João Correia: "Há uma cultura contra a justiça em certos sectores do PS"

por Inês Serra Lopes , Publicado em 27 de Novembro de 2010 


Saio fundamentalmente porque o objectivo central, quer do convite quer da minha permanência no Governo, era contribuir para as reformas, nesta fase delicada da administração da Justiça em Portugal. Aquilo que me foi entregue, foi concretizar a reforma do mapa judiciário, fazer a reforma do processo civil, do processo penal, da lei da arbitragem. E inovámos, para além do mandato que recebemos, também ao nível dos tribunais da concorrência, regulação e supervisão e tribunal da propriedade intelectual. Portanto, para além das normais minudezas de qualquer ministério, que resultavam da tutela da direcção-geral da administração da justiça, da reinserção social, do instituto de medicina legal, da comissão para a protecção às vítimas de crimes violentos, para além disso tudo, essas foram as grande tarefas a que nos propusemos. 


Demitiu-se na segunda-feira. Porque só agora fala?


Formalizei o meu pedido de demissão no dia 22 de Novembro, só que entendo, por razões de fidelidade, coerência e respeito pelo Governo, que isso não podia ser publicitado até que fosse votado o Orçamento, para não criar ruído. Não é que um simples secretário de Estado tenha grande significado no mundo da política. Mas isso podia ser aproveitado como um factor de enfraquecimento da política do governo no seu todo. E eu não quero contribuir para isso.


Compreendo o inventário do que fez - é, aliás, prova de boa educação sair sem bater com a porta. Mas era público o mal-estar no Ministério da Justiça e os conflitos entre si e o seu colega José Magalhães, também secretário de Estado. E que o senhor foi desautorizado ou desapossado de competências - como em matéria de inventário, de custas, e em tudo o que tinha a ver com a informática...


Deixe-me pôr os pontos nos is. Percebo a pergunta, embora compreenderá que com a nossa cultura como advogado, não é qualquer embate que me faria sair do governo. De facto coexistiram, umas vezes bem outras vezes mal, duas culturas distintas dentro do Ministério da Justiça: uma cultura essencialmente política, no sentido parlamentar do termo, e uma cultura judiciária no verdadeiro e próprio sentido da vida judiciária, dos tribunais, dos processos, da judicatura, da magistratura do Ministério Público, da advocacia, dos funcionários judiciais, do equipamento judiciário... de todo esse mundo que rodeia os tribunais. Essas duas culturas não são muitas vezes sobreponíveis. Isso deu, de facto, origem a alguns mal-entendidos, que eu não evito, mas de facto não foi isso que foi determinante e justificativo, só por si, da minha saída.


Obviamente que surgiram alguns episódios na praça pública, que nem sequer são imputáveis a qualquer membro do Governo, e esses episódios exigiam de mim uma resposta clara... Mas acima de tudo as circunstâncias que determinaram a minha saída são a consciência de que tinha atingido o mandato que justificava a minha presença no Governo. Tinha, assim, que regressar à minha natural condição de advogado.


Fala de episódios recentes que exigiam uma tomada de posição. Um deles foi o ataque do bastonário da Ordem dos Advogados - que disse num programa de televisão que o senhor tinha ido para Macau tratar da sua vida. Vai processá-lo?


Não, não. Não navego nessas águas com o Dr. Marinho Pinto. É rigorosamente falso - aliás o Dr. Pinto sistematicamente me imputa factos falsos. Fui a Macau, acompanhado da Dra. Cândida Almeida, directora do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal), a convite da União Internacional de Advogados (UIA) e da Associação de Advogados de Macau, que, justificando o convite, disse que nos pagava a viagem. Fomos ambos convidados para fazer conferências sobre corrupção. Claro que, como membro do governo, fui também desenvolver actividades próprias do governo: fui recebido pelo governo de Macau, pelo centro de estudos judiciários de Macau, E fui acompanhado pela chefe de gabinete. O mais, é rigorosamente falso. Nem levei um séquito nem fui tratar de assuntos pessoais - aliás nem tenho assuntos a tratar em Macau - limitei-me a fazer uma conferência, com a Dra. Cândida Almeida, num universo de centenas de advogados dos países asiáticos e alguns países europeus no âmbito da UIA. O Dr. Pinto sabe isso. E apesar de o saber não deixa de invocar factos falsos. Aliás, sistematicamente invoca o meu nome em intervenções públicas - o que é patológico e não tem justificação, porque eu não concorro com o Dr. Pinto.


Não sabe por que razão o faz?


Ainda não percebi que motivações é que ele tem para me atacar. Não são directos, não são imediatos, não são visíveis. Eu não concorro com ele, nem ele comigo, portanto alguma motivação exterior à nossa ausência de relações ele terá para sistematicamente me atacar. Vai ao parlamento e diz que eu não tenho currículo para ser secretário de Estado... Diz que sou uma cópia do Manuel Alegre, diz que não convido a Ordem dos Advogados para pertencer às comissões das reformas dos códigos, que eu persigo a Ordem dos Advogados. Tudo isto é rigorosamente falso: não persigo ninguém e, aliás, quem nomeia as comissões é o ministro... Ele até podia atacar o ministro mas ataca-me a mim. É algo de patológico mas, acima de tudo, de impossível interpretação. Que motivações é que aquele cavalheiro tem para me atacar? 


Acusam-no de estar do lado do MP - a sua chefe de gabinete é procuradora e tem um procurador-adjunto como assessor. Criou-se a convicção de que o senhor estava do lado do Ministério Público e que Marinho e Pinto estava do lado dos políticos e de José Magalhães?


Não sei responder à sua pergunta. Só lhe posso dizer o seguinte: eu escolhi e quis mesmo que uma magistrada do Ministério Público, que nem sequer conhecia, fosse minha chefe de gabinete - tive sorte, é competentíssima - porque entendia que a minha secretaria de Estado era do judiciário e portanto não podia encher o gabinete só de advogados. Mas voltamos ao princípio: de facto há algo de inexplicável quando sou afrontado em exclusivo pelo Dr. Pinto. Até por actos que não pratico! Porque é que o Dr. Pinto me ataca? Porque é que me destaca a mim? Porque é que eu sou alvo das suas preocupações? 

Entre as duas culturas de que falou, o ministro Alberto Martins, que é seu amigo, escolheu um lado ou está apenas a ser levado na enxurrada? 


Gostaria de não responder a essa pergunta. Mas deixe-me que lhe diga o seguinte: eu sou, de facto, amigo do Dr. Alberto Martins. E no plano ideológico estamos em completa sintonia. A fidelidade à amizade e o respeito por ele próprio leva-me a não responder directamente à sua pergunta. Agora, acho que de toda a vida que teve, o que é legítimo, absorveu uma cultura parlamentar. Conhece o mundo da Justiça - até pelo plano familiar porque é casado com uma magistrada, mas com um ângulo de visão que não coincide com o meu. E essa é a razão porque ele estaria mais em sintonia com uma outra cultura que não a judiciária, que eu protagonizava dentro do ministério.


