junho. O Governo actual, afirmou mais adiante, manter-se-á em funções para a gestão corrente, mas sem estar impedido de tomar as medidas necessárias perante uma situação crítica. Reclamou contudo transparência na utilização dos recursos do Estado, prometendo no mesmo fôlego apoio ao Governo na resolução das suas dificuldades.

Cavaco Silva manifestou a expectativa de que as eleições, para além de renovarem a legitimidade para o exercício do poder, abram vias para o entendimento entre os partidos políticos.

Exortou ainda os candidatos a fazerem uma campanha eleitoral de verdade, que não prometa o que não se julgue possível cumprir. Manifestou o receio de que, a ser adoptada outra abordagem, se suscite expectativas que depois darão lugar a decepções e ressentimentos.

O presidente apresentou um prognóstico de grandes dificuldades para os próximos tempos, num dos momentos mais críticos desde a instauração do regime democrático. Esta, disse, é uma hora de grandes decisões, em que a capacidade dos portugueses irá ser posta à prova.

Fonte: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?t=Cavaco-Silva-convoca-eleicoes-para-5-de-junho.rtp&article=429319&layout=10&visual=3&tm=9

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Cordão Humano à volta da estação de Vila Real


O MCLC – Movimento Cívico pela Linha do Corgo, associa-se ao Cordão Humano à volta da estação de Vila Real, que se realizará no próximo dia 2 de Abril de 2011, celebrando os 105 anos da inauguração da Linha do Corgo com uma acção de protesto contra o atraso na reabertura do troço Régua – Vila Real e a favor da reabertura do troço Vila Real – Chaves.

Para além da conjuntura actual de crise económico-social, agravada no Interior pela falta de acessos e de mobilidade, os quais são componentes fulcrais para o desenvolvimento e competitividade de qualquer região, a sociedade actual não se pode mais dar ao luxo de ser tão dependente de um meio de locomoção tão dispendioso e poluidor como o automóvel. No entanto, é com profundo alarme que o MCLC e outras entidades ligadas ao universo ferroviário português constatam que, nos últimos 20 anos, Portugal foi o ÚNICO país da Europa Ocidental a perder passageiros na ferrovia, enquanto que em países como a Espanha esse número mais que duplicou em igual período de tempo.

Para além disto, é com firmeza que o MCLC condena a consignação de mais 17Km de ecopista no canal da Linha do Corgo, no município de Vila Pouca de Aguiar. É incompreensível como a moda irreflectida das ecopistas em leitos ferroviários grassou pelo país, quando se repetem as provas de que este equipamento para além de caro (na Linha do Sabor chega a custar 125.000 EUR/Km, fora a renda anual de 10.000 EUR devida à REFER pela autarquia de Torre de Moncorvo), tem um retorno económico-social diminuto ou mesmo nulo. A sua atractividade turística é no mínimo duvidosa, para além de que as suas zonas de implantação são mal servidas de acessos e de oferta de mobilidade à população, tendo como resultado que os cicloturistas deixam pouco rendimento na região, e que à população local muitos outros equipamentos fazem bem mais falta.

No que ao mau serviço à população diz respeito, disso não restem dúvidas: Imaginemos um carro a ir da estação da Régua à de Chaves e regresso, via A24 (87Km), a gastar uma média de 6,5 litros aos 100Km, com o combustível a 1,50 EUR, e o valor da portagem em 7,20 EUR (Régua – Chaves).

Imaginemos agora a mesma viagem, mas de comboio pela Linha do Corgo (97Km), através do pagamento de um bilhete inteiro (7 EUR, tarifa Regional,
aproximadamente) ou através de uma assinatura mensal de estudante (185,65 EUR, aproximadamente):

1. Num mês, o comboio é mais barato que o carro em 347,30 EUR via bilhete inteiro, e em 441,65 EUR com uma assinatura mensal de estudante.
2. Num ano, a diferença é de 4.514,90 EUR via bilhete inteiro, e de 5.927,10 EUR com uma assinatura mensal de estudante.

Comparação agora com uma viagem num autocarro de uma das empresas que efectuam o percurso Régua – Chaves actualmente (Nota: a empresa escolhida só faz 2 viagens por dia neste trajecto, e demora 1h40m a fazê-lo, a um preço de 8 EUR. A Linha do Corgo, com o troço Régua – Vila Real a 40Km/h e Vila Real – Chaves a 70Km/h levaria, com paragens de 3 minutos em Vila Real, Vila Pouca de Aguiar e Chaves, 1h48m):

1. Num mês, o comboio seria mais barato em 40 EUR para bilhete inteiro, e em 134,35 EUR em assinatura mensal de estudante.
2. Num ano, a diferença análoga seria de 520 EUR e 1.932,20, respectivamente.

Assumimos que as deslocações da maior parte dos pensionistas do município de Vila Pouca de Aguiar não contemplarão a locomoção a pé ou de bicicleta, das suas habitações à sede de concelho, pela ecopista. No entanto, as diferenças acima explanadas só por si dariam para estes cidadãos viverem com um pouco mais de dignidade e qualidade de vida.

Movimento Cívico pela Linha do Corgo (MCLC)
Vila Real, 23 de Março de 2011

http://linhaferroviariadocorgo.wordpress.com/2011/03/31/cordao-humano-na-estacao-de-vila-real/

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Problemas para os lados da Adega da Régua

«A Adega da Régua está falida



Pedido de ajuda


Olá amigos,


Como nem só de politica vivemos na nossa Régua, eu gostaria que os amigos postassem no vosso blogue e denunciassem a seguinte situação:

Na Régua existe um problema social que começa a ser preocupante para muitas e muitas famílias, pois além dos seus funcionários existem centenas de associados.


(...)»


Ler mais aqui

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RAID TT - B. V. Santa Marta de Penaguião


Domingo, 17 de Abril de 2011

Programa:
08h00 - Abertura do secretariado no quartel dos Bombeiros;
08h30 - Pequeno almoço;
09h00 - Arranque das Motos seguidas das Motos4 rumo ao MARÃO com várias picadas de média/alta dificuldade (mas sempre com alternativas);
09h05 - Arranque dos Jipes rumo ao MARÃO com percurso próprio;
13h00 - Almoço;
14h00 - Início da 2ª parte do raid;
17h00 - Chegada à Vila de Santa Marta de Penaguião para a zona de espectáculo (pista de obstáculos);
18h00 - Disponibilização de chuveiros para todos os participantes;
18h30 - Jantar convívio no quartel dos Bombeiros e entrega de lembranças.

