35 ANOS DE ABRIL - REFORMA AGRÁRIA

Continuando a lembrar Abril... de 75
«Tudo isto é da cooperativa (...) não é tua, não é deste, nem é minha, é da cooperativa (...) e só assim isto vai para a frente». !...


Reportagem sobre a cooperativa TORRE BELA - MANIQUE DO INTENDENTE exibido por MiranteTv em 5 Set. 2007 a quando da exibição no cinema do documentário de Thomas Harlan

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CONCERTO "DIA DA MÃE"

















de            Orquestra Transdouriense - atransdouriense@gmail.com
para        Barco Rabelo - pelorioabaixo@gmail.com
data        29 de abril de 2009 11:12
assunto  Concerto "Dia da Mãe"
enviado  por gmail.com

Concerto "Dia da Mãe"

Domingo, 3 de Maio de 2009 pelas 17:00Horas

Grande Auditório Teatro Municipal de Vila Real
Integrado na semana da juventude 2009

Cordialmente,
ACROLAT’in

Cartaz Dia da Mãe Final.pdf




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ZÉFIRO

"Zéfiro" foi o nome com que os gregos baptizaram a suave brisa do Ocidente que, segundo a lenda, fecundava as férteis éguas do "Monte Santo" na Lusitânia, próximo de Lisboa. Estas geravam cavalos muito admirados pelos Antigos. Eram tão velozes como o próprio Zéfiro e ficaram assim conhecidos como os "filhos do vento".

A folha de carvalho - árvore sagrada para os antigos povos celtas e lusitanos, nossos antepassados - representa a sabedoria, a força e o amor. Cada folha dos livros da Zéfiro procura assim ser, também ela, uma "folha" com estas virtudes.

Desde 2005 que a Zéfiro procura editar obras que conduzam a um maior auto-conhecimento do ser humano e do mundo que o rodeia, nomeadamente no âmbito da história, espiritualidade, cultura, tradição, filosofia, esoterismo, romance, poesia e teatro.

in © 2009, Zéfiro - Edições e Actividades Culturais

in http://www.zefiro.pt/

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NUNO ÁLVARES PEREIRA E TRÁS-OS-MONTES

Arquivo: Edição de 06-03-2009

SECÇÃO: Opinião

Nuno Álvares Pereira: um novo santo que foi Senhor de Trás-os-Montes 

Dia 26 de Abril próximo Bento XVI vai canonizar Nuno Álvares Pereira. Possivelmente o maior lutador português de todos os tempos, sempre ao lado de D. João I.

foto
Ficou célebre pelas muitas e importantes vitórias, nomeadamente na Batalha de Aljubarrota, em 14 de Agosto de 1385.
Os católicos portugueses vão rejubilar, por, finalmente, verem D. Nuno Álvares Pereira elevado aos altares. Foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918, curiosamente por Bento XV. O Papa que lhe prosseguiu o título, anunciou essa boa nova em 21 de Fevereiro último. Esse dia grande será em 26 de Abril, um Domingo. Uma boa data para uma reconciliação nacional, colhendo Nele não só o espírito de santidade mas também de nacionalismo, porque Nuno Álvares Pereira foi dos maiores patriotas de todos os tempos.
Mas os barrosões e os transmontanos, em geral, têm uma razão especial para celebrar essa data. É que, em 1376, casou ele com a barrosã Leonor Alvim, natural de Reboreda, freguesia de Salto, concelho de Montalegre. Ao tempo, as divisões administrativas não coincidiam com as de hoje. As Terras de Barroso alongavam-se às Terras de Basto. E foi por isso que o jovem casal foi viver para Pedraça, perto de Arco de Baúlhe, no actual concelho de Cabeceiras de Basto.
Aí foi uma espécie de corte real, porque a amizade com o Mestre de Avis, mais tarde Rei de Portugal, com o nome de D. João I, fez com que ali se encontrassem muitas vezes, já depois de casado e, até ao fim da vida, em muitas batalhas, nomeadamente na Tomada de Ceuta, em 1415, já ao lado do genro D. Afonso, filho bastardo de D. João I.
D. Leonor Alvim era já viúva do D. Vasco Gonçalves Barroso, alcaide do Castelo de Montalegre. Não tiveram filhos desse casamento. E dizem as crónicas que Leonor Alvim era uma mulher rica, bonita e, apesar de viúva, era ainda virgem. Nuno Álvares Pereira não queria casar. Preferia seguir a carreira das armas. Mas seu Pai, D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior do Crato, tinha 32 filhos de 3 mulheres. E cuidou de arranjar casamento aos filhos. Pelo que conseguiu demover este (Nuno) a casar com a sua aparentada Leonor.
Tiveram 3 filhos. Dois rapazes (que morreram jovens) e uma menina chamada Brites que, em 1401, casou com D. Afonso, filho bastardo de D. João I.
Foram viver para Chaves até 1412. D. Brites aí morreu de parto. E foi sepultada em Vila do Conde, confraria religiosa – As Clarissas que tiveram delegação em Negrões e para a qual a Freguesia da Chã descontava e também Codeçoso (de Meixedo), ao tempo chamado Codeçoso da Chã.
É linda e prestigiante esta biografia. Porque foi este casamento de D. Brites com D. Afonso que (por inspiração de D. Nuno Álvares Pereira) fez nascer a poderosa Casa de Bragança, ainda hoje representada no Palácio de Vila Viçosa. Essa poderosa e prestigiada Casa de Bragança, embora oficialmente criada em 1442, na pessoa de D. Afonso, genro de Nuno Álvares Pereira, foi inspirada por este, com base nas terras e nos títulos honoríficos que o atribuiu ao, agora santo Beato Nuno de Santa Maria. Ele que era o 7º conde de Barcelos, legou ao genro, o título de 8º conde e dou-lhe (e à filha) as Terras de Barroso de Entre Douro e Minho, para além de outras pelo país fora, incluindo no Alentejo. Entendia que a fortuna acumulada pelo casamento não deveria, em caso de crise, reverter a favor do Coroa, mas de uma espécie de partido político que poderia ser-lhe alternativa em caso de crise na monarquia. E assim foi em 1640, quando, após o jugo filipino, o rei foi buscar-se à Casa de Bragança, com o título de João IV.
Nuno Álvares Pereira nasceu em Sernache do Bom Jardim em 24/6/1360 e faleceu em 1431 no Convento do Carmo, em Lisboa que ele mandou construir.
Já era beato desde 23 de Janeiro de 1918. O actual Papa anunciou, em 21 de Fevereiro que dia 26 de Abril, em Roma, será consumada a canonização do Beato Nuno de Santa Maria, D. Nuno Álvares Pereira. É uma honra para Portugal e para as comunidades Portuguesas ter mais um português elevado aos altares. Mas os Transmontanos, em particular, podem ufanar-se de pisar as Terras que ele pisou e que lhe foram atribuídas pelos seus feitos. mesmo antes da formalização da Casa de Bragança.
Mais importante do que antecipar em dois anos, por conveniência eleitoral, a celebração dos nove séculos do nascimento de Afonso Henriques (em relação ao que era tradição), era preferível conjugar esforços e vontades para solenizar com festejos populares, tão simbólica data. Seja como for os católicos Portugueses vão ter motivos para viverem momentos felizes, num ano de tantas contrariedades.