Quando tomou posse houve quem protagonizasse que seria cilindrado por ser independente. Nunca sentiu que lhe faltava o cartão do PS?


Não. Nas reuniões havia sempre militantes e não militantes e a discussão era muito rica, muito aberta e não há qualquer diplomacia nesta minha afirmação. Não quer dizer que ao nível dos assessores não se sentisse alguma marginalização de alguns assessores. Mas isso não brigava com as minhas competências.


José Magalhães é bom secretário de Estado?


É uma resposta difícil. No plano judiciário, a minha resposta ficará por dar. Serei diplomata aqui. No plano da informática, é um homem muito bem informado, extremamente culto, com visão de futuro. Só que as questões que se colocaram relacionaram-se com a utilização ou não utilização da prata da casa. Ele é um bom secretário de Estado na área da informática. A minha divergência foi a seguinte: penso que ele devia ter optimizado os recursos internos da DGAJ (direcção geral da administração da Justiça) mais do que optimizou. 


Politicamente, como vê a necessidade de um bloco central ou de um governo de salvação nacional?


Em termos gerais, não me pergunte. Em termos da Justiça, sim. A Justiça em Portugal só tem melhores soluções se os partidos se entenderem. Na matéria da Justiça justifica-se um grande consenso nacional para as próximas décadas. A Justiça é dos cidadãos e é das empresas. Temos de ter uma Justiça pronta, simples, substantiva, expedita mas fiável. E isso só se consegue se todos nós, a começar no parlamento - que é quem tem competência nesta matéria, nem sequer é o governo, interviermos nas várias opções políticas que há no parlamento. Não podemos estar uns contra os outros na Justiça.


É advogado há 40 anos, esteve anos na Ordem e um ano e dois meses no governo. O que é que falha na Justiça? 


Vou começar pelo que não é: não é imputável a nenhum agente processual a situação actual da Justiça. Não me peçam que diga que a responsabilidade está nos juízes, nos advogados, nas garantias, no Ministério Público... Não é verdade. Aquilo que é imputável à Justiça é a organização dela própria, no seu todo. Desde a formação, a gestão dos tribunais, os códigos de processo, a disciplina dos actos processuais, a responsabilização dos agentes processuais sobre os actos processuais... São essas matérias todas que têm de ser resolvidas sintonicamente, ao mesmo tempo e com uma capacidade de projectar para cinco ou 10 anos as reformas. Ninguém pense que a acção executiva passa de um milhão e duzentos mil processos pendentes para 100 mil ou 200 mil, ninguém pense! De facto, a reforma do mapa judiciário não é por si a salvação nacional na Justiça. Se ao mapa judiciário não corresponder um outro modelo de gestão dos tribunais, se não corresponder uma outra disciplina dos actos processuais, com regras processuais expeditas, responsabilizantes, rápidas, confiáveis... Sem isso o mapa judiciário vai soçobrar também. Talvez até fique pior do que estava, porque nós temos o mapa judiciário da rainha D. Maria II. 

Esta reforma com as grandes comarcas vai funcionar?


Só por si, não. Só há três comarcas piloto e estudámos até ao limite das nossas forças tudo o que elas nos disseram sobre as dificuldades na migração dos processos, na especialização de magistrados, na mobilidade dos funcionários e dos magistrados. Também fizemos um estudo sobre o que falta fazer nas 36 comarcas que sobram. Este movimento das grandes comarcas e de alterar os modelos de gestão é um movimento da generalidade dos países, não existe só em Portugal. Em França extinguiram centenas de comarcas. Em Inglaterra idem aspas. Quase todos os países estão em busca destas soluções com a modificação do conceito de comarca. Nós também.


E a concretização será quando?


Temos já pronta - está em circulação e deverá ser entregue na Assembleia da República ainda este mês - a concretização do mapa judiciário para os próximos quatro anos, até 2014. O mapa vai ter de ser concretizado mas, como lhe digo, esse modelo de gestão, por si, não é suficiente para mudar a face da Justiça em Portugal. Se não modificarmos as regras de processo, a disciplina dos actos... Porque, repare, um cidadão não pode ser obrigado a deslocar-se 20 ou 30 quilómetros para chegar ao tribunal e ver que há dois agendamentos ao mesmo tempo. Não pode haver adiamentos. A própria tramitação do processo não pode ter os sobressaltos que tem hoje. E não pode haver os momentos absolutamente inúteis que ainda existem nos processos...

Como a leitura da resposta aos quesitos, depois da audiência, seguida de novo prazo para alegações de direito, por exemplo...? 


Sim, essa fases vão ser eliminadas. É uma das coisas que acaba com a reforma do processo civil que está a ser feita. Se o processo for complexo o juiz decide logo da matéria de facto, mas as alegações são de facto e de direito. 


E acredita que essa reforma entrará em vigor algum dia? Quando? 

A comissão é integrada por grandes processualistas portugueses. O conselheiro Lopes do Rego, o desembargador Abranches Geraldes, a juíza Gabriela Cunha Rodrigues, o professor Eduardo Marques, de Coimbra, o professor Paulo Pimenta, do Porto, o professor Miguel Teixeira de Sousa, de Lisboa, o Dr. Castro Caldas, enfim, são processualistas, todos eles, que buscam exactamente como simplificar, como criar síncopes, boas síncopes, no processo que não prejudiquem o direito de defesa. Se vingar a nossa tese, desaparecerá, por exemplo, a célebre especificação e questionário. Passa a ser substituída pela enunciação pelo juiz, após debate, das questões controvertidas de facto que vai decidir em julgamento. "Vou decidir relativamente ao autor, a questão A, e relativamente ao réu, a questão B." O juiz vai dizer logo qual é a questão controvertida que ele vai decidir. E não o elenco dos factos, que integram a questão controvertida. 


E os factos provados e não provados?


Esses vão aparecer na sentença. É absolutamente patológico o que acontece agora, em que se vai para julgamento condicionado a factos provados e não provados. Isso, nessa fase intermédia, é que desaparece. 


Aliás, o artigo 659º do Código de Processo Civil já diz hoje que o juiz começa na sentença por elencar as questões controvertidas que vai decidir. Isso é tarde demais para mim, como advogado! Eu quero saber antes da sentença o que é que ele vai ter de decidir. Quero saber na audiência preliminar que as questões a decidir são as A, B e C. E entendo que é possível que as testemunhas sejam convocadas para horas diferentes, com base numa previsão do tempo que, mais ou menos, levarão os seus depoimentos. 


Coisa que alguns juízes já fazem.


Já fazem alguns, sim. Mas este escalonamento passa a ser tendencialmente obrigatório com a reforma. Mas é preciso que ela vingue nesse sentido. Eu acho que vai vingar: presumo eu que toda a gente quer uma boa justiça. Voltando à questão que me pôs. O mapa judiciário por si é um bom caminho, mas não é um caminho suficiente. Se mantiver a organização dos tribunais e se se mantiverem as mesmas regras processuais que vêm de trás, o mapa judiciário soçobra. não tem solução.