Inscrição: 25 Mangueiras
Contactos: MOTOS: 963595958 , 910932791 | JIPES: 969744134 , 934977240

LUCROS REVERTEM A FAVOR DOS BOMBEIROS DE SANTA MARTA DE PENAGUIÃO

Mais informações:
FACEBOOK
Procurar o grupo: RAID PENAGUIOTA
- Fotos do percurso;
- Mais informações.

A ORGANIZAÇÃO NÃO SE RESPONSABILIZA POR QUALQUER ACIDENTE OCORRIDO DURANTE O PASSEIO

http://www.facebook.com/profile.php?id=100001731669701

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Dia Mundial da Saúde a 7 de Abril em Penaguião


Santa Marta de Penaguião

Dia Mundial da Saúde

Para assinalar o Dia Mundial da Saúde, que se comemora a 7 de Abril, o Município de Santa Marta de Penaguião irá, à semelhança dos anos anteriores, levar a cabo diversas iniciativas.
Pelas 10 horas, no Auditório Municipal, será inaugurada uma exposição itinerante, "Medula: A Fábrica da Vida. Uma exposição constituída por 101 painéis de azulejos que resultou de um concurso lançado pelo Centro de Histocompatibilidade do Norte junto das escolas de todo o país. Nele foram abordados e discutidos os temas da Leucemia e da Dádiva de Medula Óssea.
À inauguração seguir-se-á uma marcha pela saúde pelas ruas da vila, bem como uma mega aula de ginástica na Praça do Município.

Porque a saúde é um dos bens mais preciosos que temos, participe.
Um convite do Pelouro da Saúde do Município de Santa Marta de Penaguião.

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Colóquio “O Papel da Mulher na Família e na Sociedade”


Santa Marta de Penaguião

As transformações sociais ocorridas nas últimas décadas, desencadearam profundas mudanças na redefinição do papel da mulher na sociedade moderna.

Conscientes desse facto, a Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião, em parceria com a Unidade de Cuidados na Comunidade local, irá desenvolver um Colóquio integrado no projecto “Viver Melhor no Feminino”, subordinado ao tema “O Papel da Mulher na Família e na Sociedade”.

O evento realizar-se-á no Auditório Municipal, no dia 2 de Abril, pelas 21 horas, e nele serão debatidos alguns temas tais como o papel imprescindível da mulher na construção dos projectos de saúde e na dinâmica familiar; o empreendedorismo feminino no desenvolvimento local; a participação feminina cada vez mais activa no mercado de trabalho e na construção de uma sociedade mais justa e de um mundo melhor e mais equilibrado.

Participe.
Um convite do Pelouro da Saúde do Município de Santa Marta de Penaguião e da Unidade de Cuidados penaguiense.

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Encerramento da linha do Tua despovoa a região


Tua - «Encerramento da linha férrea despovoa a região», insistem opositores ao projecto

A 24 de Fevereiro foi lançada, em Alijó, a primeira pedra da futura barragem de Foz-Tua, numa cerimónia que marcou, simbolicamente, o início das obras do empreendimento que irá inundar 16 quilómetros da centenária linha férrea. Os opositores do projecto continuam a criticar o avanço das obras e garantem que a Linha do Tua «tem um papel relevante na mobilização» da população do Vale do Tua. A 27 de Março, várias associações vão juntar-se na região, para chamar a atenção para o problema numa iniciativa intitulada «Abraço ao Tua».

Ana Clara | domingo, 27 de Março de 2011

Manuela Cunha, do partido ecologista «Os Verdes», e uma das defensoras da classificação da linha do Tua como monumento nacional, insiste que «ainda há espaço para a esperança e muita luta para travar».

A responsável é a primeira subscritora de duas acções judiciais que deram entrada nos tribunais e que contestam a forma como foi encerrado o processo de classificação da Linha do Tua como monumento nacional, depois do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) ter aberto o procedimento de classificação.

«Nestas acções judiciais consideramos que foi violado um conjunto de procedimentos legais, violações estas que, na nossa opinião, advêm da vontade do responsável do IGESPAR de ir ao encontro das “ordens” do Governo. Estamos ainda a aguardar serenamente a decisão do Tribunal», afirma.

Para Manuela Cunha, o Vale do Tua, encravado e de difícil acesso, tem uma ferrovia que é a «única solução para garantir o transporte colectivo em zonas como estas, sobretudo no Inverno com neves e granizos».

As ditas propostas alternativas de mobilidade apresentadas pela EDP, recorda, «são não só surrealistas como não vão garantir o transporte as aldeias mais encravadas e às pessoas mais isoladas. Mas o que é verdade é que para muita gente deste vale, o transporte colectivo é também o único meio que têm de chegar à feira, ao médico, à escola, etc.», salienta.

Por outro lado, acrescenta: «o comboio era só por si, na sua simbiose com a paisagem, uma oferta turística que trazia muita gente a região e isto sem nenhuma estratégia turística implementada nesse sentido e sem meios publicitários. Com vontade política, o potencial deste turismo seria bem maior e iria para além da Linha e para outros concelhos e não só para Mirandela».

Para Manuela Cunha, o encerramento da Linha do Tua vai contribuir para «despovoar ainda mais este vale. Penso que o concelho de Carrazeda será o mais afectado e já é o mais frágil, com os maiores índices de despovoamento e os menores indicadores de desenvolvimento», sublinha.

Para Manuela Cunha, o poder político é o maior culpado deste desfecho, porque a ele «cabe defender o interesse público, e não os interesses privados da EDP».

«É também o poder politico que deve garantir os direitos constitucionais e respeitar as leis. E também porque esta barragem dá um contributo menor para as necessidades do país (não chega a 0,5 do consumo eléctrico de hoje), essas necessidades poderiam ser atingidas com menos estragos, através do reforço da potência de barragens», sustenta.

Por fim, lembra que a luta que os defensores da linha do Tua têm travado «já deu resultados, e sem ela, a construção da barragem já iria a meio e não haveria nenhuma promessa de compensação».

Também a Associação do Amigos do Vale do Tua considera que a linha do Tua, durante cerca de 120 anos, «marcou de forma indelével o peso nas páginas da História» de Trás-os-Montes e Alto Douro, pelo seu «contributo para o desenvolvimento» desta região.

Para a associação, que se tem batido contra o avanço da barragem, este «crime» vai levar à construção de «um paredão de 100 metros de altura em pleno Douro Vinhateiro, Património da Humanidade, cujas características levarão à poluição e eutrofização do rio Tua, à destruição acelerada das suas margens, ao aumento dos níveis de temperatura e humidade no vale, com a consequente degradação da qualidade do azeite e do vinho do Porto que aqui se produz».

É com o objectivo de chamar a atenção para todos estes problemas que, a 27 de Março, um grupo de cidadãos que lutam pela preservação da Linha e do Vale do Tua promove uma concentração popular, intitulada «Abraço ao Tua».

