JÁ DIZIA MARCUS TULLIUS EM 55 A.C.

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REFORMAS DE ESTADO! QUANTO CUSTAM?

29 Novembro 2009 - 02h00

Estado

Mais 23 192 reformados

A corrida às reformas no Estado não revela sinais significativos de abrandamento: em 2009, aposentaram-se 23 192 pessoas, número que é praticamente igual ao registado no ano passado.

Leia mais na edição em papel do jornal 'Correio da Manhã'

in Correio da Manhã

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PDI - PARTIDO DE INTERNET - BARCELONA

E-eleições


Foi realizado ontem (22 de Novembro de 2009) em Barcelona (Espanha) o congresso de fundação do primeiro Partido da Internet do mundo, cujo principal objectivo é o de tomar toda e qualquer decisão a partir da vontade dos internautas. Ou seja: directamente e sem intermediários. E para provar que a moçada não está para brincadeira, participarão já das próximas Eleições Gerais da Espanha em 2012.
Mais informação no site oficial (castelhano).

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LIMPAR PORTUGAL

O Movimento Limpar Portugal (PLP) é um movimento cívico ALTRUISTA cujo objectivo é promover a educação ambiental por intermédio da iniciativa de limpar a floresta portuguesa no dia 20 de Março de 2010.




http://www.limparportugal.org

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NATAL E REVEILLON 2009/2010


SOLAR DOS CANAVARROS HOTEL DOURO
PROGRAMAS DE NATAL E REVEILLON 2009/2010

O Solar dos Canavarros convida-o para mais dois eventos que nos últimos anos têm sido um sucesso para grande satisfação nossa. É assim que lhes apresentamos os nossos programas de Natal e Reveillon em que toda a magia da época combinada com o encanto do Douro garantem a total satisfação de quem opta por nos acompanhar.

Ementas e Programas:
Ementa de Natal

Hotel Solar dos Canavarros
Av. Combatentes da Grande Guerra, s/n
5060-302 Sabrosa
Douro
Portugal
TEL +351 259 937 400 FAX +351 259 930 260
E-mail: geral@solardoscanavarros.pt

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PESO DA RÉGUA - AGENDA MUNICIPAL DEZEMBRO 2009

Clique na imagem para aceder à Agenda Municipal

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ALIJÓ - AGENDA MUNICIPAL DEZEMBRO 2009

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DESEMPREGO

Desemprego sobe para os 9,8 por cento

A taxa de desemprego em Portugal disparou, durante o terceiro trimestre deste ano, para 9,8 por cento, o que representa o valor mais alto registado desde pelo menos 1983.

De acordo com os dados divulgados hoje pelo INE, o número de desempregados em Portugal é agora de 548 mil, o que representa 9,8 por cento da população activa do país. No trimestre anterior a taxa de desemprego era de 9,1 por cento e, no mesmo período do ano passado, não passava dos 7,7 por cento.

Assim, no espaço de três meses, passou a haver mais 40 mil desempregados em Portugal, sendo o acréscimo anual de cerca de 114 mil.

Com este resultado, é ultrapassado o máximo de 9,2 por cento para a taxa de desemprego que se registou no primeiro trimestre de 1986, na sequência da crise económica que atravessou o país durante a primeira metade dos anos 80.

Números revelados pelo INE revelam escalada do desemprego.

Fonte: Público por Sérgio Aníbal
in http://jsd-pesodaregua.blogspot.com/

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O POLÍCIA E O CIGANO

Em 1993, contar a verdade em Tribunal custou ao sargento Félix Barbosa um processo disciplinar na GNR. Tinha assistido à revista que colegas seus tinham feito a um cigano e durante a qual lhe colocaram meio quilo de haxixe no bolso de um blusão.

Perdidos e Achados | SIC | 18-11-2009

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EARTH SONG

Earth Song - Michael Jackson

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CHICKEN A LA CARTE


"VEJAM O FILME ATÉ AO FIM. NÃO TENTEM ADIVINHAR, PORQUE NÃO É O QUE PARECE SER... TEMOS QUE MOSTRAR ISTO AOS NOSSOS FILHOS!!!"