Como é que ficaram as suas relações com o primeiro-ministro?


Eu mal conheço o primeiro-ministro. Mas ficaram bem. Ficaram muito bem. Posso dizer-lhe que o primeiro-ministro é um homem superdotado, digo-o sinceramente. Ele não tem de saber de Justiça. Ele apreende com grande facilidade. Eu falei com ele uma ou duas vezes só. Nunca privei com ele. A única intervenção que me lembro de ter tido foi ter discutido com ele, uma vez, a reforma do processo penal. Ele tinha alguma resistência à reforma, eu estive a analisar com ele em detalhe a reforma que nós preconizávamos e ele, que à partida estava contra, percebeu com muita nitidez o sentido da reforma e aderiu rapidamente. Portanto, há uma cultura que se instalou contra a justiça em certos sectores do Partido Socialista que não tem grande justificação.


Contra, em que aspecto?


Achando que a Justiça é uma espécie de monstro, que não tem nem alma, nem sensibilidade e que, como tal, é uma máquina trituradora das pessoas. Das pessoas, das ideias, das coisas boas que se fazem neste país. 


Está a falar do aparelho judiciário? 

Sim, da máquina judiciária. Há um sector do Partido Socialista, e também do PSD, curiosamente, que olha para a Justiça como um monstro porque não a percebe. É como se vissem um mapa das autoestradas, mas não vissem as estradas secundárias, nem os caminhos vicinais. E não se percebe a Justiça sem perceber os caminhos vicinais. 

Por outro lado, a Justiça está a concorrer, tendencialmente como perdedora, com a comunicação social. Isto é, entre a Justiça e a comunicação social há uma competição em que a Justiça sai a perder. E sai sempre a perder. 

Eu diria que a Justiça usa a comunicação social para fingir que é eficaz. Pelo menos a justiça penal. 


Ah, mas isso é apenas uma faceta da justiça penal. Não é toda. E repare, nós temos 300 mil inquéritos criminais a correr e temos um milhão e quatrocentos processos cíveis. Não podemos ter essa visão, a vários níveis parcial, da Justiça. Cria-se na comunicação social uma visão muito parcial da Justiça. Mesmo dentro da Justiça penal, é apenas uma parte dela, E trata-se de apenas quatro ou cinco casos. E tudo se move, na comunicação social, como se a Justiça fossem esses quatro ou cinco casos. Voltando atrás, o que eu sinto é que em certos sectores da vida política nacional há da Justiça uma visão de um monstro cuja justificação é inexplicável. Porque não olham para a Justiça com profundidade. Tudo o que é Justiça é um mundo hostil de que não sabem nem querem saber.

in http://www.ionline.pt/conteudo/90876-joao-correia-ha-uma-cultura-contra-justica-em-certos-sectores-do-ps

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FAG - Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Real 2010





NERVIR - Associação Empresarial de Vila Real

A FAG, enquanto principal feira de Artesanato e Gastronomia do Distrito de Vila Real, constitui-se como uma referência na região, contribuindo para a dinamização do Artesanato e das artes tradicionais através da valorização dos produtos artesanais e do comércio tradicional em detrimento de outras formas de comércio de massas. A FAG atrai artesãos da região e de fora da região, conseguindo assim apresentar artesanato diversificado, com mais de 95% dos artesãos a trabalharem ao vivo.

Nome da Feira: Feira de Artesanato e Gastronomia do Distrito de Vila Real

Organização: Nervir - Associação Empresarial / Câmara Municipal de Vila Real

Local de Realização: Pavilhão de Exposições da Nervir em Vila Real

Periodicidade: Anual

Data de Realização: 1 a 5 de Dezembro

Período de Duração: 5 dias

Número de Expositores Presentes: cerca de 90

Área de Exposição: 1800 m2

Horário de funcionamento: 
Dia 1 de Dez. - 16H00 às 22H00
Dia 2 de Dez. - 12H00 às 22H00
Dia 3 de Dez. - 12H00 às 24H00
Dia 4 de Dez. - 12H00 às 24H00
Dia 5 de Dez. - 12H00 às 20H00

Consulte a Lista de Expositores presentes.

Fonte: www.nervir.pt

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ELECTRICIDADE SEM EXTRAS 17 mil assinam petição da Deco

por Céu Neves | DN

Mais de 17 mil pessoas já assinaram a petição Electricidade sem Extras que a Deco lançou às 07.00 de hoje. O número de aderentes não pára e está a surpreender a própria associação de consumidores, que pretende manter a iniciativa pelo menos por mais 15 dias. O objectivo é pedir à Assembleia da República que obrigue o Governo alterar a legislação.

A iniciativa daquela associação de consumidores surge na sequência da proposta da Entidade Reguladora dos Serviços Energético (ERSE), em Outubro, de um aumento, em média, de 3,8% da factura. Mas não é contra esse possibilidade que apelam à participação das pessoas, é contra os custos que não são regulados e que representam 42% da facturação.

Estamos a falar de taxas para as energias renováveis, rendas de municípios e amortização do défice tarifário, entre outras, e cujo "crescimento tem sido constante e exponencial", denunciam os responsáveis da Deco. Prevê-se que a cobrança dos Custos de Interesse Geral representem para o ano 2,5 mil milhões de euros, o que significa mais 30% do que este ano. E bastaria reduzir em 10% estas parcelas na factura da electricidade para que os consumidores pagassem menos de 5%.

"Trata-se de custos acrescidos e que não estão directamente relacionados com a produção. São por exemplo, as despesas de fomento às energias renováveis que ascendem a 800 milhões de euros e em que 99,9% são suportados pelos consumidores", explica Rita Rodrigues jurista da Deco. E sobre as declarações do secretário de Estado da Energia e da Renovação, Carlos Zorrinho, que remete a decisão de alterar os custos em causa para a ERSE, argumenta: "Os Custos de Interesse Geral têm valores fixados por lei e que não deixam manobra para a entidade reguladora actuar. E, é precisamente, os custos que não são regulados pela ERSE que pretendemos alterar."

Os outros 31% da facturação dizem respeito aos custos de produção de energia e 27% do uso das redes que conduzem a electricidade da origem aos destino, as casas e empresas. São seis milhões de consumidores.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1720279

APRESENTAÇÃO | PETIÇÃO

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O Desemprego em Mesão Frio

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Jantar dos Conjurados

3 de Dezembro de 2010 – Lamego

370º Aniversário da Restauração da Independência de Portugal

À semelhança do que tem acontecido em anos anteriores, irá realizar-se no próximo dia 3 de Dezembro o tradicional Jantar dos Conjurados promovido pela Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Este evento é aberto a todas as pessoas que pugnam e/ou que têm simpatia pelo Ideal Monárquico e também a todos aqueles que simplesmente queiram associar-se à evocação de uma data marcante da nossa História que assinala o 370º Aniversário da Restauração da Independência de Portugal.

Com o intuito de promover a realização de eventos em toda a área geográfica de implantação da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro e para darmos a conhecer as nossas actividades, decidiu-se este ano pela realização do Jantar dos Conjurados em Lamego, o qual contará com a presença de S.A.R. o Duque de Bragança.