Barroso da Fonte, Dr.
in http://www.dodouro.com/noticia.asp?idEdicao=253&id=14973&idSeccao=2811&Action=noticia

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GRIPE SUÍNA - PERGUNTAS E RESPOSTAS


Perguntas e respostas sobre a gripe suína
27 de Abril de 2009, 10:25

A gripe suína no México está a ser motivo de muitas interrogações entre a população devido ao alerta das autoridades sanitárias. Saiba mais sobre esta doença.

P. O que é a gripe suína?
R. Trata-se de uma doença respiratória que começa em criadores de porcos, um vírus gripal do tipo A que pode propagar-se rapidamente.

P. É transmissível ao ser humano?
R. Sim, começando, em geral, por pessoas que estejam em contacto com esses animais.

P. Posso contrair a doença se comer carne de porco?
R. Não. Como recordou, este Sábado em Paris, o Ministério da Agricultura, "a gripe de origem suína no México não se transmite pela carne, mas por via aérea, de pessoa para pessoa".
A temperatura de cozedura (71º Celsius) destrói os vírus e as bactérias.

P. Trata-se de um novo tipo de gripe suína?
R. Tal como no ser humano, os vírus da gripe sofrem mutação contínua no porco, um animal que possui, nas vias respiratórias, receptores sensíveis aos vírus da influenza suínos, humanos e aviários.
Os porcos tornam-se, então, "crisóis" que favorecem o aparecimento de novos vírus gripais, através de combinações genéticas, em caso de contaminações simultâneas.
Esses tipos de vírus híbridos podem provocar o aparecimento de um novo vírus da gripe, tão virulento como o da gripe aviária e tão transmissível como a gripe humana.
Esse tipo de vírus que o sistema imunológico humano desconhece poderia ter as características necessárias para desencadear uma pandemia de gripe.

P. Existe vacina contra esta doença?
R. Só para os porcos, não para o ser humano. Segundo as autoridades mexicanas, que citam a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina existente para humanos é para uma cepa anterior ao vírus, com o qual não é tão eficaz. Mas "a produção de vacina pode tornar-se possível na medida em que o vírus tenha sido identificado".
O Tamiflu, o medicamento que contém o seltamivir, utilizado contra a gripe aviária, é eficaz, diz a OMS.
A vacina contra a gripe estacionária humana não protege contra a gripe suína.

P. Por que razão está a OMS em estado de alerta?
R. "Porque há casos humanos associados a um vírus de gripe animal, mas também pela extensão geográfica dos diferentes focos, assim como pela idade não habitual dos grupos afectados", explicou a OMS em comunicado.
Segundo um comunicado emitido pela Direcção Geral de Saúde, não há qualquer caso conhecido em Portugal.

Os hospitais da Universidade de Coimbra, Curry Cabral, D. Estefânia e São João foram mobilizados para controlar a gripe suína. Estes hospitais estão preparados para receber os cerca de 200 portugueses que amanhã regressam de férias do México. 

À chegada, estes passageiros vão receber panfletos informativos sobre os cuidados a ter no caso de, nos dez dias seguintes, terem sintomas de gripe com febres altas.

Em caso de dúvida pode ligar para a linha de Saúde 24: 808 24 24 24

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35 ANOS DE ABRIL - ENRIQUECIMENTO ILÍCITO II

• 23-04-2009 •
Crónica de Opinião
por Demétrio Alves
(Engenheiro)
 

Enriquecimento Ilícito


Há cerca de dez anos, quando renunciei ao cargo de presidente da câmara de Loures, num acto pessoal e voluntário de protesto contra a forma como se procedeu à secessão de Odivelas, vários boatos, alguns de natureza difamatória, foram postos a circular.


Segundo um deles, cuja autoria radicou na organização socialista, eu teria ido para Moçambique gozar a enorme fortuna que acumulara através de actos obscuros e, muito provavelmente, corruptos.


Só muito tempo depois, estando a exercer a minha profissão em Lisboa, me apercebi da existência e da dimensão da mentira caluniosa.


Imaginemos, porém, que, de facto, eu tinha acumulado, durante os meus anos de mandato autárquico, uma considerável fortuna em dinheiro e outros bens de diversa natureza.