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CASO NADAGATE!... VI

Pinto Monteiro diz que se depender dele divulga as escutas entre Vara e Sócrates
Hoje (14.11.2009) às 10:10

O Procurador-Geral da República disse, em entrevista ao Expresso deste sábado, que se depender dele divulga as escutas entre José Sócrates e Armando Vara. Segundo o Jornal de Notícias, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça decidiu anular e destruir as escutas telefónicas.

«Assim não pode continuar», avisou o Procurador-Geral da República, para quem os políticos devem regular o segredo de justiça, acabando com ele ou mudando o regime.

Depois de uma semana pautada pelo desentendimento com o presidente do Supremo Tribunal de Justiça e as discussões em torno das escutas que envolvem Armando Vara e o primeiro-ministro, o Procurador-Geral da República disse ao Expresso que, se depender dele e se for possível, divulga «as escutas para isto acalmar».

Quando é que ainda não se sabe, até porque para que o conteúdo seja divulgado é preciso a autorização e a vontade dos implicados.

O nome do primeiro-ministro apareceu nas escutas a Armando Vara no âmbito do processo “Face Oculta”, que investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.

Esta sexta-feira, o Chefe do Governo disse que a questão em torno das escutas «está a passar todas as marcas», mostrando interesse em saber se as escutas que lhe foram feitas são legais e durante quanto tempo duraram.

Estas declarações do primeiro-ministro terão precipitado uma reacção do presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Segundo o Jornal de Notícias, Noronha do Nascimento decidiu anular e destruir as escutas telefónicas por considerar que são nulas e irrelevantes do ponto de vista criminal.

Noronha de Nascimento sugeria, na quinta-feira, que os procedimentos da investigação criminal fossem alterados, entregando a condução do inquérito a um juiz.

Perante isto, na sexta-feira, a procuradora Cândida Almeida, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) lembrou que isso já foi assim e que, entretanto, por algum motivo, se alterou.

Questionada pela RTP sobre a possível existência de alguma desconfiança em relação ao Ministério Público, Cândida Almeida disse que aquela entidade é sempre a «má da fita». «Somos uns mal-amados», frisou.

Entretanto, também este sábado, o Diário de Notícias avança que o Ministério Público abriu três inquéritos à violação do segredo de Justiça neste caso.


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MOVIMENTO DE DEFESA DO RAMAL DA LOUSÃ

QUARTA-FEIRA, NOVEMBRO 11, 2009



A luta do Movimento de Defesa do Ramal da Lousã


«Informamos que, na reunião dos Moinhos foi decidido avançar com uma concentração junto à Estação de S. José, no próximo dia 16 de Novembro de 2009, segunda-feira, a partir das 17 horas, tendo em vista protestar contra o anunciado encerramento do Ramal, sem que se conheça o calendário global das várias empreitadas e que seja garantido que a interrupção do serviço seja a mínima indispensável.

A título de exemplo, foi lembrado que, ainda nem foi lançada a empreitada (a cargo da CP) para a construção do parque de manutenção e oficinas (PMO), onde deveria ser entregue o material circulante. Tanto quanto se sabe, também ainda não existe DIA (Declaração de Impacte Ambiental) para a instalação deste PMO no Sobral de Ceira em local (em cima duma ribeira!) que carece de alteração do PDM.

Foi também decidido reclamar uma informação detalhada sobre os ditos transportes alternativos, horários e tempos de percurso e exigir que sejam antes garantidas condições de segurança e de qualidade no serviço a prestar.

É claro que para garantir o êxito desta acção de protesto vamos ter de trabalhar nos próximos dias.

Saudações Ferroviárias»

MDRL


É claro que a luta do MDRL merece ser apoiada por todos nós, mirandenses, lousanenses e conimbricences, que utilizamos o comboio no passado e que continuamos a utilizar no presente e desejamos continuar a utilizar no futuro.

Contudo, muitos ses, se levantam ao virar da esquina, num processo muito pouco claro, desde o princípio, vivemos neste momento, uma crise económica sem precedentes a nível mundial e muitas questões se levantam no horizonte, será que haverá dinheiro para concluir a obra?