Participe deste evento e traga familiares e amigos. RESERVAS: Para fazer a sua reserva, envie por favor uma mensagem para geral@monarquia-realtrasosmontes.org com a indicação do número de pessoas. Em alternativa, contacte-nos telefonicamente para um dos seguintes
nrs: 938459495/916352033/965521227.

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Na rota do Corgo…

O desmantelamento dos últimos 25 km da via ferroviária da linha do Corgo, aberta á circulação em 1906 foi lamentado por todas as populações que servia, e também utilizado como arma no combate político.

Durante algum tempo a imprensa nacional e regional analisou os prós e os contras de tal decisão até que o assunto foi esquecido e esse encerramento não passou de mais uma decisão restritiva nas despesas.

Com esta medida e em detrimento do serviço prestado ás populações, foi-nos oferecido uma via com as condições, que poderão ser melhoradas, para que se possamos usufruir de algumas horas de lazer ao percorrer a pé ou de bicicleta toda a extensão que separa as cidades de Vila Real e Peso da Régua. Quisemos verificar “ in loco “ se uma actividade pedestre que percorre-se as duas dezenas e meia de quilómetros entre a capital de Distrito e a capital do Douro teria condições para ser realizada com exito. Não ficamos desiludidos pois verificamos existirem potenciais que poderão depois de melhorados facultar o desenvolvimento turístico, utilizando o troço da linha do Corgo. Com o piso compactado, limpo de detritos e de vegetação tem este percurso excelentes condições para que se possa desfrutar a bela paisagem sobranceira ao rio, com um exercício físico suave sem dificuldades de maior, usufruindo de uma harmonia sem igual, saída dos silêncios naturais apenas rasgados pelo som da água corrente, das aves entre as videiras e de um ou outro veículo circulando na estrada sobreposta.

Propuzeram-se no Domingo, dia 7, os Caminheiros do Clube de C. P. do Alto Douro de Peso da Régua, com um grupo de 20 participantes, pelas 7:00 horas utilizando o autocarro que percorre a estrada do Corgo, em substituição do comboio, que efectuava no mesmo horário as viagens até Vila Real deslocarem-se até à estação que serviu de início e de final a tanta movimentação humana ao longo dos seus 94 anos de utilização.

Por volta das 8:00 horas deu-se o início da caminhada que foi enérgico porque todos estavam ansiosos de juntar ao seu palmarés mais um objectivo cumprido com a vontade que caracteriza o amante do pedestrianismo natural. A manhã encoberta não impedia que olhares mais atentos vislumbrassem um ou outro pormenor merecedor de registo fotográfico, pelo que os amantes da fotografia foram-se atrasando do grupo principal originando uma separação mais que obvia. Alguns adeptos do BTT montados nas suas “ Bikes “ foram entretanto cruzando-se connosco, e contamos umas boas dezenas de ciclistas que aos pares pedalavam via abaixo usufruindo a calma da manhã, descontraindo desse modo o Stress da semana. Deixamos ficar para trás as estações de Cruzeiro, Carrazedo, Povoação, Alvações e Tanha, e depois da travessia da ponte do Tanha sensivelmente pelas 13:00 horas o grupo reuniu-se para uma confraternização em volta de uma mesa na qual foi servida uma deliciosa refeição retemperadora das energias dispendidas e satisfatória para os estômagos vazios. Este percurso apresentou-se-nos sem dificuldades, apenas necessita o praticante de ter em atenção a passagem sobre a ponte do Tanha na qual deverá ter o cuidado necessário para que possa ser transposta com segurança. Deixamos assim o reparo que ao perdermos um serviço foram-nos facultados outros meios que irão permitir actividades turísticas que bem aproveitadas poderão desempenhar um papel muito importante no desenvolvimento do circuito.

Por Eduardo Cardoso

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III Caminhada de S. Martinho

Armamar - Câmara Municipal aposta em mobilização massiva

A Câmara Municipal de Armamar promove no próximo Domingo, dia 21, a terceira edição da Caminhada de São Martinho, entre a vila sede do Município e o monte da Senhora da Graça em Cimbres.

A caminhada, organizada pelos professores de Desporto da autarquia com a colaboração da Junta de Freguesia de Cimbres, tem início às 9 horas e vai terminar num dos pontos de interesse turístico de Armamar, o monte da Sra da Graça onde se ergue uma ermida e que é também um dos miradouros mais visitados do município.A organização está a pedir a colaboração de todas as Juntas de Freguesia para mobilizar o maior número de participantes possível.

No final do percurso, com cerca de 8 quilómetros, haverá um almoço e castanhas, a que se seguirão jogos populares e outras actividades com o objectivo de proporcionar uma tarde de convívio.

in www.dodouro.pt

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Mesão Frio: Acção de Informação sobre Microcrédito

A Rede Social e o Gabinete de Inserção Profissional de Mesão Frio promoveram ontem no Auditório Municipal de Mesão Frio, uma acção de informação sobre Microcrédito.

A acção foi dirigida a beneficiários do RSI e a desempregados. A Rede Social e o Gabinete de Inserção Profissional de Mesão Frio promoveram, no Auditório Municipal de Mesão Frio, uma acção de informação, dirigida a beneficiários do RSI e desempregados, sobre Microcrédito. A acção de informação surge de forma a apresentar alternativas e caminhos face às dificuldades apresentadas, actualmente, no mercado de trabalho e que deram origem a um elevado número de desempregados ou indivíduos sem ocupação, e que poderão assim conhecer um mecanismo financeiro que lhes possa dar apoio, no caso de pessoas com capacidade e dinamismo para criarem o seu próprio emprego, faltando apenas, por vezes, alguns recursos, nomeadamente, financeiros. O Microcrédito dirige-se principalmente para essas pessoas, que se encontram em situações económicas menos favoráveis e com maior dificuldade na obtenção de créditos bancários para darem inicio aos seus projectos de negócio.

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II Fórum do Património Imaterial do Douro: “Como Documentar o Intangível?"

II Fórum do Património Imaterial do Douro: “Como Documentar o Intangível? A Resposta dos Museus”, 26 Nov. 2010

Por Ana Carvalho


No próximo dia 26 de Novembro tem lugar o II Fórum do Património Imaterial do Douro: “Como Documentar o Intangível? A Resposta dos Museus”. Realiza-se no Museu do Douro.


in nomundodosmuseus.wordpress.com


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Centenas de lendas de almas penadas, leprosos, mouros, bruxas, lobisomens…

Museu do Douro apresenta espólio de Património Imaterial

O Museu do Douro conclui este mês de Novembro um projecto de inventário do património cultural imaterial da Região do Douro, que permitiu resgatar um total de 250 lendas e 166 contos populares que estavam em risco de extinção, para além de várias dezenas de peças de romanceiro e cancioneiro, lengalengas, rezas e ensalmos de superstições e mezinhas.