Seria, nesse caso, inteiramente razoável que, perante a evidência desse enriquecimento pessoal, eu tivesse sido interpelado por uma entidade judicial a fim de explicar como tinha acumulado tão notório pecúlio, principalmente se os diversos bens de fortuna não constassem da lista que depositei no Tribunal de Contas quando saí de funções políticas.


Dado que a remuneração de presidente de Câmara Municipal mal dava, naqueles tempos, para as diversas despesas familiares, e não era possível ter acumulação com outra actividade profissional remunerada, teria, então, diversas vias alternativas para explicar como tinha, então, enriquecido: ou havia herança ou doação amiga e isso poderia ser facilmente comprovado, ou tinha tido lucros de alguma actividade empresarial, ou mesmo mais-valias de actividades especulativas financeiras ou imobiliárias (que são legalmente possíveis, embora criticáveis), ou, ainda, poderia ter-me saído a lotaria (agora seria o euromilhões).


Caso não conseguisse explicar com fundamento em prova documental que o meu hipotético enriquecimento provinha de uma daquelas vias, estaria metido numa camisa-de-onze-varas, salvo se conseguisse convencer as autoridades que tinha sido beneficiado por um milagre.


Considero inteiramente legítimo e razoável que um responsável político ou, até, um dirigente de empresas ou bancos, se sujeite a este tipo de escrutínio, o que, num sistema democrático e transparente, não pode ser considerado como atentatório das liberdades.


Custa-me muito a entender as complexas desculpas e as retorcidas explicações baseadas no conceito de “inversão do ónus da prova” daqueles que se opõem à criminalização do designado enriquecimento ilícito. Estaremos, porventura, perante casos com crimes de morte, exigindo-se abusivamente que uma pessoa, acusada por tê-los cometido, tenha o ónus de provar que não os cometeu?


As Leis e o Direito não são politicamente neutros, nem social e ideologicamente inodoros.


 É por isso que se poderá afirmar que aqueles que pretendem afastar a possibilidade de dotar o edifício jurídico com a possibilidade de penalizar o enriquecimento ilícito, só podem estar, de facto, a zelar por interesses materiais próprios e, porventura, ilegais. Haverá outra explicação mais plausível?


É mau que o façam, sobretudo utilizando desculpas dilatórias, porque estão a contribuir para a expansão das práticas corruptas e para o branqueamento de dinheiros de origem duvidosa.


Durante o período que exerci funções em Setúbal, no Projecto Polis, fui alvo, três vezes distintas, de tentativas de corrupção feitas por empresários conhecidos que queriam que eu os favorecesse, torcendo o correcto caminhar processual. Um deles, na Estalagem do Sado, ofereceu-me 300 000 euros (que poderia partilhar com o meu partido, segundo me sugeriu), para que a empreitada da Luísa Todi caísse para o consórcio de que a sua empresa integrava.


Mesmo que, por hipótese, eu tenha imagens e sons gravados dessas tentativas de corrupção, nada me seria permitido fazer com elas, porque isso não é possível no quadro português.


E se eu tivesse aceitado o dinheiro, muito dificilmente se poderia provar que ele tinha origem criminosa, até porque os corruptores não poderiam fazer outra coisa do que se manterem calados.


É este o estado das coisas vigente em Portugal, que a actual maioria parlamentar e, em particular o governo, não quer alterar.


O povo português não é estúpido e já percebeu que, por trás das labirínticas explicações teóricas dos juristas ao serviço do poder executivo e legislativo, estão, de facto, interesses materiais objectivos de alguns responsáveis políticos e dirigentes empresariais e financeiros.


Ora, a única forma que parece possível e credível para tentar alterar o terrível estado destas coisas, é retirar o poder absoluto ao Partido Socialista no ciclo eleitoral que se aproxima, porque, entre muitas outras razões, a sua actuação política tem sido demolidora para o estado democrático e de direito.


Demétrio Alves - 23-04-2009 12:4
in 
http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=10744 

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35 ANOS DE ABRIL - PRENDER PARA CUMPRIR NÚMEROS

Polícias têm de prender para cumprir números

Há esquadras onde são afixadas tabelas. Direcção Nacional diz que intenção é diminuir crime

00h21m

NUNO SILVA

Várias esquadras do país estão a impor "números-base" de detenções a fazer até ao fim do ano. Os polícias queixam-se de que assim só trabalham para as estatísticas. A Direcção da PSP prefere falar em prevenção da criminalidade.

"Maior actividade operacional. Objectivo: 250 detenções". As instruções são claras e constam num um papel afixado na 2ª Esquadra de Investigação Criminal da PSP do Porto (Rua da Boavista). O documento, datado de Fevereiro, estabelece as metas a cumprir nos restantes dez meses do ano.

De acordo com elementos policiais contactados pelo JN, aquele é um dos muitos exemplos de uma realidade com cada vez mais expressão em diversos pontos do país. E que está a ser levada bem a sério pelos profissionais da PSP, devido ao facto de terem interiorizado que o número de detenções também contribui para as respectivas avaliações e consequente progressão de carreira.

O princípio está a gerar contestação no meio policial. Há quem alerte que, num contexto destes, "a quantidade sobrepõe-se à qualidade". "Assim, corre-se o risco de haver uma polícia mais repressiva do que preventiva. De se valorizar mais o trabalho estatístico do que o que deve ser feito em prol da sociedade", sublinhou um agente, que pediu o anonimato.

No caso da referida esquadra do Porto, as "missões" são distribuídas por brigadas. Dois exemplos: a do Património (investiga sobretudo furtos e roubos) e a da Droga estão incumbidas de fazer, cada uma, quatro detenções por mês, ou seja, 40 no total, entre Março e o fim do ano.