A iniciativa é organizada pelo Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua, a Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua, a associação Campo Aberto, a associação GAIA, a COAGRET, o Movimento Cívico pela Linha do Tua e a associação ambientalista Quercus.

A Linha do Tua, construída entre 1883 e 1906, desde o Alto Douro Vinhateiro até Bragança, tem estado nos últimos anos no meio de uma acesa polémica com a construção da barragem hidroeléctrica da EDP no Vale do Tua e que vai deixar submersos 16 quilómetros de linha férrea.

Desde então que associações, movimentos e cidadãos, em geral, têm-se manifestado contra o encerramento da linha. Invocam impactos ao nível do património arqueológico, etnográfico e museológico que pode vir a desaparecer.

de Tua - «Encerramento da linha férrea despovoa a região», insistem opositores ao projecto

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Sócrates: "Hoje o País perdeu, não ganhou"


23 Março 2011 | 21:10
Sara Antunes - saraantunes@negocios.pt

Primeiro-ministro defendeu que “esta crise era evitável, bastava haver espírito de diálogo”. José Sócrates considera que a atitude de hoje do Parlamento só serviu para “bloquear o nosso País”

Na declaração ao País para anunciar o seu pedido de demissão, Sócrates criticou duramente os partidos da oposição, considerando que foi a “única” força política que tentou fazer de tudo para salvaguardar o Pais de uma ajuda externa.

José Sócrates considera que este foi “o pior dos momentos” para se despoletar uma crise política.

“Todos os partidos rejeitaram as medidas que o Governo propôs para evitar que Portugal tivesse de recorrer a uma ajuda externa, recusando qualquer negociação, qualquer compromisso, qualquer espaço para o debate político.”

“A oposição retirou ao Governo todas as condições para continuar a governar”, salientou, acrescentando que tem “consciência da seriedade desta situação”, mas considera não ter outra saída.

“Desde há vários meses que tenho lutado por proteger o País da necessidade de recorrer a ajuda externa. Sempre alertei para as consequências gravosas de um programa de ajuda externa”, salientando que este cenário terá consequências “para a imagem, prestígio e reputação nacional.”

“Foi por isso que até ao último minuto mantive total disponibilidade para negociar ajustes necessários para salvaguardar” a necessidade de Portugal recorrer à ajuda externa. “Lamento que tenha sido o único a fazê-lo. Lamento que nenhuma outra” força política o tenha feito, numa afirmação que parece também apontar o dedo ao Presidente da República.

Sócrates considera que o chumbo do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) é “mero calculismo político”, é “sofreguidão pelo poder.“ O primeiro-ministro sublinhou que a oposição “nunca se dispuseram a negociar” com o Governo.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=475305

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FMI garante que Portugal ainda não pediu ajuda financeira


Publicado em 23 de Março de 2011
Actualizado há 25 minutos

Porta-voz do FMI assegurou hoje que Portugal ainda não pediu ajuda ao Fundo. Em declarações à Reuters, o representante do organismo afirmou que "não recebemos um pedido de assistência financeira por parte das autoridades portuguesas"

O FMI fez esta afirmação no dia em que os juros portugueses no mercado secundário subiram em todos os prazos. Esta quarta-feira, as taxas da dívida pública portuguesa neste mercado bateram recordes na maturidade a 5 anos, tendo atingido os 8,2%.

O Parlamento discutiu e chumbou esta tarde o PEC IV. De lembrar que, José Sócrates reiterou que se demitia caso o projecto não fosse aprovado.

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/112530-fmi-garante-que-portugal-ainda-nao-pediu-assistencia-financeira

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Parlamento chumba PEC e precipita demissão de Sócrates


Margarida Vaqueiro Lopes e Luís Reis Pires
23/03/11, 19:59

O PEC IV acaba de ser chumbado na Assembleia da República, tal como se antevia, com os votos de todos os partidos da oposição.

A oposição uniu-se contra o PEC IV. Os partidos da oposição optaram por submeter à votação, separadamente, as duas alíneas dos respectivos projectos de resolução. A primeira, um voto contra o PEC, foi aprovada por todos. A segunda, de cariz ideológico, foi rejeitada. No caso do PSD, havia um ponto único contra a proposta do Governo, que também mereceu o 'sim' de toda a oposição.

Num debate marcado pela troca de acusações sobre a responsabilidade pelas actuais crises soberana e política que o País enfrenta, o Parlamento chumbou a actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento. O primeiro-ministro, José Sócrates, já não assistiu ao chumbo do documento, tendo abandonado o plenário logo após a intervenção inicial do Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.

O Governo tinha já afirmado que não tinha condições para Governar sem este PEC, mas na AR não houve qualquer declaração do Executivo sobre uma eventual demissão.

Sócrates devia encontra-se às 19h00 com Cavaco Silva, em Belém, tendo agendado uma conferência de imprensa para as 20h00, logo após o encontro com o Presidente da República, mas o encontro só vai começar após o final do debate. Poderá ser a última declaração de José Sócrates enquanto primeiro-ministro.

Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/parlamento-chumba-pec-e-precipita-demissao-de-socrates_114145.html

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Cavaco "incendiou a vida política" e agora é "espectador"


Económico
23/03/11 11:40

Manuel Alegre quebrou o silêncio e, em plena crise política, lança um duro ataque a Cavaco Silva.

"O Presidente da República, com o devido respeito, fez um discurso que incendiou a vida política e está agora numa estranha passividade", diz ao jornal i o ex-candidato a Belém, referindo-se ao discurso que o chefe de Estado fez na tomada de posse, no qual o governo foi alvo de várias críticas.

"O Presidente não pode lavar as mãos. Ele foi eleito para intervir em situações como esta, em que está em causa o interesse nacional. Não é um espectador de bancada", acrescenta.

Para o histórico socialista, "este não é um momento para eleições antecipadas" e "o Governo tem legitimidade para governar". No entanto, caso o Executivo venha mesmo a cair, Alegre diz que a recandidatura de José Sócrates é a melhor solução, porque o primeiro-ministro não é homem de virar a cara à luta.

Questionado sobre as novas medidas de austeridade, Alegre admite que são indispensáveis "outras soluções", mas afirma que "não é honesto avaliar o PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento) desligado das exigências do Banco Central Europeu e de Bruxelas".

Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/cavaco-incendiou-a-vida-politica-e-agora-e-espectador_114105.html

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35 mil assinaturas contra portagens na A24, A25 e A23

Reguapress
22/03/2011
Fonte: no Portal do Douro | www.barcorabelo.net

SCUTS

35 mil assinaturas contra portagens na A24, A25 e A23

A Comissão de Utentes Contra as portagens nas auto-estradas A25, A24 e A23 entrega hoje, na Assembleia da República, um abaixo-assinado com 35 mil assinaturas contra a cobrança de tarifas naquelas vias, prevista para entrar em vigor no dia 15 de Abril.