Este projecto, que tem como coordenador científico Alexandre Parafita, especialista em património imaterial e investigador do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa, foi iniciado em 2007 no concelho de Tabuaço e teve a sua incidência, nos dois últimos anos, nos concelhos de Carrazeda de Ansiães e Vila Flor. Grande parte do espólio vai ser publicada na obra Património Imaterial do Douro - Narrações Orais, Vol. 2, a lançar pelo Museu do Douro, no II Fórum do Património Imaterial – “Como documentar o intangível?”, que terá lugar no próximo dia 26 de Novembro.

Estes dois municípios são habitados por índices elevados de população idosa, profundamente influenciada pelo sobrenatural cristão e pagão, que continua a gerar cenários de inquietação no quotidiano rural. A memória oral de muitas aldeias, ainda hoje, referencia locais de aparições milagrosas, alguns associados a procissões nocturnas de almas penadas, predominando ainda a memória de lugares onde se esconjuraram bruxas, demónios e lobisomens, mas também de refúgios de leprosos, de mouras encantadas e de valiosos tesouros protegidos pelo tenebroso Livro de São Cipriano. Todo este repositório de cultura popular está presente nas inúmeras lendas. Através delas é possível interpretar muitos topónimos cujas origens as novas gerações desconhecem. Mas é possível também revelar e localizar vestígios de interesse arqueológico, explicar as origens de capelas, cruzeiros e santuários, ou a extinção de povoações por invasões de formigas, e ainda identificar lugares de transfiguração de almas penadas e suas revelações aos mortais (como acontece nas aldeias de Amedo, Arnal, Vilarinho das Azenhas e Vilas Boas), mas também de rituais de lobisomens (como acontece em Foz Tua, Tralhariz, Pombal de Ansiães, Vila Flor, Ribeirinha e Vilas Boas). Nem sempre coincidente com a versão dos historiadores, é através das lendas que o povo transmite a sua própria história. Por exemplo, com a narração da cura de uma criança leprosa, explica-se a construção do santuário da Senhora da Assunção em Vilas Boas (Vila Flor), e com o jogo das pedradas entre os mouros dos castelos de Ansiães e de Numão (este já nas terras de Foz-Côa), em que muitas delas iam cair na antiga povoação de Valpedro, explica-se a extinção desta aldeia. Da mesma forma, devido aos muitos ossos encontrados num vale após a mortandade que os cristãos infligiram nos mouros ao expulsá-los do castelo de Ansiães, nasce a justificação popular do nome de Vale da Osseira.

Coordenador científico
Alexandre Parafita

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ESCÂNDALO NOS LEILÕES DE VINHOS RAROS



Informação | Entrevista/Reportagem

ESCÂNDALO NOS LEILÕES DE VINHOS RAROS

Escândalos, falsificações e a cruzada do multimilionário Bill Koch, estão a abalar os alicerces dos leilões de vinho de elite.
16-11-2010/21H00 Edição: MMS - Texto: MMS
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Nos últimos anos, a quantidade e magnitude dos escândalos ligados à falsificação de vinhos raros têm vindo a minar a credibilidade e o ‘modus operandi’ das mais poderosas casas leiloeiras.
No epicentro deste verdadeiro furacão está William “Bill” Koch, empresário e multimilionário, presidente do Oxbow Group, que defende que as falsificações não são, como até agora se acreditava, casos isolados, mas sim uma prática sistemática e acusa as leiloeiras de cumplicidade e beneplácito com os falsificadores.
Koch é um temerário e não são os lucros que o movem, antes pelo contrário, já gastou mais de cinco milhões
de dólares e recusou todas as ofertas para solucionar o caso fora dos tribunais. O seu grupo empresarial está catalogado entre os 400 maiores dos EUA pela Revista Forbes.

Nos últimos anos denunciou as principais casas de leilões – Christie’s, Acker, Merral & Condit, Chicago Wine Company entre outras – e também reputadas personalidades do meio como Michael Broadbent, ou John Kapon Director da Acker, acusando-os de leiloar intencionalmente garrafas falsificadas.
Porém, não se ficou por aqui e foi atrás dos colecionadores que lhas venderam e afirma que espera ver vários deles atrás das grades.
Como se tudo isto não bastasse, Koch contratou um dos maiores especialistas mundiais em contrafação de vinhos, William Edgerton, para avaliar exaustivamente a sua coleção (com mais de 40. 000 garrafas) recheada de preciosidades de Bordéus e da Borgonha.
Porém, algumas das suas denúncias têm sido rejeitadas pois os catálogos referiam claramente que se desconhecia a origem das garrafas. Outras encontram-se já em tribunal e a sua resolução poderá trazer sérias consequências para o funcionamento dos leilões.

Jefferson que Koch adquiriu à Christie’s e que considera falsas. Sobre o caso já se publicou um livro titulado “The Billionaire’s Vinegar” e, consequentemente, está já em rodagem um filme.
Um dos casos mais mediáticos diz respeito a umas garrafas que supostamente pertenceram a Thomas

Pertenceram a um famoso colecionador alemão Hardy Rodenstock, também denunciado, conhecido por descobrir as garrafas mais raras e dar grandes festas para as quais convida reconhecidos críticos.
Rodenstock utilizava os serviços de Jeff Sokolin e Daniel Oliveros (ex-marido da actriz porno Savanna Sanson) proprietários da empresa Royal Wine Merchants, localizada num anónimo bairro de Manhattan, que não parava de oferecer raridadesem tamanhos magnum (1,5L) - mais de 800 desde 1998 a 2008 - das melhores colheitas dos melhores Chateaux bordaleses e borgonheses.
A dupla organizava numerosos jantares no reputado restaurante do Upper East Side novaiorquino «Daniel» onde assiduamente era convidado Robert Parker que também se viu ‘salpicado’ pelo escândalo, pois eram-lhe servidas garrafas autênticas que ele avaliava e pontuava dando-lhes, assim, credibilidade desejada para as falsificadas que eram depois colocadas nos leilões.
Das melhores garrafas apareciam logo significativas quantidades à venda como sucedeu com uma magnun Petrus de 1921 a que Parker atribuiu 100 pontos e da qual Koch comprou um exemplar (supostamente falso) procedente de Eric Greenberg, outro colecionador por ele denunciado.
Nesta contenda, Parker foi chamado a depor como testemunha e a fornecer mais de 400 páginas de notas de prova e comentários tendo, inclusivamente, eliminado ou alterado nas suas publicações e comentários elogiosos sobre os implicados, pois ao que tudo indicava teriam também vendido garrafas a Park Smith, um velho amigo e antigo proprietário de Veritas.
Mas o caso de Greenberg parece voltar-se contra Koch pois este vendeu 17.000 garrafas a Zachys em 2005 e posteriormente negociou 19 milhões de dólares através da leiloeira Acker com um escasso número de garrafas falsificadas, o que parece desacreditar a tese de fraude generalizada.
Por outro lado, Acker, atualmente a maior casa leiloeira de vinhos do mundo, também se viu envolvida num outro escândalo que alimenta suspeitas de falsificação generalizada, ao levar à praça de Nova Iorque lotes que incluíam ‘crus’ do Domaine Ponsot que nunca tinham sido elaborados.
Num verdadeiro golpe de teatro, Laurent Ponsot apareceu na sala e o leilão foi imediatamente suspenso por Jonh Kapon.
As garrafas em causa procediam de um outro conhecido colecionador, Rudy Kurniawan, igualmente denunciado por Koch.
Em consequência desta situação as leiloeiras têm devolvido de imediato o dinheiro à mais pequena reclamação de legitimidade do produto.
Porém, esta não é uma solução do agrado do multimilionário, pois segundo ele, mais cedo ou mais tarde voltarão a aparecer no mercado.
Koch tem apelado ao colecionadores que se juntem à sua luta e um deles, Russel Frye – indemnizado sem chegar aos tribunais pelos que denunciou – criou o site http://www.wineauthentication.com/was/ para discutir e ajudar a investigar a procedência das garrafas.
O assunto está longe de ter um fim e vai continuar a fazer correr rios de tinta e terá graves consequências no mercado. E tudo isto apenas para determinar a origem de um produto que, curiosamente, ninguém parece capaz de identificar pelo método para o qual foi feito, ou seja, provando-o e bebendo-o.