O quadro "exige", também, um total de 14 detenções/mês (140 no total) às designadas brigadas de prevenção criminal, que estão direccionadas para situações de flagrante delito, e três detenções mensais às unidades que investigam crimes contra pessoas e financeiros. Além disso, e segundo o que está expresso no documento a que o JN teve acesso, são também determinadas equipas diárias e mensais de actividade operacional.

Na esquadra de S. João da Talha (Comando de Lisboa, Divisão de Loures), a quantificação do trabalho policial também está a servir de orientação. Foram afixados gráficos e tabelas a dar conta das detenções consumadas ao longo de 2008 (103) e das que já foram realizadas nos primeiros meses deste ano. São identificados, inclusive, os crimes em causa, entre os quais se contam falta de carta, excesso de álcool, furtos, roubos, ofensas à autoridade, posse de arma ilegal e de estupefacientes.

"Os gráficos deviam ser meros indicadores para as hierarquias, não para gerar concorrência entre profissionais, esquadras, divisões e até comandos", avisa fonte policial.

"Os fenómenos criminais têm de ser combatidos com estratégia e não com estatísticas. Por exemplo, ao nível do tráfico de droga, é mais importante deter um cabecilha do que dez pequenos traficantes. Os assaltos têm aumentado, mas o que acontece é termos polícias que deviam estar dedicados a essas áreas a deter por falta de carta....", realçou outro agente.

Contactada pelo JN, a Direcção Nacional (DN) da PSP admite que há "objectivos", mas no bom sentido . "No limite, o objectivo estratégico da PSP é diminuir a criminalidade na sua área de jurisdição, logo é expectável que os responsáveis policiais encontrem mecanismos localmente para prevenir o aumento da criminalidade", argumentou o comissário Paulo Flor, porta-voz da PSP.

Nesse sentido, a divulgação de números nas esquadras é entendida como "reflexo da transparência que a actividade policial tem ao nível de comunicação interna". O mesmo responsável desmente, por outro lado, que as detenções sejam critérios de avaliação, uma vez que nem todos os profissionais da PSP têm tarefas que proporcionem aquele tipo de actividade operacional.

in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1213174

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35 ANOS DE ABRIL - É DE GENTE ASSIM QUE PORTUGAL PRECISA!


Comunicado do IDP

Hoje, 26 de Abril é canonizado em Roma aquele a quem os portugueses já chamavam Santo Condestável. O seu túmulo, no Convento do Carmo, rezava assim: "Aqui jaz o famoso Nuno, o Condestável, fundador da Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo."

Ontem, 25 de Abril, comemorou-se o dia da Liberdade. Há 35 anos, um homem comandou uma coluna de blindados vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios no Terreiro do Paço, e forçou a rendição do regime no Quartel do Carmo. Esse homem, Fernando Salgueiro Maia, cumprida a sua missão, recusou ao longo dos anos ser conselheiro, embaixador, governador civil e demais honras.

Nuno Álvares Pereira e Fernando Salgueiro Maia colocaram o serviço à Pátria à frente dos interesses de grupos e colocaram os grandes princípios da humanidade, religiosos e laicos, à frente do seu interesse pessoal.

É de gente assim que Portugal precisa na crise económica que todos os dias vemos crescer, e que ameaça transformar-se em crise social caso não forem tomadas as medidas correctas, e em crise política se o ciclo eleitoral para onde caminhamos for inconclusivo e pautado pelo abstencionismo.


26 de Abril de 2009

A Direcção do Instituto da Democracia Portuguesa

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NUNO DE SANTA MARIA (SANTO)


26 DE ABRIL DE 2009
PRAÇA DE SÃO PEDRO, ROMA
CANONIZAÇÃO


APONTAMENTOS BIOGRÁFICOS

Para entender melhor essa mensagem perene que a figura de São Nuno de Santa Maria nos oferece, a que fazíamos referência mais acima, convém destacar, de modo muito sumário, alguns aspectos essenciais da sua biografia que, sem dúvida, ajudarão a traçar melhor o perfil espiritual do Santo Condestável.

Nasceu no dia 24 de Junho de 1360, em Cernache do Bom Jardim, filho ilegítimo de D. Álvaro Gonçalves Pereira, que foi Prior do Priorato do Crato, dos célebres Cavaleiros de São João de Jerusalém e de Ilia, por quem Nuno conservaria sempre um terno afecto. A sua infância e a sua adolescência decorreram neste ambiente entre cavalheiresco e profundamente religioso que havia nestes grupos nos reinos do baixo medievo da Europa. Imbuído do ideal de Galaad, um dos cavaleiros da mesa redonda que acompanhavam o mítico Rei Artur, quis permanecer celibatário, mas, para não contrariar o seu pai, veio a casar-se com D.ª Leonor de Alvim, com quem teria três filhos e com quem teve uma vida matrimonial feliz. O casamento teve lugar a 15 de Agosto, festa da Assunção de Maria, de 1376.

Dois dos seus filhos morreram crianças e apenas a terceira, D.ª Beatriz, chegaria à idade adulta, casando-se com D. Afonso, o filho do rei D. João I, a quem Nuno, seu aio, tinha servido sempre com valentia e fidelidade.

O jovem Nuno sobressaiu rapidamente na corte, para a qual foi destinado para o serviço pessoal do rei Fernando desde a adolescência, quando tinha apenas treze anos. A sua nobreza de ânimo, a sua valentia, a lealdade para com o rei e o ideal de pureza que parecia ter-se traçado desde criança, a imitação do casto herói Galaad, chamaram à atenção quer da família real quer dos outros cortesãos.