JN de 22/03/2011, pag 34

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Comissão de utentes
Cidadãos entregam no Parlamento mais de 35 mil assinaturas contra portagens
22.03.2011 - 18:59, por Lusa
Fonte: http://publico.pt/1486252

Um grupo de cidadãos entregou hoje na Assembleia da República mais de 35.700 assinaturas para que os deputados recomendem ao Governo que desista da introdução de portagens nas auto-estradas A23, A24 e A25.

Os representantes da Comissão de Utentes Contra as Portagens naquelas SCUT (vias sem custos para o utilizador) foram de Viseu, Vila Real, Guarda e Castelo Branco a Lisboa para entregar 35.702 assinaturas, 565 das quais de entidades colectivas, como empresas, autarquias e associações.

Segundo Francisco Almeida, as assinaturas mostram que “a revolta e a indignação das pessoas é muito grande”.

“O que o Governo está a querer fazer a estes quatro distritos é dizer-lhes que, nas suas deslocações inter-regionais, só podem fazê-lo pagando, porque não há alternativas”, disse o porta-voz, exemplificando que a A23 foi construída sobre as estradas antigas de forma a não haver agora outra via.

O representante salientou também que muitas das estradas ditas alternativas são hoje ruas de diversas povoações, em muitas das quais não passam veículos de transporte de mercadorias, de maior dimensão.

Segundo Francisco Almeida, há, no entanto, outra razão contra o pagamento. “Estas auto-estradas atravessam regiões que têm um poder de compra que é metade da média nacional. Foram estas, aliás, as razões que o engenheiro José Sócrates utilizou na última campanha eleitoral para dizer que estas auto-estradas não iriam ter portagens”, referiu.

“Estamos de acordo, nós não mudamos de opinião. Quem mudou de opinião foi o Governo”, acrescentou.

No abaixo-assinado, o grupo de cidadãos pede aos deputados que recomendem ao Governo que desista da introdução de portagens nas SCUT, “principalmente os deputados que foram eleitos pelos distritos” abrangidos.

O grupo marcou para o dia 8 de Abril diversas acções de protesto em várias cidades do interior e promete não desistir da luta caso os condutores comecem a pagar portagens no dia 15 do próximo mês, como está previsto.

“Somos gente da Beira e de Trás-os-Montes. Não desanimamos à primeira contrariedade e, portanto, se alguém imaginar na área do poder que a introdução de portagens em Abril vai matar o protesto das pessoas, desengane-se”, advertiu.

As auto-estradas em causa ligam Aveiro/Vilar Formoso (A25), Guarda/Castelo Branco/Torres Novas (A23) e Viseu/Vila Real (A24).

Foto: Joana Correia/CM
via http://www.destak.pt/artigo/90682-abaixo-assinado-contra-pagamentos-na-a23-a24-e-a25-entregue-terca-feira-na-assembleia-da-republica

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Douro recorre ao tribunal por "dupla tributação"

Reguapress 
22/03/2011
Fonte: no Portal do Douro | www.barcorabelo.net


VINHO

"Dupla tributação sobre o Douro"

O Governo determinou que o IVDP - Instituto dos Vinhos do Douro e Porto transferisse mais de 8 milhões de euros para o Ministério das Finanças. Uma operação denunciada ontem pelo presidente da Casa do Douro, Manuel António Santos, já que as receitas daquele organismo não resultam do Orçamento de Estado, mas de "poupanças feitas ao longo dos anos e das taxas pelos viticultores e comerciantes". "Os cidadãos durienses pagam os seus impostos e ao apropriarem-se destes dinheiros estão a lançar sobre o Douro uma dupla tributação, numa crise profundíssima". "Os preços caíram e não se vende mais porque a promoção aos vinhos não é feita no quantitativo e na qualidade que devia ser", disse.

Patrícia Posse | JN de 22/03/2011, pág 34


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Douro recorre ao tribunal para anular transferências de verbas do IVDP para o Estado
21/03/2011
Fonte: http://www.jornalnorte.com/?p=6960

O comércio do Douro vai avançar para tribunal para anular a transferência de oito milhões de euros do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) para as Finanças, considerando tratar-se de uma “dupla tributação” e “discriminação negativa”.

Duas das principais actividades económicas da região do Douro, comércio e produção, estão juntas nas críticas ao despacho do secretário de Estado do Orçamento que obriga os institutos públicos a transferir os saldos de gerência para o Ministério das Finanças.

Hoje mesmo, no dia em que se concretizou esta transferência de verbas, Isabel Marrana afirmou à Agência Lusa que a Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) vai intentar uma acção de anulação do despacho governamental.

Também esta tarde, a produção, por intermédio da Casa do Douro, convocou uma conferência de imprensa para a frente da sede do IVDP, no Peso da Régua, para denunciar o que considerou ser um “roubo descarado” à região do Douro.

Embora instituto público, as receitas do IVDP resultam, exclusivamente, das taxas que os produtores de vinho do Douro e os comerciantes pagam durante o ano.

Uma parte dessas taxas ficou cativa ao longo dos últimos anos e contabiliza atualmente cerca de 9.3 milhões de euros, que tanto o comércio como a produção defendem que deveria ser usada para a promoção dos vinhos da mais antiga região demarcada do mundo.

Em Novembro, representantes das duas profissões subscreveram um abaixo assinado onde solicitavam ao Governo que não se apropriasse de fundos que “legitimamente” pertencem ao Douro.

Isabel Marrana considerou que esta transferência para as Finanças representa uma “dupla tributação” para o Douro.

Ou seja, para além de pagarem os seus impostos, tanto os produtores como os comerciantes, ficam agora sem as taxas que pagaram e que eram destinados ao sector.

“São taxas e não impostos. Para além disso, trata-se de uma discriminação negativa da região duriense, já que as outras comissões vitivinícolas, cujas receitas provêm também das profissões mas não são organismo públicos, não são obrigadas a abdicar dessas verbas”, sublinhou Isabel Marrana que adiantou ainda que “a acção judicial vai dar entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto o mais rapidamente possível.

Manuel António dos Santos, presidente da Casa do Douro salientou que “este Governo fez o que nunca nenhum Governo até hoje tinha ousado fazer. O Estado deveria ter vergonha para não vir retirar aquilo que é construído à custa de muito sacrifício. Os durienses saberão dar resposta na hora certa aos governantes, podendo o Douro sair à rua numa manifestação de protesto”.