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É verdade que a CP quer encerrar a linha Régua-Pocinho?

De acordo com fonte fidedigna, pode-se informar que estão a ocorrer algumas instruções que nos levam a acreditar que a CP pretende eliminar 4 ligações diárias, 2 em cada sentido, de comboios Porto-Pocinho. Neste momento, está a ser feita a contagem dos passageiros para terem argumentos para tomar a decisão. A contagem está a ser feita agora, que é um mês com pouco tráfego. Nos meses de Julho, Agosto e Setembro os comboios andaram cheios. Também há informações de agências de viagens ligadas aos barcos que levam à mesma informação.

Temos todos que nos unir e divulgar mais este erro que se vai cometer contra o Douro, num momento que o Turismo está a crescer nesta sub-região, apesar da crise.

A decisão será tomada para o dia 21 de Novembro, em segredo, para que seja apresentado como um facto consumado sem reacção das populações.

Quem quer sabotar o Douro?

José Ferraz Alves e Rui Rodrigues

Publicada por Vitor Pinto em pelonorte.blogspot.com

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Igespar recusa classificação da linha do Tua como património nacional

O Bloco de Esquerda questionou o Ministério da Cultura sobre a recusa do Igespar em classificar a linha do Tua como património nacional. Em anexo e aqui: linhatuaigespar.pdf.

A nosso ver, com esta decisão, o Igespar e o Ministério da Cultura estão a legitimar o desaparecimento deste património ferroviário com mais de 120 anos de história.

O Bloco de Esquerda considera incompreensível esta decisão do Igespar, já que a linha do Tua é uma obra excepcional de engenharia devido à dureza do local escarpado onde foi construída, datada desde o longínquo ano de 1878.

Além de ser uma linha ferroviária com particularidades próprias devido ao local onde se encontra, já foi considerada uma das mais belas da Europa pelo acesso a um conjunto de paisagens únicas e fabulosas do Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial. É o acesso proporcionado pela linha do Tua a estas paisagens que todos os anos atraem muitos visitantes a uma das regiões mais deprimidas do país, potenciando o turismo e emprego, sendo um eixo estratégico para o desenvolvimento desta zona.

Mas a linha do Tua também desempenha um papel fundamental na mobilidade da população e este aspecto não pode ser menorizado. Ela é um dos principais eixos de ligação dentro da região transmontana e faz a sua ligação ao litoral através da linha do Douro.

São estas paisagens, a história, a memória, o significado do comboio no passado, mas também a sua importância no presente, que exigem a necessidade de investir e modernizar a linha ferroviária do Tua e não deixá-la morrer como quer o Governo e também o Ministério da Cultura. O Bloco de Esquerda já avançou com um Projecto de Lei para revitalizar a Linha do Tua (beparlamento.esquerda.net) e não vai desistir desta luta.

Com os melhores cumprimentos,

Rita Calvário

através de linhadotua.googlegroups.com | Celia Quintas (celiaquintas@yahoo.com - 13 de novembro de 2010, 00:09) | Rita Calvário (Rita.Calvario@be.parlamento.pt - 12 de novembro de 2010, 8:24 PM)

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O Desemprego em Mesão Frio

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Saúde - Mais de 10 mil a correr pela Luta Contra o Cancro da Mama - RTP Noticias, Vídeo



Saúde
Mais de 10 mil a correr pela Luta Contra o Cancro da Mama


Mais de dez mil pessoas participaram, esta manhã, na "Corrida Sempre Mulher", que decorreu em Lisboa. Esta iniciativa de apoio às mulheres com cancro da mama foi apadrinhada pelo cantor Tony Carreira. A corrida permitiu angariar quase 72 mil euros, que vão ajudar a adquirir a nova sede da Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama.

2010-11-07 14:55:56

in Saúde - Mais de 10 mil a correr pela Luta Contra o Cancro da Mama - RTP Noticias, Vídeo

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10 mandamentos para fazer o seu dinheiro crescer