A morte do rei D. Fernando de Portugal originou um problema dinástico, algo muito frequente nos reinos da Península Ibérica, nos tempos da Reconquista. Alguns cavaleiros portugueses (alguns irmãos de Nuno, inclusivamente) defendiam o direito ao trono de Beatriz, filha do rei Fernando, casada com o rei de Castela, o que provavelmente teria suposto a incorporação da coroa portuguesa no reino de Castela, que se ia configurando – juntamente com o de Aragão – como o reino mais forte da Península Ibérica. Mas outros muitos cavaleiros lusitanos, entre eles Nuno, defendiam o direito ao trono de João, irmão do rei Fernando. Havia também interesses internacionais e não faltaram cavaleiros franceses e ingleses que ajudavam um ou outro lado. Não demorou muito a rebentar uma guerra entre os dois reinos, provocada pelo problema da sucessão dinástica. A guerra em si durou vários anos, com períodos de relativa calma. Em Abril de 1384, as tropas portuguesas (ao serviço de D. João) vencem a fac-ção rival, na batalha de Atoleiros (o que originou, pouco mais tarde, a subida ao trono de João I, que nomearia Nuno como seu Condestável). Um ano mais tarde, no dia 14 de Agosto de 1385 (em vésperas da festa da Assunção de Nossa Senhora), as tropas comandadas por Nuno Álvares Pereira derrotaram os seguidores do rei de Castela, na memorável batalha de Aljubarrota, e, pouco depois, em Valverde (já dentro do reino de Castela), o que fez com que Nuno ganhasse uma grande fama como herói nacional. Ainda que a guerra se tenha prolongado por algum tempo, e inclusivamente tivessem havido escaramuças anos mais tarde, a vitória já estava do lado português. A paz definitiva seria assinada em 1411. Pode ser significativo da fama que Nuno ganhou como herói nacional e como Condestável o facto de que Luís de Camões, o grande poeta português, incluísse uma elogiosa referência ao nosso homem, no canto IV do seu célebre poema épico Os Lusíadas, obra cimeira da literatura portuguesa do Renascimento. Também na vizinha Espanha vários autores dos séculos XVI e XVII (Calderón de la Barca ou Tirso de Molina, entre outros) louvaram a nobreza e a heroicidade do já mítico Condestável.

Mas, pouco mais tarde, a desgraça abateu-se sobre o Condestável. Em 1387, morre a sua esposa, D.ª Leonor de Alvim, que residia no Porto com a filha dos dois. Depois, o ainda jovem Nuno negou-se a contrair novo casamento. A vida de piedade e penitência (que sempre tinha tido) acentua-se sobremaneira e o Condestável, herói de tantas batalhas, famoso guerreiro ao serviço do rei, vai, a pouco e pouco, adquirindo a reputação de homem piedoso e santo.

Há que situar, nestes anos, a sua intervenção decisiva para a construção (entre outros templos e conventos) do convento e da igreja dos carmelitas, em Lisboa, cumprindo assim uma promessa votiva feita a Nossa Senhora. Consta que teve contacto com a Ordem através de um antigo companheiro de armas que se tinha feito carmelita no convento de Moura, D. João Gonçalves, e do Frei Afonso de Alfama, Vigário da Ordem em Portugal, com quem parece que tinha grande confiança e amizade. Foi escolhido, para localização do dito convento, um dos lugares mais altos de Lisboa. As obras duraram mais de oito anos. Os carmelitas, vindos do convento de Moura, instalaram-se no celebérrimo “Carmo” de Lisboa no dia 15 de Agosto (mais uma vez) de 1397, onde permaneceram até 1755, data em que o templo foi praticamente destruído pelo terramoto de Lisboa.

Em 1415, Nuno viria ainda a ter tempo de participar numa nova campanha portuguesa, desta vez para além do estreito de Gibraltar, em Ceuta, comandando e contribuindo com a sua experiência militar na expedição portuguesa que se dirigia para o referido lugar do Norte de África. Nuno, com 55 anos, sentia-se já cansado. Pouco depois aconteceu a morte da sua filha, o que provavelmente acelerou a sua decisão de se afastar do mundo e de ter uma vida totalmente entregue à penitência, à piedade e à oração.

Deste modo, em Agosto de 1423, o Condestável, figura admirada e de grande prestígio, decide, diante do espanto geral, ingressar no Convento do Carmo, que ele mesmo tinha fundado, e levar uma vida de total penitência e austeridade, como irmão donato. No dia 15 de Agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora e data à que parece que a vida de Nuno estava intimamente ligada, vestiu o hábito Carmelita, tomando o nome de Frei Nuno de Santa Maria. Apesar das pressões de toda a ordem, recusou privilégios ou mitigações da austeridade conventual. Por intervenção de D. Duarte (filho de João I, o rei a quem Nuno fielmente tinha servido durante anos), convenceu-se, ao menos, que não fosse para um convento longínquo, como era seu desejo, para evitar visitas e homenagens que iam contra a sua vontade de total penitência e humildade. Também conseguiu o príncipe que Nuno renunciasse ao seu desejo de mendigar para o convento pelas ruas de Lisboa, como faziam os irmãos donatos.

Prova da sinceridade e da firmeza da sua vontade foi o facto de que sempre recusou ser chamado doutra maneira que não “Frei Nuno de Santa Maria”, recusando qualquer tipo de título de nobreza. Mais ainda, quando o príncipe D. Duarte quis que conservasse o título de Condestável, Nuno respondeu com humildade, mas com firmeza: o Condestável morreu e está enterrado num santuário…

Depois de oito anos de vida de penitência e de grande austeridade, Frei Nuno de Santa Maria morreu em Lisboa, no dia 1 de Abril de 1431. O seu funeral constituiu uma enorme manifestação de dor, quer por parte da nobreza e da família real (que tinham uma grande dívida de gratidão para com aquele nobre cavaleiro vencedor no campo da batalha), quer por parte dos carmelitas e de tantos devotos, que viram nele um modelo de penitência, de humildade e de desprezo das galas e honras deste mundo.

in http://www.nunodesantamaria.org/index.php/biografia.html

ver +++ em www.nunodesantamaria.org

e em http://pt.wikipedia.org/wiki/Nuno_Álvares_Pereira

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35 ANOS DE ABRIL - E DEPOIS DO ADEUS

PARA NÃO HAVER SOBREPOSIÇÃO DE SONS, O ESTIMADO LEITOR DEVE DESLIGAR O SOM DO PLAYER RPRA - Rádio "Pelo Rio Abaixo!...". 