Avizinha-se um choque petrolífero sem precedentes até então, hoje, vamos arrancar carris, para amanhã, os colocarmos outra vez no sítio?

Porque será que a Áustria e a Suíça estão a restringir o transporte rodoviário de mercadorias?

Porque motivo estes países estarão a utilizar a via férrea para o efeito?

Em Miranda do Corvo, a CP destruiu o Cais de Mercadorias que tinha, em nome do progresso.

E que dizer das expropriações selvagens efectuadas ao longo da linha, logradouros de prédios cortados ao meio, garagens abaixo, linhas ripadas para sul ou para norte, consoante o gosto do freguês, muito dinheiro há para gastar neste país.

Porque motivo correram os processos de expropriação no Tribunal Central Administrativo, em Lisboa?

Porque motivo os processos de expropriação não correram na comarca da Lousã?

Isto, para não falarmos das alterações do traçado da linha desde S. José, passando por algumas urbanizações da Solum, para culminar em frente ao Dolce Vida, a contento de empresários e empreiteiros, que venderam os seus andares a preços imbatíveis. Um caso por certo a merecer a atenção das autoridades competentes.

Muitas dúvidas se levantam na mente dos utilizadores do comboio, com as obras, quantas horas serão precisas para entrar em Coimbra?

Estarão os patrões dispostos a pactuar com atrasos constantes?

Muitos despedimentos irão haver...

Ou correrão o risco, as vilas da Lousã e de Miranda do Corvo, de um êxodo em massa?

Está tudo a contar com o ovo no cú da galinha, com a venda dos apartamentos depois do metro estar concluído, mas por certo que muitos apartamentos ficarão por vender. Se as coisas estão como estão basta dar uma volta pela vila de Miranda do Corvo, como será daqui por quatro anos?

Porque motivo pretende a CP deixar a exploração comercial do Ramal da Lousã, se os comboios circulam à pinha?

Chegarão os transportes alternativos para as encomendas?

Duvido...

No entanto, não se compreende o abandono da actual bitola, vamos deixar de estar ligados à rede ferroviária nacional, cem anos depois destrói-se o legado da Monarquia ao país, o Caminho de Ferro, que no passado permitiu a Miranda do Corvo e à Lousã darem o salto em frente.

Espero, pois que não se repita a história de 1932, depois de vários adiamentos, vários orçamentos e muitos estudos, a linha do Ramal da Lousã não passou de Serpins, quando deveria ter chegado a Arganil.

Por estas e outras razões, este blogue está com o MDRL na sua luta, pois merece o apoio de todos nós, em todas as suas iniciativas.

Mário Nunes

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ESTADOS UNIDOS DA EUROPA

UNIÃO EUROPEIA

O destino da Europa só pode ser o mesmo dos EUA: uma federação democrática

Os Estados europeus encontraram na União Europeia o substituto para os seus antigos impérios. São hoje um "império" ainda à procura de destino num mundo em que o Estado soberano está em perda de protagonismo. Por Teresa de Sousa

Para um ouvido leigo, falar de impérios, sobretudo do império europeu, não soa a normalidade. A história da Europa encarregou-se de fazer com que os europeus se dêem mal com a palavra. A obra de Josep Colomer, académico catalão da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona, reintroduz o conceito - historicamente tão válido como o de Estado ou de cidade - como instrumento de análise útil para a compreensão da realidade actual. Compara os processos "imperiais" de constituição dos EUA e da União Europeia para chegar à conclusão de que dificilmente a Europa evitará o seu destino de federação democrática. O mesmo dos Estados Unidos.

Colomer veio a Lisboa para proferir a "Palestra A. Sedas Nunes" no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. O livro que inspirou esta entrevista data de 2007: Great Empires, Small Nations - the uncertain future of the sovereign state.

A ideia de império, de que fala nas suas obras, é uma ideia negativa. Por que é que teve necessidade de recuperar este conceito para a análise política?