O presidente do IVDP, Luciano Vilhena Pereira, confirmou à Agência Lusa que as verbas, cerca de oito milhões da totalidade do fundo, foram transferidas hoje, referindo não concordar com esta medida pela “dupla tributação” e “discriminação negativa”, mas disse que o IVDP foi obrigado a cumprir o despacho do Governo.

Jornal Norte/Lusa

Imagem: http://news.fm.ul.pt/Content.aspx?tabid=16&mid=98&cid=49

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Luta pela não introdução de portagens nas SCUT


A Federação Distrital do Partido Socialista de Vila Real conquistou a sediação de direcções regionais em Vila Real, aquando das reformas promovidas pelo PRACE, assim foi e é na luta pelo curso de medicina da UTAD, envolvendo autarcas do PS e do PSD e assim foi e é, na luta pela não introdução de portagens nas SCUT que atravessam o Distrito.

Quer nas várias estruturas concelhias do Partido Socialista do Distrito, como estas que hoje aqui se fazem representar, quer a própria Federação Distrital do PS, foram tomando ao longo do tempo, posições públicas de condenação desta medida penalizadora da qualidade de vida no interior.

Continuamos a acreditar firmemente na necessidade da diferenciação positiva da nossa Região e na manutenção destas vias gratuitas como factor de atracção de investimento, fomentador de desenvolvimento regional. Continuamos a acreditar firmemente que a aplicação do princípio de utilizador/pagador conduz, de uma forma geral, à criação de injustiças sociais, situação que é claramente demonstrável quando se fala na introdução de portagens nas SCUT do interior.

Continuamos a acreditar firmemente que a existência de vias sem portagem não é um custo, mas antes um investimento no interior e uma medida de coesão nacional, apoiada na solidariedade entre Portugueses do interior e do litoral do nosso País.

Desde sempre que os Transmontanos são chamados a contribuir para o esforço solidário nacional numa série de serviços públicos, acabando por tarde ou nunca usufruir desses mesmo serviços.

Saudamos, portanto, todos aqueles que, tal como o Partido Socialista, partilham esta forma de ver a realidade e se juntam nas fileiras desta luta. Uma luta que não é de hoje. Uma luta que tem vários episódios e vários protagonistas.

Foi, portanto, com profunda tristeza que tomamos conhecimento, através da comunicação social regional, que os autarcas dos concelhos de Vila Real, Peso da Régua, Vila Pouca de Aguiar e Lamego, decidiram abandonar a luta pela não introdução de portagens na nossa Região, aceitando como inevitável que tal venha a acontecer. .

Apesar de chocados com esta atitude derrotista e de abandono dos interesses regionais, não ficamos, no entanto surpreendidos. Estes autarcas mais não fazem do que assumir a subserviência cega aos interesses partidários do PSD e à opinião do seu Presidente nacional, Pedro Passos Coelho. Sim, porque como já afirmamos também anteriormente, o grande responsável pelo pagamento de portagens no interior norte é Pedro Passos Coelho, que numa chantagem clara com o Governo do Partido Socialista, obrigou ao alargamento da introdução de portagens em todas as SCUT, ao contrário do que estava inicialmente previsto.

E se dúvidas existissem sobre este facto, ele foi confirmado em Assembleia Municipal de Vila Real, presidida pelo próprio Pedro Passos Coelho. Depois de ter sido aprovada, há vários meses, uma moção proposta pelo Partido Socialista e subscrita pelas direcções de bancada dos 5 partidos aí representados, na última Assembleia Municipal de Vila Real, foi o Partido Comunista que teve igual acção. E mais uma vez, tal como na moção apresentada pelo PS, apesar de aprovada claramente uma posição contra a introdução de portagens nas nossas vias pela maioria dos deputados municipais, Pedro Passos Coelho fez questão de votar contra. Contra a nossa Região e as suas gentes, que despudoradamente apelida de suas também.

É por isso que seria cómico, se não fosse trágico, ler que Manuel Martins afirma que, citamos, “Esperamos que entretanto o Governo mude e que possamos conversar de outra maneira, com a nova liderança do País”, referindo-se a Pedro Passos Coelho. Pois está visto e confirmado o que o Presidente do PSD pensa sobre as portagens na nossa Região. É a favor. Sem apelo nem agravo. Com Pedro Passos Coelho, com o PSD e com a cumplicidade dos seus autarcas, o futuro de Trás-os-Montes é mais negro.

16 de Março de 2011
Via http://manosmetralha.blogspot.com/2011/03/o-roubo-das-portagens.html?showComment=1300298803551#c4263380289833316511


Foto: http://orlando4x4.blogspot.com/2010/12/neve2010-montalegre.html

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Moção contra a introdução de portagens na A24

Peso da Régua



O Grupo Municipal do Partido Socialista, da Assembleia Municipal do Peso da Régua, na reunião do passado dia 30 de Junho, apresentou uma Moção contra a introdução de portagens na A24.

Após apresentação e discussão, a mesma foi aprovada por maioria, com 31 votos a favor e um voto contra.

MOÇÃO

As SCUT – auto-estradas sem custos para os utilizadores – são auto-estradas em regime de portagens virtuais cujos custos são suportados pelo Estado Português e foram introduzidas em Portugal pelo Governo Socialista de então, liderado por António Guterres.

Orgulhamo-nos, pois, de afirmar que os critérios para a construção de SCUT no território nacional consagram os valores fundamentais da justiça e da solidariedade social, essenciais do ideário do Partido Socialista.

Considerou-se que as SCUT seriam construídas em regiões onde o rendimento per capita dos seus habitantes fosse inferior a 80% da média nacional e onde não existissem alternativas, principalmente na relação do tempo de percurso nas SCUT com o tempo de percurso das vias alternativas.

Peso da Régua, concelho situado no interior do país, integrado numa região pouco desenvolvida foi assim contemplado com as medidas de coesão territorial defendidas pela governação de então e pela actual governação socialista.

A Região de Trás-os-Montes e Alto Douro, economicamente deprimida passou a ter um conjunto de acessibilidades que, para além de unir distâncias, potencia o desenvolvimento económico da Região.

O Partido Social Democrata ao impor, por questões de oportunidade política, a aplicação do princípio da universalidade e o princípio do utilizador pagador está a prejudicar deliberadamente a Região de Trás-os-Montes e Alto Douro e, nomeadamente, o concelho do Peso da Régua.

Ao contrário do que a afirma o PSD nacional o País não igual e só haverá justiça se houver discriminação positiva ao tratar-se de forma diferente situações distintas.
No país existem regiões mais desenvolvidas do que outras e só através da solidariedade entre as várias partes do todo é que podemos tornar Portugal socialmente mais coeso e mais justo.