Senha 1 da Revolução dos Cravos, 25 de Abril de 1974

E Depois do Adeus
Paulo de Carvalho
Letra -- José Niza, Música -- José Calvário

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.


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35 ANOS DE ABRIL - CORRUPÇÃO

TERÇA-FEIRA, JULHO 29, 2008

Que vaca será?!

As vacas Situação & Corrupção interrogando-se sobre a alfinetada do Chão da Lagoa...

Corrupção: __ Será que ele quando falou em «vaca» se referia a ti?
Situação: __ A mim claro que não. Deve ser a uma nova de que falam muito agora por causa do possível abortar da Operação Furacão...
Corrupção: __ Deve ser a Vaca Prescrição!...

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35 ANOS DE ABRIL - LEI DA CONVENIÊNCIA

Se nos saudosos velhos tempos imperava a "Lei da Palavra e da Honra", em que a Palavra, por si só, bastava, em que o sentido da Honra acompanhava os Homens com “H grande” durante toda a sua vida, hoje impera a “Lei da Conveniência”, em que os homens, com “h” minúsculo, dizem “sim” ou “não” conforme o interesse de momento!...

Lamego, 25 de Abril
Manoel de Souza

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35 ANOS DE ABRIL - ENRIQUECIMENTO ILÍCITO

Discussão sobre enriquecimento ilícito é conversa «de casino»

Há «falta de vontade política» para tratar a questão, diz procuradora-geral adjunta

Por: /MM  |  24-04-2009  09: 05

Maria José Morgado (Foto TVI)

Maria José Morgado diz que a discussão actual sobre o enriquecimento ilícito é mais «uma espécie de discussão de casino ou de café, que não tem sentido nenhum». «É mais, se calhar, um sintoma da doença do que a criação do remédio», disse a procuradora-geral adjunta, em entrevista à RTP-N.

No dia em que o PS chumbou as propostas do PSD e do CDS-PP para criminalizar o enriquecimento ilícito, Maria José Morgado considerou que «há falta de vontade política» para tratar a questão. A procuradora-geral adjunta defende que o assunto deve ser entregue aos académicos.

«O que é costume nos países civilizados é entregar o projecto à Universidade, a um grupo de professores de direito penal, que, de acordo com determinados objectivos de politica criminal, estudariam a questão e apresentariam um projecto feito e sintonizado com os princípios do Direito Penal», disse Maria José Morgado.

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35 ANOS DE ABRIL


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35 ANOS DE ABRIL - PORTUGAL DÁ QUE PENSAR!...

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35 ANOS DE ABRIL - REGIONALIZAÇÃO

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "25 DE ABRIL - COMEMORAÇÕES OFICIAIS": 

Das intervenções públicas da líder da oposição o país apenas tem tomado conhecimento do que Manuela Ferreira Leite julga não ser prioritário. 
Não é prioritária a modernização do país, não é prioritário o aumento do salário mínimo, não é prioritário o combate às discriminações sociais, nem sequer a democracia – que, nas suas palavras, podia ser suspensa por 6 meses – é uma prioridade para a presidente do PSD. 
O mais extraordinário no meio de tudo isto é que a definição de não prioridades pelo PSD parece não resultar de circunstâncias conjunturais mas sim de reflexões profundas e maturadas. O último “Fórum Portugal de Verdade”, realizado em Viseu, deixou claro que o PSD já organiza fóruns para discutir as suas não prioridades. Num encontro que tinha como tema “Desigualdades no País”, Manuela Ferreira Leite conseguiu, mais uma vez, encontrar um tema que não merece estatuto prioritário na sua agenda política: a regionalização.  
No entendimento dos Jovens Socialistas Transmontanos a postura da líder do PSD, além de caricata, é preocupante. No caso concreto da regionalização, prioridade política da Confederação de Trás-os-Montes e Alto Douro da JS – e também assumida como tal pela JS e pelo PS – as declarações de Manuela Ferreira Leite não podem deixar de merecer a mais veemente crítica.  
Para a Juventude Socialista Transmontana não pode deixar de ser prioritário combater as assimetrias existentes no país, tal como não pode deixar de ser prioritária a descentralização do poder para garantir uma maior proximidade entre eleitores e eleitos. Não pode deixar de ser prioritário o cumprimento da Constituição nem pode deixar de ser prioritário lutar por um País mais justo com oportunidades iguais para todos independentemente de nascerem e viverem no interior ou no litoral. Assim, não pode nunca deixar de ser prioritária a regionalização.  
Para assinalar o 25 de Abril, e para lembrar que a nossa Constituição, nascida no espírito de Abril, contempla a criação de regiões administrativas em Portugal, a Confederação de Trás-os-Montes e Alto Douro vai realizar acções de rua em diversos concelhos dos distritos de Vila Real e Bragança num esforço de consciencialização e informação sobre a regionalização.  