Poupança

10 mandamentos para fazer o seu dinheiro crescer

Alexandra Brito 
02/11/10 00:05

10 mandamentos para fazer o seu dinheiro crescer
Não há fórmula mágica que permita multiplicar as poupanças. Mas existem algumas regras que podem transformar tostões em milhões.
1 - Gastar só o que se tem
As facilidades de crédito concedidas pelas instituições financeiras antes da crise levou muitas famílias a sobreendividarem-se. A crise económica e financeira obrigou os Estados e as famílias a fazerem um processo de desalavancagem. Um processo penoso: os números do BdP mostram que em Junho havia 630 mil famílias que estavam a falhar os pagamentos dos seus empréstimos. Para evitar cair nesta situação, a regra é simples: os encargos das famílias não podem exceder os seus rendimentos.
2 - Planear
Tal como as empresas fazem a contabilização dos gastos e das receitas, assim deve funcionar uma família. A existência de um orçamento familiar, em que se identifiquem as receitas do agregado e também se contabilizem todos os encargos é um exercício fundamental para evitar entrar numa situação de ‘défice excessivo'. Só assim saberá verificar quais as despesas supérfluas que poderão ser cortadas. Preste atenção aos pequenos gastos. Se, por exemplo, optar por beber um café por dia em casa, em vez de o tomar no café, conseguirá poupar 200 euros ao final de um ano.
3 - Comparar
Comparar rima com poupar. E isto aplica-se tanto nas decisões mais quotidianas (como quando vai fazer as compras de supermercado), como em decisões mais sérias, como é o caso de quando tem de escolher o melhor banco para fazer o crédito para compra de casa. Neste caso, por exemplo, o consumidor deve começar por pedir simulações ao banco onde tem um maior envolvimento e comparar a proposta com a de bancos concorrentes, para ver qual é a instituição que lhe oferece melhores condições.
4 - Prevenir infortúnios
Esta é mais uma regra de ouro que todos os livros de finanças pessoais referem: as famílias devem guardar um pé-de-meia equivalente a seis salários do agregado familiar para servir de fundo de emergência. Desta forma, o orçamento familiar não será afectado caso haja uma situação imprevista, como uma doença, a morte de um dos membros da família, ou mesmo uma situação de desemprego.
5 - Saber rentabilizar as poupanças
Tão importante como conseguir poupar é saber onde aplicar as poupanças. Isto porque o valor do seu pé-de-meia poderá ser engolido pela inflação. Imagine que tem 10.000 euros e os coloca debaixo do colchão. Se não fizer nada, daqui a 30 anos esse pé-de-meia valerá apenas 4.100 euros, estimando uma taxa média anual de inflação de 3%. Por isso, é importante garantir que encontra aplicações financeiras que remunerem acima da inflação.
6 - Saldar as dívidas primeiro
Utilize o subsídio de Natal e de férias sobretudo para amortizar dívidas. Recorde-se que o BdP impôs nos últimos anos novas regras aos bancos para a cobrança de comissões pela amortização e transferência do crédito à habitação e ao consumo. No caso da habitação os bancos não podem cobrar uma penalização superior a 0,5%, se a taxa de juro for variável, ou 2%, se fixa. Isto significa que se tiver 15 mil euros para amortizar no crédito da casa, o banco não lhe poderá cobrar mais de 75 euros, por essa operação, num crédito de taxa variável.
7 - Evitar prolongar o prazo dos créditos
Quanto mais longo for o pagamento do empréstimo, maiores serão os encargos com juros. No entanto, muitas famílias não se dão conta desta realidade, porque as prestações mensais acabam por ser mais reduzidas. Por exemplo, se fizesse no início do ano um crédito à habitação de 100 mil euros a pagar em 20 anos, o custo final seria de 121 mil euros. Se optasse por fazer o mesmo empréstimo a 40 anos, o custo final dispararia para 145 mil euros.
8 - Cortar no supérfluo
Tempos de austeridade exigem medidas de austeridade, tanto para o Estado como para as famílias. A solução passa por cortar nos gastos supérfluos. Diminuir o número de refeições fora de casa, escolher frequentar os transportes públicos e optar por comprar produtos de marca branca são exemplos de decisões que muitas famílias deverão ter de tomar.
9 - Informar-se
Informação é poder. E para ter acesso às melhores informações sobre as soluções de poupança e a gestão de dinheiro nem precisa de sair de casa. Basta ligar-se à internet. Aqui ficam alguns sites indispensáveis a ter em conta: http://clientebancario.bportugal.pt e www.saldopositivo.cgd.pt. No site do Diário Económico (www.economico.pt) poderá também aceder a várias calculadoras que tornam mais fácil e eficiente a gestão do seu dinheiro.
10 - Procure ajuda
Um dos erros que muitas famílias sobreendividadas cometem é pedir ajuda quando já é tarde demais. Ou seja, quando as famílias já têm vários créditos em incumprimento, uma situação que torna mais complicada a renegociação das dívidas. Antes de chegar a uma situação extrema, comece por recorrer ao apoio do seu circulo familiar. Poderá também encontrar ajuda nos gabinetes de apoio ao sobreendividado da Deco.

in http://economico.sapo.pt/noticias/10-mandamentos-para-fazer-o-seu-dinheiro-crescer_102991.html

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Bebida mais nociva que heroína e 'crack' - Portugal - DN

Bebida mais nociva que heroína e 'crack' - Portugal - DN

ESTUDO
Bebida mais nociva que heroína e 'crack'
Hoje | dn.sapo.pt

O álcool tem efeitos mais nocivos do que algumas substâncias ilícitas como a heroína ou o crack, de acordo com um estudo publicado ontem pela revista britânica The Lancet, que analisa os efeitos físicos e psicológicos das várias substâncias. Apesar de algumas drogas como a heroína terem efeitos mais graves em termos individuais - nomeadamente a nível da mortalidade, - o álcool é mais nocivo quando se juntam aos danos individuais os sociais. Exemplo são os custos para a sociedade, o crime e as perdas em termos de saúde e tratamentos. O álcool é três vezes mais nocivo do que a cocaína ou do que o tabaco, chegando a oito vezes mais do que o ecstasy. O estudo da Comissão Científica Independente para as Drogas visa alertar as autoridades nacionais para a necessidade de intervir mais na área dos consumos do álcool.

in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1700668

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GNR abriu vagas para promoção de 367 oficiais - Portugal - DN

GNR abriu vagas para promoção de 367 oficiais - Portugal - DN

CRISE
GNR abriu vagas para promoção de 367 oficiais
Hoje | dn.sapo.pt

Fonte oficial da GNR garante que as promoções nada têm a ver com a saída do director de Recursos Humanos da corporação
A GNR publicou na quinta-feira as listas com o número de vagas para promoção de 367 oficiais superiores em 2010, embora o Ministério das Finanças tenha decretado em Setembro o congelamento da progressão nas carreiras. A ordem de serviço é de 28 de Outubro, e fonte oficial daquela força de segurança garante que se trata do procedimento normal das promoções anuais na instituição já previstas no orçamento deste ano. A mesma fonte negou que o director dos Recursos Humano da GNR tenha saído do cargo em choque com o comandante-geral, Nelson Santos, por se opor a estas promoções. "Saiu a seu pedido", garantiu.
A publicação das listas apanhou alguns oficiais de surpresa, uma vez que há ainda promoções de 2008 e de 2009 por efectivar. Ou seja, "as promoções de 2010 podem ser uma mão cheia de nada", disse uma fonte sindical ao DN, defendo que a medida possa vir a ser afectada pelos congelamentos anunciados pelo Governo no contexto do Orçamento de 2011.
Segundo a ordem de serviço, as promoções contemplam 53 lugares de coronel, 119 para tenente coronel e ainda 195 para major.
Entretanto, foi noticiado que o director de Recursos Humanos da GNR, coronel Graça, terá sido demitido do seu cargo pelo comandante-geral Nelson Santos por se opor às promoções agora anunciadas. O motivo seria porque o despacho ministerial que determina os congelamentos prevê também que seja responsabilizado quem, ao arrepio daquele diploma, promova novas promoções. De acordo com fontes do DN, estão já a ser organizados jantares de apoio ao coronel.
Porém, fonte oficial da GNR garantiu ao DN que partiu do director de Recursos Humanos a iniciativa de pedir a passagem à reserva, negando qualquer polémica com o comandante-geral.

in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1700674

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"Mello e Ulrich são a mesma família" - Portugal - DN

"Mello e Ulrich são a mesma família" - Portugal - DN

ELITES
"Mello e Ulrich são a mesma família"