O Governo Socialista, consciente da necessidade de chegar a um entendimento com o principal Partido da Oposição nesta matéria, propôs aceitar o princípio da universalidade, isentando do pagamento os residentes dos concelhos onde o Índice do Poder de Compra Concelhio (IPCC) seja inferior a 100% da média nacional, bem como os agentes económicos que neles tenham a sua actividade registada.

Certos estamos que o Governo manterá a sua convicção e que quer os residentes do concelho do Peso da Régua como os seus agentes económicos serão isentados pela utilização da A24 e da futura Auto-Estrada Transmontana.

Congratulamo-nos pela posição coerente e de preocupação demonstrada pelo Governo Socialista pela coesão social e territorial do País.

Lamentamos profundamente a posição do PSD nacional, com manifesto prejuízo para o desenvolvimento económico da Região e do concelho do Peso da Régua.

Assim, a Assembleia Municipal do Peso da Régua deliberou, manifestar a sua oposição à implementação de portagens na SCUT do Interior Norte (A24), enquanto não houver alternativas viáveis e se mantiverem, na região, indicadores de desenvolvimento inferiores à média nacional, por entender que esta medida, a ser implantada, lesa gravemente o interesse das populações servidas e o tecido económico da região, pondo em causa a coesão do território nacional.

Mais deliberou, enviar cópia desta Moção ao Senhor Primeiro-Ministro, aos líderes dos Grupos parlamentares da Assembleia da República.

16 de Março de 2011
Via http://manosmetralha.blogspot.com/2011/03/o-roubo-das-portagens.html?showComment=1300298362096#c8776568871806716161


Foto: http://lamegoimage.blogspot.com/2010_10_01_archive.html

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Notícias... News... Nouvelles... Notizie... II

Notícia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A notícia é um formato de divulgação de um acontecimento por meios jornalísticos. É a matéria-prima do Jornalismo, normalmente reconhecida como algum dado ou evento socialmente relevante que merece publicação numa mídia. 

Fatos políticos, sociais, econômicos, culturais, naturais e outros podem ser notícia se afectarem indivíduos ou grupos significativos para um determinado veículo de imprensa. 

Geralmente, a notícia tem conotação negativa, justamente por ser excepcional, anormal ou de grande impacto social, como acidentes, tragédias, guerras e golpes de estado. 

Notícias têm valor jornalístico apenas quando acabaram de acontecer, ou quando não foram noticiadas previamente por nenhum veículo. 

A "arte" do Jornalismo é escolher os assuntos que mais interessam ao público e apresentá-los de modo atraente. 

Nem todo texto jornalístico é noticioso, mas toda notícia é potencialmente objeto de apuração jornalística.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Not%C3%ADcia#Not.C3.ADcia

Ver Versão I anterior deste Artigo

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Olhares.com lançou o projecto www.flook.pt

Site de fotógrafos e modelos


A equipa do Olhares.com lançou recentemente um novo projecto (www.flook.pt). Um site dirigido à comunidade de modelos e fotógrafos.



Tem o intuito de satisfazer a necessidade dos fotógrafos de moda de encontrarem modelos para os trabalhos que pretendem realizar.



Também está aberto a outros profissionais, como maquilhadores, cabeleireiros, agências e produtores.



A inscrição no Flook é gratuita.





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Newsletter Olhares Março 2011


Olhares.com

3 Milhões de Olhares
Há 7 anos nasceu um espaço dedicado à fotografia, destinado a amantes da fotografia, fotógrafos amadores ou profissionais, que pretendem dar a conhecer o seu trabalho.


O Olhares atingiu um marco histórico. Até ao momento os 240.000 membros do Olhares colocaram nas suas galerias 3 milhões de fotos.

Obrigado a todos por partilharem os seus olhares.


Academia Olhares

A Academia Olhares expandiu recentemente a sua actividade para várias cidades de Portugal.

Temos novos cursos disponíveis:

Fotografia de Nu com Bernardo Coelho
Lisboa | 25 de Março

Food Photography com Cristina Vaz
Lisboa | 2 de Abril



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Lua cheia deste sábado vai ser a maior em 18 anos

Astronomia
Lua cheia de sábado à noite vai ser a maior dos últimos 18 anos
18.03.2011 - 21:25 Por PÚBLICO


A Lua cheia de sábado à noite vai estar especialmente grande. Tão grande que se pode chamar de uma super Lua. Uma conjugação de acontecimentos astronómicos, que não ocorriam desde Março de 1993, vão proporcionar uma Lua 14 por cento maior e 30 por cento mais brilhante.

“A última Lua cheia tão grande e próxima da Terra foi em Março de 1993”, disse à NASA Geoff Chester, do Observatório Naval dos Estados Unidos, em Washington DC. “Eu diria que vale a pena dar uma olhadela.”

A explicação para este fenómeno deve-se à órbita da Lua à volta da Terra. Este movimento é elíptico. Ao longo desta órbita o satélite não está sempre à mesma distância do nosso planeta.

Em média, quando a Lua está mais próxima da Terra está a cerca de 363 mil quilómetros. Este ponto chama-se perigeu. Quando está mais longe, está a cerca de 405 mil quilómetros, o apogeu da Lua. No perigeu, o astro está mais próximo de nós cerca de 42 mil quilómetros. Visto da Terra parece 14 por cento maior.

A Lua completa a sua órbita mais ou menos a cada mês. Amanhã a Lua vai estar no seu perigeu ao mesmo tempo que é Lua cheia. O que é raro, acontece uma vez em cada 18 anos. A distância exacta da Terra à Lua durante a madrugada de domingo será de apenas 356 mil quilómetros.

A única consequência desta aproximação vai ser um aumento de centímetros das marés cheias e uma diminuição de alguns centímetros durante as marés baixas. Não há mais nenhum risco acrescido.

A NASA recomenda as pessoas a olharem para o astro durante o nascer da Lua. Por motivos que ainda não são totalmente compreendidos pelos astrónomos, mas que envolvem algum tipo de ilusão visual, durante o nascimento a Lua parece especialmente maior.

Amanhã, em Portugal continental, o satélite vai nascer às 18h52, cerca de 40 minutos depois de ter atingido a Lua cheia. Vai pôr-se na madrugada de domingo, às 6h39.

O Observatório Astronómico de Lisboa, na Tapada da Ajuda, irá realizar um conjunto de actividades que incluem uma sessão de observação da Lua a partir das 21h00 em simultâneo com uma pequena palestra sobre a "Lua dos 150 anos" proferida pelo investigador Rui Agostinho.