Publicada por Anónimo em VILLA REGULA a 24/4/09 19:52

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35 ANOS DE ABRIL - PONTE PARA A VERGONHA

Ponte para a vergonha
2009-04-17

O Estado português não tratou de garantir a segurança de uma ponte situada num pedaço de terra que metade do país não sabia localizar no mapa; essa mesma ponte caiu, arrastando para o fundo do Douro 59 homens, mulheres e crianças; Jorge Coelho, o ministro que tutelava as Obras Públicas na ocasião, demitiu-se; as famílias enlutadas interpuseram um processo judicial contra uma das partes do problema (no caso, quatro engenheiros da ex-Junta Autónoma de Estradas e dois de uma empresa projectista), convictas de que o sentimento de justiça seria a única forma de se verem reconfortadas pelas perdas.

Mas ninguém foi responsabilizado criminalmente pelo maior acidente rodoviário, em número de mortos, alguma vez ocorrido em Portugal. E a culpa transformou-se, de novo, numa entidade esotérica, sem rosto nem expressão, que se esfarela no despacho de um colectivo de juízes.

Não satisfeito, o sistema judicial português decidiu que a ferida não estava suficientemente em carne viva e mandou a conta do processo para as famílias: 57 mil euros a dividir por 100, de acordo com o Tribunal de Castelo de Paiva.

Lidar com a absolvição e a culpa quando somos atirados ao chão por uma tragédia que nos muda radicalmente a vida, ainda por cima uma tragédia imputada a terceiros que podia ter sido evitada, não é para todos os estômagos. Mas lidar com isto e ainda por cima ser presenteado com uma notificação do tribunal para pagar as custas judiciais do processo é esticar ao limite o conceito do absurdo.

Porém, como ontem bem observava o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, "a lei não é negociável". Portanto, qualquer cidadão que se sirva da justiça tem de pagar por isso. Dura lex, sed lex.

Mas decisões como estas não podem - não devem - ser tomadas apenas tendo como premissa o estrito cumprimento das normas, do "proceda-se em conformidade".

Sobretudo porque o que arrisca ficar para a posteridade é a ideia perversa de que os únicos culpados da tragédia de Entre-os-Rios são as vítimas: as que tiveram o infortúnio de ir a atravessar a ponte naquele dia e àquela hora e as que ficaram nas margens a chorá-las. A não ser que o espírito da decência baixe sobre a cabeça de quem pode anular uma aberração que projecta para o país a imagem de uma justiça que, de querer ser tão ciosa dos seus códigos e preâmbulos, se ridiculariza, evidenciando alguns dos tiques que lhe são apontados há anos: sobranceria, prepotência e até alguma alienação.

É certo que a função da justiça não é ser pedagógica. Mas sim avaliar as provas e decidir com base nos factos. Agora, não custa nada à justiça que é aplicada pelos homens mostrar, ainda que de vez em quando, que é mesmo humana.

In Opinião de jn.sapo.pt - PRETO NO BRANCO / Pedro Ivo Carvalho

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O MUSEU DO DOURO

Um Douro de classe

Há muito que o Museu do Douro era um sonho dos durienses. Correspondendo a este anseio, o Grupo Parlamentar do PCP apresentou em 1996 um Projecto-Lei que, sendo fundido com um outro apresentado mais tarde pelo PS se transformaram na Lei que veio criar o Museu do Douro, aprovada por unanimidade no Parlamento.

A demora (10 anos) na concretização de uma decisão da Assembleia da República criou alguma expectativa em relação ao resultado final do Museu (falamos do núcleo principal, dado que se trata de um Museu poli-nucleado). Para meu grande espanto, o que visitei, na antiga “Casa da Companhia (espaço recuperado com algum interesse) não foi propriamente o Museu do Douro que eu esperava mas antes uma exposição sobre o Barão de Forrester. Senti-me defraudado!

Depois, em anexo, no Armazém 43, Rua da Ferreirinha, edifício Solar do Vinhos do Porto, visitei ainda a exposição “Memória da Terra e do Vinho”, esta sim uma exposição sobre o Douro, ainda que insuficiente na sua globalidade.

A exposição “Memória da Terra e do Vinho” poderá vir a ser a base de uma futura e verdadeira exposição permanente do «núcleo principal» da rede do Museu do Douro, isto é, da antiga “Casa da Companhia”. Ora, há que negociar (o Governo em conjunto com o Museu, como estabelece a Lei) materiais e colecções existentes noutras instituições, designadamente: com a Real Companhia Velha; com a Casa do Douro; com o Instituto do Vinho do Porto; com muitas outras entidades e quintas; proceder à classificação e incorporação no Museu do Arquivo da Companhia Geral de Agricultura do Alto Douro (nos termos e para os efeitos da Lei n.º 13/85, de 6 de Julho), de forma a obter o verdadeiro espólio que dignificará o futuro Museu do Douro.

O meu conceito de Museu do Douro é outro bem diferente daquele que constatei.

A escolha de Barão Forrester, como tema de exposição temporária, desde logo para abertura do Museu, que aí ficará até Outubro, em detrimento de muitas outras alternativas possíveis, deixa uma marca de classe bem distinta e é reveladora do actual poder político e da sua ideologia.

De tantas alternativas possíveis para uma primeira exposição temática (exemplos: Os Durienses – Construtores de Património Mundial; As lutas sociais no Douro; O Douro a Vinha e o Vinho; Marquês de Pombal, a sua obra e o seu tempo; Dª Antónia Ferreira; Camilo Castelo Branco; João Araújo Correia; Miguel Torga; Alves Redol; etc., etc.). Os actuais responsáveis não tiveram dúvidas: fizeram uma efectiva opção de classe, porque assim assumem em pleno as políticas que o bloco central de interesses tem vindo a desenvolver no Douro. Isto é, favorecer em todas as vertentes as Casas Exportadoras, em detrimento dos milhares de pequenos e médios vitivinicultores (35 mil). Estes, efectivamente, os verdadeiros construtores do Douro. Mais uma vez prestaram “vassalagem” aos ingleses.