O império é apenas uma das formas políticas históricas que se podem distinguir: cidade, Estado, império. Nos últimos 300 anos, o Estado foi a forma dominante, mas creio que hoje os Estados soberanos, sobretudo na Europa, já não são, em muitos aspectos, realmente soberanos e creio que a forma de império pode ajudar a entender algumas realidades políticas actuais. Se olhar para a realidade do ponto de vista histórico, os grandes Estados - incluindo Portugal, Espanha, Grã-Bretanha, França - desenvolveram-se como Estados porque tiveram impérios coloniais.

Mas não é o mesmo conceito de império que agora introduz nos seus livros.

Não. Não é o mesmo, quando se compara com o império romano-germânico, o império romano, o austro-húngaro. Mas quando os impérios coloniais europeus desapareceram também acabou o período de grandes guerras entre Estados na Europa, em parte devidas à rivalidade colonial. Esses impérios coloniais foram substituídos por um acordo de cooperação económica e militar entre os Estados europeus que é hoje a União Europeia. Uma coisa substitui outra. É um acordo entre as antigas potências coloniais que necessitam de um âmbito territorial muito mais amplo que o dos Estados e que tiveram de deixar de tê-lo nas colónias.

E que o senhor diz que é um império, mesmo que de outro tipo...

É um império no sentido em que também o foram os Estados Unidos no seu início e muitas outras experiências históricas semelhantes - no sentido de que não é um Estado. A UE não é nem será um Estado nacional soberano. Mas também não é apenas uma organização internacional como a ONU ou a OCDE. É mais do que isso. Eu digo que é um império no sentido em que os limites territoriais não estão pré-determinados, em que não há fronteiras fixas e não sabemos ainda qual é o seu limite, e em que existe uma grande descentralização interna e uma grande variedade de níveis institucionais distintos, unidos no seu topo por instituições ainda relativamente débeis mas que tomam decisões vinculativas para todos os membros...

O que está a dizer é que, nesse conceito de império que define, os EUA não são hoje um império mas que foram um império até chegarem à sua forma actual?

Passaram 120 anos desde que as 13 colónias se tornaram independentes em finais do século XVIII até que se estabeleceram os limites dos EUA actuais e se consolidaram as instituições centrais. Levou esse tempo todo a construir a federação democrática dos EUA. Na Europa, apenas levamos cerca de 50 anos de construção europeia e ainda não terminámos. Comparo as duas experiências no sentido de que uma estrutura de tipo imperial pode acabar convertendo-se numa federação democrática mais estável.

Os EUA são um império acabado que se converte numa federação democrática.

Escreveu, precisamente, um ensaio comparando os dois caminhos de unificação da UE e dos EUA. Mas há uma diferença básica: a Europa nasceu da longa história das guerras entre os Estados e tem na sua origem a negação da ideia de nacionalismo. Os EUA nascem da ideia da liberdade religiosa. Essa diferença de génese não pode fazer toda a diferença quanto ao destino final?

A constituição dos EUA também começou como um projecto e levou mais de 100 anos até tornar-se numa realidade com instituições estáveis.

Nos EUA não havia a História.

Apesar disso, tiveram uma guerra civil tremenda 70 ou 80 anos depois da independência, comparável à II Guerra em termos de mortandade e de destruição. Na Europa até estamos a ser mais rápidos comparativamente, apesar do lastro histórico que os países trazem consigo. O ponto de partida pode ser diferente dos EUA, mas resulta da grande destruição da II Guerra. Que esteve a ponto de destruir os Estados europeus.

A Europa, com a adopção do Tratado de Lisboa, acaba de dizer que não quer ir no sentido dos EUA. É só uma paragem?

Até agora todos os avanços da integração resultaram de um alargamento. Quando estamos a chegar próximo do limite desse alargamento, os avanços só podem fazer-se com mais integração interna. Depois da expansão territorial, vem maior integração interna. Creio que não nos vamos ficar pelo Tratado de Lisboa.

Insiste na importância de definir as fronteiras. É um dos temas centrais do debate europeu. Há os que defendem a continuação do alargamento, incluindo à Turquia, para a Europa ganhar dimensão geopolítica mundial e há quem diga que é preciso estabelecer limites para poder consolidar-se politicamente. Os EUA também iniciaram a sua expansão sem limites prévios e, num certo momento, chegaram à conclusão de que já não podiam assimilar mais. Havia, na altura, muita gente que defendia que o México deveria ser integralmente assimilado - acabou por ser mais de metade. Outros defendiam que a integração deveria ir até às Caraíbas, incluindo Cuba, o que provocou a guerra com Espanha no final século XIX. Porto Rico, que está muito mais longe dos EUA, acabou associado e Cuba não.