Notícia actualizada às 14h26 de 19-3-2011


Fonte: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/lua-cheia-de-sabado-a-noite-vai-ser-a-maior-dos-ultimos-18-anos_1485622

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Reforma Administrativa Autárquica - Debate

“Proposta n.º 1 do Movimento-MIR em debate e atualização”


“Atualização e modernização do mapa político-administrativo” dos Municípios de Mesão Frio, Peso da Régua e Sta Marta de Penaguião.


Na sequência do início do debate nacional sobre o futuro regime legal de criação, fusão e extinção de freguesias, uma reforma administrativa que poderá passar pela redução do número de freguesias e municípios, o Movimento MIR* - Movimento Independente pela Régua, lançou no passado dia 15 de Março de 2011 um debate online lançando no seu site (www.movimentomir.pt.vu) uma “Proposta para debate de fusão dos Municípios de Mesão Frio | Peso da Régua | Sta Marta de Penaguião, formando o hipotético Município de Penaguião com sede na cidade de Peso da Régua.”

Ver mais aqui

Clique na imagem para ampliar

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Debate sobre fusão e extinção de freguesias

 
Debate sobre fusão e extinção de freguesias arranca no Minho

A Universidade do Minho acolhe hoje um encontro que debate o futuro regime legal de criação, fusão e extinção de freguesias. Uma reforma administrativa que poderá passar pela redução do número de freguesias e municípios.

O Governo tem agendados pelo menos sete debates até ao Verão sobre esta matéria.

Fonte: http://www.terranova.pt/index.php?idNoticia=8405
Via www.movimentomir.pt.vu

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Pergunta a Professora de História...

Circula na net

D. Dinis


- Joãozinho, sabe a quem é que se deve o pinhal de Leiria?

- Ó s'tora, então essa porra também não está paga?!

Via http://ouropel.blogspot.com

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O país está vivo! A Opinião de Raquel Abecasis

Raquel Abecasis
RR online 14-03-2011 11:09

A manifestação do passado sábado veio provar que a classe dirigente e os comentadores nacionais estão completamente errados na visão que têm do país.

As centenas de milhares de pessoas que saíram à rua mostram um país que está exausto e revoltado e que este não é um estado de espírito apenas dos jovens, mas de uma larga maioria da população.

Não ver isto e querer colocar esta manifestação no âmbito da mobilização de partidos e de sindicatos é persistir num erro que nos pode sair muito caro.

As imagens da manifestação mostram um país que está vivo, que não desistiu e que tem vontade de mudar o actual estado de coisas, não de uma forma negativa, mas construtiva, como afirmaram muitos dos que foram ouvidos pela comunicação social.

Ficámos a saber, este fim-de-semana, que, afinal, as elevadas taxas de abstenção dos últimos actos eleitorais ou a indiferença com as campanhas políticas não revelam apatia, mas sim uma profunda discordância com os métodos e prática dos políticos.

O modo como esta manifestação vai ser lida nos próximos dias é determinante para o nosso futuro. Ignorar o que se passou é programar uma bomba relógio que a prazo há-de rebentar.

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Mário Soares tem medo do 12 de março



Pudera! Mesmo que se não tenha aproveitado do poder para se servir, foi pelo menos o maitre d'hôtel que mandou pôr a mesa onde muitos lambões se vieram banquetear. E, embora não aprecie por aí além o estilo apocalíptico de Vasco Pulido Valente, este artigo do Público vale a pena ser lido.
(http://ouropel.blogspot.com/2011/03/mario-soares-tem-medo-do-12-de-marco.html)

*****

Caro dr. Mário Soares, li com espanto o fim do seu artigo de terça-feira. O sr. não ignora que sempre o considerei o fundador do regime e tenho por si o respeito e a gratidão que essa ideia implica. O sr. fez com grande coragem e tenacidade exactamente o que disse que ia fazer: descolonizou, democratizou e conseguiu que Portugal "entrasse" na "Europa". Mas nós somos de outra era. Para quem nasceu depois de 1980 e cresceu durante Cavaco e o PS, Salazar, Caetano e o PREC têm hoje a mesma realidade, e a mesma importância, de Sancho I. O que interessa agora à gente de 20, 30, 40 anos não é a perversidade da Ditadura, é saber se, como no seu tempo, o regime cumpriu as suas promessas. E a resposta, por muito que lhe custe a si, e a mim, é que não cumpriu.

Em 2011, o país chegou a uma situação de pré-falência, a desigualdade aumentou, os salários diminuíram, os serviços sociais pioraram, o desemprego não pára e até a universidade, coitada, não melhorou muito. Depois de ouvir mentiras sem desculpa sobre a "modernização" de Portugal e o maravilhoso poder da escola, a "geração Deolinda" (desculpe o nome) deu por si sem futuro: sem um futuro imediato ou mesmo longínquo. É compreensível que se revolte e que, na sua revolta, inclua o regime de ponta a ponta. O sr. parece indignado que ela não abra uma excepção para nada, nem para ninguém. Só lhe pergunto como distinguiria ela entre a guerra civil do PSD (que, de resto, já recomeçou) e a desgraça a que nos trouxe o longo e miserável Governo do PS?

O sr. não poupa os promotores da manifestação, marcada pelo Facebook para 12 de Março. Para si, essa gente é "perigosa, anti-democrática e niilista". "Quer ela alguma coisa mais do que o caos?", pergunta o sr. Ou, como a seguir sugere com desconfiança, "espera" talvez que "alguém" (evidentemente um "chefe", e um chefe autoritário) lhe venha por milagre indicar "o caminho" (da ditadura, claro). Gostaria de o avisar de que essa gente "perigosa, antidemocrática e niilista" é um puro produto da sua imaginação. E de que no dia 12 de Março ela irá tranquilamente à Avenida da Liberdade, não para pedir a ressurreição de um tiranete qualquer, mas para protestar contra a maneira como o PS e o PSD governaram Portugal em plena impunidade durante quase quarenta anos. Com os resultados que se vêem.

Seu incondicional admirador, V.P.V

por Vasco Pulido Valente, Público

via http://ouropel.blogspot.com/2011/03/mario-soares-tem-medo-do-12-de-marco.html

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Nova forma de protesto nasceu em Portugal

Manifestantes de várias gerações juntaram-se para dar voz à insatisfação.

O país assistiu, ontem, ao nascimento de uma nova forma de protesto que juntou cerca de 300 mil pessoas em todo o país, do mais novo ao mais idoso, num grito apartidário contra os políticos e as politicas. Se irá para além deste dia, tudo depende das alternativas e da capacidade de organização. Neste dia, tudo e todos foram alvos: o Governo, o novo PEC, a Oposição, Cavaco Silva e os próprios cidadãos por não agirem.