Como dizia um autor conhecido “«Porto Wine» é o vinho dos Ingleses. Chamam-lhe sol engarrafado, mas só os Durirenses sabem o preço das tragédias e heroísmos que viveram para criar esse sol – fazer um astro com as mãos é tarefa de gigantes…”.

Desta minha crítica não se pode concluir, em nenhum momento, que não valorizo a importância e o papel do Barão Forrester na história do Douro, antes pelo contrário. Reconheço sem qualquer hesitação o seu papel e a sua importância e, até, considero que a exposição em referência tem os seus méritos e reveste-se de qualidade.

Contudo o problema é outro e tem a ver com o papel dos actores principais em qualquer processo histórico, com a dimensão da epopeia do Douro.

O conceito de Museu do Douro vertido na Lei n.º 125/97, de 2 de Dezembro, Artigo 6.º, n.º 1, alínea a), define desde logo como principal atribuição “Reunir, identificar, documentar, investigar, preservar, conservar e exibir ao público todas as fontes históricas e antropológicas, espirituais e materiais de todo o património cultural e natural da Região do Douro, em particular o ligado à produção, promoção e comercialização dos vinhos da Região do Douro, em especial do vinho generoso (vinho do Porto)”.

Aos Durienses, Portugal deve-lhe um voto de gratidão e um monumento, que bem pode vir a ser o Museu do Douro, à epopeia, soberana entre as demais que o homem empreendeu, pelo que construíram na terra conquistada à fraga das montanhas.

Esperamos, sinceramente, que as entidades responsáveis pelo Museu do Douro (Fundação e Museu) venham, num futuro próximo, respeitar integralmente a Lei e os objectivos que estiveram na base da criação do Museu do Douro.

14/03/2009
José Brinquete
Sócio fundador da Associação dos Amigos do Museu do Douro

in Opinião dos Leitores de http://www.semanariotransmontano.com/noticia.asp?idEdicao=186&id=8026&idSeccao=2634&Action=noticia

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COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL - RÉGUA

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Socialista deixou um novo comentário na sua mensagem "DR JORGE ALMEIDA, CANDIDATO DO PS RÉGUA ÀS AUTÁRQU...":

A Régua por natureza é SOCIALISTA!

Os Socialistas da Régua, no dia 25 de Abril, vão Comemorar às 13horas os 35 anos de Liberdade 1974-2009 com o almoço da LIBERDADE no Restaurante TORRÃO.

Se és Socialista ou Democrata participa no almoço/convívio.

A Democracia é muito linda, quando exercida em liberdade com responsabilidade.

Viva o PS da Régua.

Publicada por Socialista em VILLA REGULA a 22/4/09 10:45

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25 DE ABRIL NA RÉGUA

1- Socialista deixou um novo comentário na sua mensagem "DR JORGE ALMEIDA, CANDIDATO DO PS RÉGUA ÀS AUTÁRQU...":

A Régua por natureza é SOCIALISTA!

Os Socialistas da Régua, no dia 25 de Abril, vão Comemorar os 35 anos de Liberdade 1974-2009 com o almoço da LIBERDADE no Restaurante TORRÃO à 13horas.

Se és Socialista ou Democrata participa no almoço/convívio.

A Democracia é muito linda, quando exercida em liberdade com responsabilidade.

Viva o PS da Régua.

Publicada por Socialista em VILLA REGULA a 22/4/09 10:45

 

2- Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "DR JORGE ALMEIDA, CANDIDATO DO PS RÉGUA ÀS AUTÁRQU...":

Aí está o regresso às patuscadas no Torrão!!!

Publicada por Anónimo em VILLA REGULA a 22/4/09 15:02

 

3- Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "DR JORGE ALMEIDA, CANDIDATO DO PS RÉGUA ÀS AUTÁRQU...":

GRANDE PARVO

Quem classifica um almoço comemorativo do dia da Liberdade com patuscadas deve estar muito doente. Por favor trate-se para aprender a respeitar o dia que lhe deu o direito de dizer parvoíces e que um punhado de Reguenses continua a manter vivo ao longo destes 35 anos.

VIVA O 25 DE ABRIL.

VIVA A LIBERDADE.

Publicada por Anónimo em VILLA REGULA a 22/4/09 21:48

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VAMOS AJUDAR AS CRIANÇAS DESFAVORECIDAS

SEGUNDA-FEIRA, 6 DE ABRIL DE 2009




Foi criada uma Causa no Facebook, para ajudar as crianças desfavorecidas, Vamos ajudar, vamos a uma só voz dar a mão Às crianças desfavorecidas e distribuir sorrisos e vermos um sorriso em seus rostos:




"Vamos distribuir Smiles? Olá a todos, Venho desta forma apresentar o Projecto que nasceu de uma ideia minha no Natal do ano passado e que felizmente deu os seus frutos. Foi organizada uma festa numa discoteca da capital, com o intuito de angariar fundos para ajudar crianças de associações carenciadas, uma em específico (www.meninosdeoiro.org ) mas com a intenção de se expandir a outras que possam conhecer. Para este projecto apenas são necessários alguns pequenos contributos, tais como, auxiliar com aquilo que até já deve estar em casa a ocupar espaço, na arrecadação com mofo, na garagem a apanhar pó, ou seja, roupas (para várias faixas etárias) e brinquedos. Em termos monetários agradeço que contactem a associação, para que possam vir a usufruir posteriormente em termos fiscais do vosso contributo. Em breve espero organizar novos eventos e para isso agradeço a vossa colaboração, desde locais para os mesmos, assim como divulgarem esta iniciativa. Vamos distribuir Smiles? Um bem haja para todos!!!Mónica Marques" 







IN http://aumasovoz.blogspot.com/2009/04/foi-criada-uma-causa-no-facebook-para.html

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