Embora tenham diferentes apelidos e sejam muitas vezes concorrentes na arena dos negócios, os grandes senhores da banca portuguesa estão relacionados entre si por laços de família. Os autores de Os Donos de Portugal mostram como através do casamento - como faziam as casas reais - as famílias da elite económica concentraram a propriedade e se tornaram numa "grande família". "Descobri-mos que Mello e Champali-maud são a mesma família e que também se cruzam com os Espírito Santo, os Pinto Basto e os Ulrich", explicou Francisco Louçã.
'Os Donos de Portugal - Cem Anos de Poder Económico'
Francisco Louçã, Fernando Rosas e outros, 2010,
Edições Afrontamento
21euros

in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1700721

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Por cada 5 governantes há um homem do BCP - Portugal - DN

Por cada 5 governantes há um homem do BCP - Portugal - DN


HISTÓRIA
Por cada 5 governantes há um homem do BCP
por HUGO FILIPE COELHO | dn.sapo.pt

'Os Donos de Portugal', de cinco bloquistas, conta a história de como os senhores do dinheiro se tornaram "donos dos governos"

Depois de vencer eleições Durão Barroso convidou para ministro da Economia Carlos Tavares, vice--presidente no grupo Santander. Quando, quatro anos mais tarde, José Sócrates pensou num homem para aquele lugar no seu Governo socialista pescou Manuel Pinho nos quadros da administração do BES. Passos Coelho não é primeiro-ministro. Mas na esperança vir a sê-lo, já terá reservado ao Grupo Mello António Nogueira Leite - também apelidado de "próximo ministro das Finanças".
O elenco é apenas uma amostra da relação estreita entre a banca e a política na democracia portuguesa. Ao longo das últimas três décadas e meia, um em cada cinco ministros ou secretários de Estado em pastas com ligações aos negócios tem uma passagem pelo grupo millenium BCP no currículo. No caso do BES, o segundo banco privado, a proporção é de um por cada dez.
A conclusão está escrita em Os Donos de Portugal - Cem anos de Poder Económico 1910-2010. O ensaio co-escrito por cinco dirigentes do Bloco de Esquerda foi publicado na última semana. Francisco Louçã disse na sessão de apresentação que o livro conta a história sobre a forma como "a finança e o poder foram irmãos gémeos na constituição da riqueza e do privilégio".
Os autores reuniram os currículos de 115 ministros e secretários de Estado de PS, PSD e CDS desde os anos 1970. "O que verificamos é que existe uma relação muito forte entre o poder político e o poder económico," disse ao DN o deputado Jorge Costa.
"Os grupos económicos têm um interesse declarado em pessoal político, porque conseguem através deles garantir o acesso às redes de influência."
Recordando os percursos de Jorge Coelho, antigo ministro das Obras Públicas de António Guterres que passou para a Mota-Engil, e Ferreira do Amaral, que após o Executivo de Cavaco foi para a Lusoponte, o livro denuncia "uma ascensão social vertiginosa" dos governantes. "São pessoas que entraram para os grupos económicos depois de estarem no poder político e que com isso se tornam milionários que nunca foram."
Jorge Costa explica que "o trânsito entre cargos políticos e os conselhos de administração das grandes empresas é uma face da relação de favor" entre o Estado e as famílias detentoras dos grandes grupos económicos a que chamam "os donos de Portugal".
Porque o fio condutor do livro é a história de como os senhores do dinheiro se tornaram "donos dos governos" do País e como o Estado os ajudou a construir e a manter a sua riqueza durante quatro regimes e um século.
"O núcleo de famílias que constitui o centro do poder demonstrou ao longo dos tempos a capacidade para se ligar ao Estado," disse o deputado bloquista.
"Ricardo Salgado disse há algum tempo que o seu banco (o BES) é o banco de todos os re- gimes", lembrou Jorge Costa, notando que que além dos Espírito Santo também os Champalimaud e os Ulrich dominavam os negócios na viragem do século.
Os autores traçam o percurso de concentração da riqueza, desde as rendas dos tabacos até aos contratos exclusivos no Império.
As nacionalizações foram um momento de ruptura, mas, diz Jorge Costa, tornaram-se numa oportunidade para os antigos proprietários. "As empresas foram concentradas e depois devolvidas em termos de favor aos seus donos."
O livro mostra ainda como "os donos de Portugal" se tornaram através dos matrimónios entre os seus descendentes e se tornaram todos uma "grande família".

in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1700712

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Salários no privado aumentam 2,4% para 1,2 milhões de trabalhadores - JN

Salários no privado aumentam 2,4% para 1,2 milhões de trabalhadores - JN
Salários no privado aumentam 2,4% para 1,2 milhões de trabalhadores
00h30m
PEDRO ARAÚJO

Enquanto se discutem os cortes salariais na Função Pública, 1,2 milhões de trabalhadores do privado estão a ter aumentos nominais médios de 2,4%, chegando mesmo a 4,5%. Patrões não podem fazer cortes, mas apelam à contenção em nome da competitividade.

As actualizações salariais decididas em sede de contratação colectiva atingiram o valor médio de 2,4% nos primeiros nove meses do ano. Se recuarmos um ano, o aumento médio nominal é de 2,9%, numa altura em que a redução salarial é já um dado adquirido no sector público. Mas se deflacionarmos os dois valores utilizando a inflação entre as datas do início de produção de efeitos das tabelas anteriores e das novas tabelas, concluímos que o aumento médio de 2010 é de 2,3% e o relativo ao ano transacto é de 0,5%. Dito de outra forma, o ganho de poder de compra é bem superior no ano corrente.

A Autoeuropa surpreendeu muitos quando anunciou recentemente um aumento de 3,9% no âmbito de um acordo com a duração de dois anos, entre 1 de Outubro de 2010 e 20 de Setembro de 2012. Mas na contratação colectiva é possível encontrar um aumento deflacionado de 4,5% no sector da agricultura, produção animal e caça. "Procuramos nos centros de emprego mão-de-obra, mas não encontramos. Discute-se muito o salário mínimo, mas ninguém quer trabalhar por esse valor [475euro] e, nesse contexto, recorremos a estrangeiros", explica João Machado, presidente da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP).

António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), explicou ao JN que os patrões não pretendem reduzir salários no sector privado, até porque essa medida seria inconstitucional. No entanto, considera que as empresas portuguesas estão a perder competitividade face ao exterior pelo facto das actualizações salariais crescerem sempre a ritmo superior ao da produtividade, opinião partilhada por Jaime Esteves, da PricewaterhouseCoopers (ver artigo de opinião ao lado).

O sector da construção e obras públicas apresenta aumentos deflacionados de 2,7%, mas Fernando Pais Afonso, presidente da AECOPS, alerta para o facto de a contratação colectiva incidir sobre tabelas de "mínimos", sendo que os salários reais são muito superiores a essas mesmas tabelas. "Se as empresas pagam acima desses mínimos, não podem agora baixar salários", sublinha António Saraiva.

O peso do salário na produtividade (medida pelo valor acrescentado bruto) é de 80% e de apenas 17 a 30% no preço final do produto. "Se aferirmos o problema em função da produtividade, os salários não são assim tão baixos", afirma o presidente da CIP, acrescentando que o abaixamento da taxa social única para as empresas exportadoras ajudaria ao crescimento da economia por via da redução dos custos do trabalho.

in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1700531

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