Batemos no fundo! Cavaco Silva preferiu cavalgar a onda dos descontentes, dos jovens e dos seus correligionários, e abriu a porta que restava abrir antes de irmos a votos. O actual Presidente da República, Cavaco Silva é também um dos grandes responsáveis pela situação que se vive em Portugal, desde quando foi 1º Ministro de Portugal no Governo PSD.

Por ReguaPress em «200 mil "à rasca" pela Avenida»

*****

Em Portugal existiram sempre gerações "à rasca".

Quem já não se lembra de os trabalhadores agrícolas no Douro trabalharem de sol a sol nas quintas do Douro, trabalho árduo e muito duro na altura da cava, e darem-lhe como alimentação uma sardinha já remelada e pagarem-lhe um salário diário de 2$50?

Só com uma grande diferença, era proibido manifestarem-se, a PIDE não deixava, por ordens do Salazar! Hoje, Portugal é livre de se manifestar e protestar. Mas dantes os tempos eram ainda muito mais difíceis! Comia-se um bocado de broa de milho seca com oito dias com metade de uma sardinha salgada e todos andavam direitinhos! Portanto "à rasca" passaram a vida os nossos antepassados e os quais deveriam ser homenageados por tudo o que sofreram.

Viva Portugal, um país livre e democrático.

Viva o 25 de Abril de 1974.

Por Duriense de 87 anos de idade em «200 mil "à rasca" pela Avenida»







Fig. – Pinhão, Alijó. Final da vindima, com uma tocata constituída por concertina, bombo e guitarra.
Foto: http://www.gaitadefoles.net/tocardeouvido/2007/concertina.htm

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Contributos para a “Geração à Rasca”

De http://protestografico.wordpress.com

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200 mil "à rasca" pela Avenida

200 mil "à rasca" pela Avenida

O protesto da "Geração à Rasca" começou nas redes sociais e saltou para a rua, com uma adesão acima das expectativas. As manifestações deste sábado juntaram, em várias cidades do país, as gerações que sentem na pele a crise, a austeridade e a falta de oportunidades. Em Lisboa, 200 mil pessoas desceram a Avenida da Liberdade e no Porto foram cerca de 80 mil, segundo a organização.


Reportagem de Dina Soares e Teresa Abecasis
Inserido em 12-03-2011, 20:34
em http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=146139

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Manifestantes encheram Av dos Aliados, no Porto

GERAÇÃO À RASCA (PORTO)
Manifestantes encheram Avenida dos Aliados
por Lusa Hoje

Cerca de 80 mil pessoas, segundo a organização, terão hoje participado no protesto da "Geração à Rasca", no Porto, enchendo a Avenida dos Aliados, apesar da manifestação ter tido um começo tímido.




Os manifestantes começaram a concentrar-se a partir das 14:30 na Praça da Batalha e seguiram depois para a Avenida dos Aliados que estava cortada ao trânsito cerca das 17:00.

Um dos momentos mais emocionantes aconteceu quando uma jovem de 25 anos cantou a Desfolhada, uma canção celebrizada por Simone de Oliveira e que venceu o Festival da Canção em 1969. As canções de Zeca Afonso e de outros cantores de intervenção tem sido também ouvida durante esta tarde, enquanto os manifestantes gritam o célebre 'slogan' de abril "O povo unido, jamais será vencido".

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1804778


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Financial Times noticia "Geração à Rasca"

Financial Times noticia "Geração à Rasca" num país que enfrenta a segunda recessão em três anos

O protesto “Geração à Rasca” é noticiado no Financial Times com uma entrevista a uma jovem portuguesa e tomando como inspiração, pelo menos parcialmente, as revoltas populares no Norte de África.

“Chamam-se a si próprios a geração à rasca – diplomados universitários com idades entre os 21 e os 30 anos que estão desesperados por começar uma carreira, ganhar um salário fixo e abandonar a casa dos pais”, escreve o correspondente do Financial Times em Lisboa.

“O único trabalho que conseguimos é experiência de trabalho”, diz a jovem de 29 anos entrevistada pelo jornal britânico.

O FT diz que milhares de jovens saem hoje à rua inspirados, em parte, pelas revoltas no Norte de Árica.

A organização foi feita através do Facebook e até às 14:00 de hoje, mais de 65.000 pessoas disseram que iam comparecer nas iniciativas marcadas para várias cidades, entre as quais Lisboa e Porto.

O jornal diz que enquanto o Governo de Lisboa reforça medidas de austeridade, com o anúncio de um novo pacote na sexta-feira, o irreverente movimento de protesto despertou um país que enfrenta a segunda recessão em três anos, atingindo uma dimensão surpreendente e dominando o debate público.

“As lutas de jovens na Tunísia, no Egito e na Líbia ajudaram-nos a abrir os olhos”, diz a jovem entrevistada pelo FT, uma das líderes do protesto no Porto.

A jovem frisa que os manifestantes não estão a tentar provocar uma revolução, apenas querem ter uma vida melhor.

@Lusa

via http://noticias.sapo.pt/especial/geracaop/noticias/2011/03/12/financialtimes/index.html



Imagem de http://aeiou.expresso.pt/manifestacao-geracao-a-rasca-chega-ao-rossio-com-mais-de-200-mil-pessoas-fotos-e-video=f637298

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"Geração à Rasca": Mais de 64.000 responderam

Mais de 64.000 responderam "Eu Vou" a protesto "Geração à Rasca"
por Lusa, Hoje

Mais de 64.000 pessoas responderam "Eu Vou" à manifestação da "geração à rasca" convocada para hoje à tarde em várias cidades portuguesas, através do Facebook.

Ao final da manhã, continuavam a surgir ideias para reforçar o protesto, como fazer soar em todo o país as sirenes dos bombeiros e os sinos das igrejas para os políticos "ouvirem bem o desespero de um povo inteiro".

Apesar da denominação, a iniciativa extravasou as fronteiras de uma geração, com "jovens" de cabelos brancos a assinalarem presença em nome dos filhos, netos e gerações futuras.

Por entre críticas ao Governo, acusado de só proferir "mentiras" e criar "embustes", são também visíveis, na página dedicada ao evento, alguns comentários desfavoráveis à presença de deputados e representantes de juventudes partidárias que manifestaram a intenção de integrar a manifestação, anunciada como apartidária, laica e pacífica.

Filipe Monteiro incita a uma mobilização geral: trabalhadores, colaboradores, empreendedores, qualificados, desqualificados, condecorados ou reles, empresários, contestatários, rurais, urbanos, novos, velhos, vários. "Ficar em casa é que não".

Numa outra publicação lê-se um poema de Fernando Pessoa (Nevoeiro), a que alguém responde ansioso "Está quase na hora".

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1804534

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Protesto da Geração À Rasca - Manifesto

Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

Manifesto da Geração À Rasca (pdf)

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Links www.jumento.blogspot.com

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