Creio que os Balcãs são as Caraíbas da Europa. Se não forem integrados, serão uma fonte de conflito permanente. Para mim, a Turquia é o México - não se pode integrar, é demasiado grande e demasiado diferente. Em contrapartida, penso que a Turquia, com todos os seus avanços de democratização e de liberalização, podia ser uma referência para o Médio Oriente e teria um papel muito mais construtivo do que aspirar à UE, que creio que seria muito perturbador.

A definição das fronteiras é também uma condição para uma política externa comum que, entre outras coisas, pode conseguir estabilizar as relações com a Rússia ou com o Médio Oriente.

Precisamente, a região que separa a UE da Rússia parece ser um problema muito complicado de relação entre impérios.

Sim. Ucrânia, Geórgia, Moldávia são países internamente divididos. As revoluções democráticas recentes mostraram que há uma parte desses países que é pró-europeia e outra que é pró-russa. Essa é a questão da fronteira, no sentido americano de frontier e não de border.

O Wild West é o Wild East?

Exactamente. É o Wild East, "the frontier but not yet the border". São linhas de conflito que são, de facto, problemas. Mas essas linhas de conflito, nos Balcãs, na Turquia, na Ucrânia, são muito menos conflituosas do que as linhas de conflito que existiram entre a França, a Inglaterra, a Alemanha.

O que diz também é que a Europa, para manter a sua lógica interna, só pode ter como destino uma federação democrática?

Ou isso ou creio que acabará por ter menos relevância no mundo, que acabará por estar nas mãos dos Estados Unidos, China, Rússia e das grandes unidades que têm muito mais capacidade de coordenação a nível global.

No seu livro, argumenta que estas grandes unidades territoriais - EUA, UE, China, Rússia, Índia... - podem ter um papel estabilizador da ordem internacional. Está a falar da ideia de integração regional a partir de um grande país?

Desde o século XVII que a construção de Estados soberanos comportou guerras cada vez mais frequentes e cada vez mais mortais entre eles. Basta olhar para a Europa. Sobretudo entre a França e a Alemanha, mas também as guerras de sucessão da Espanha, da Áustria, as guerras napoleónicas, as guerras franco-prussianas, e depois a I e a II guerras mundiais.

Entre Estados ou entre impérios?

Entre Estados. Cada um tinha as suas fronteiras, rivalidades, desejo de expansão e conflitos coloniais. A época dos Estados foi uma época de guerras. Na Europa só há paz e democracia estável desde há cerca de 60 anos, quando os Estados cederam poderes a uma união mais ampla.

Na Europa isso é claro. Mas pode ser transposto para outras realidades mundiais?

Se o mundo estiver organizado em 10 impérios, mais do que em quase 200 Estados soberanos, as linhas de fronteira são menores e os conflitos potenciais também podem ser menores. A paz perpétua seria, como diz Kant, um governo mundial, uma grande federação de povos livres. Isso ainda não está no horizonte das nossas vidas. Mas a simplificação em grandes unidades internamente descentralizadas pode reduzir as linhas de conflito em comparação com as guerras permanentes entre Estados que vivemos nos séculos anteriores.

E como é que isso se articula à escala mundial?

Algumas organizações internacionais apontam nessa direcção. As Nações Unidas têm um Conselho de Segurança com cinco membros permanentes, que são basicamente os antigos impérios. Mas isso já foi substituído pelo G8 ou G9 ou G10 e, agora, o G20. Considera-se que é suficientemente representativo da população e da economia mundial para actuar como uma espécie de governo provisório em formação deste mundo que já não é feito de 200 Estados mas de organizações muito maiores.

in http://jornal.publico.clix.pt/noticia/01-11-2009/o-destino-da-europa-so-pode-ser-o-mesmo-dos-eua-uma-federacao-democratica-18125866.htm

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