HÁ QUE RESPONSABILIZAR OS PAIS DESTE PAÍS


Petição quer exigir aos pais responsabilidade na educação escolar dos filhos com punição legal 
30.03.2009 - 17h36 Lusa

A petição a exigir alterações legislativas que responsabilizem "efectivamente" os pais nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar já reuniu mais de 5500 assinaturas, pelo que o tema já pode ser discutido na Assembleia da República.

Às 17h00 de hoje, o documento, disponível em www.peticao.com.pt/responsabilizacao, já estava assinado por 5572 pessoas, sendo que são necessárias 4000 assinaturas para levar o assunto a discussão no plenário do Parlamento. 

"A responsabilização dos pais e encarregados de educação pelo comportamento escolar dos seus educandos, pelas suas ausências à escola e consequente insucesso exige mudanças legislativas que efectivamente transformem a escolaridade obrigatória numa obrigação familiar com penalizações reais aos incumpridores", lê-se no texto da petição. 

O primeiro signatário defende que a legislação "tem que criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados de responsabilização dos pais" naqueles três casos. "Com toda a sinceridade, não esperava reunir tantas assinaturas em tão pouco tempo. Embora acredite no que está no texto, não tinha a ideia de que tantas pessoas tivessem uma visão semelhante", disse Luís Braga, sublinhando não se tratar de um documento "contra os pais", mas sim um alerta para que os encarregados de educação estejam "mais presentes". 

"Os mecanismos criados devem traduzir-se em medidas sancionatórias às famílias negligentes, como multas, retirada de prestações sociais e, no limite, efeitos sobre o exercício das responsabilidades parentais, como é próprio de uma situação que afecta direitos fundamentais de pessoas dependentes", salienta a moção, do professor de História e presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque, em Viana do Castelo. 

"Actualmente, a única coisa que um professor pode fazer se um aluno faltar sucessivamente é um teste de recuperação para avaliar as dificuldades da criança e isto não é nada", acrescentou Luís Braga, aquando do lançamento do documento, disponibilizado na Internet na terça-feira passada.

Além das assinaturas, os signatários têm deixado ainda diversos comentários como "cabe aos pais educar e a escola instruir, portanto serão os pais os primeiros responsáveis pela indisciplina escolar". 

"Enquanto não responsabilizarem fortemente as famílias por estes graves problemas, os professores andam a esforçar-se em vão, pois os meninos têm toda a cobertura dos pais para se 'baldarem' e ainda 'gozarem' com a escola e os professores", escreveu uma das signatárias.

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EVENTO CONTRA A PEDOFILIA



Criei uma Causa no Facebook, criem uma conta no Facebook, adicionem-me na vossa lista de amigos, assinem a causa:


Uma amiga deu hoje a ideia de organizarmos um evento "Contra e Pedofilia", angariarmos fundos a entregar para combater o flagelo da Pedofilia, vamos precisar de toda a vossa colaboração e ideias, e seguirmos em frente.

abraços e beijinhos

A friend has just given an idea, organize an event "Against Pedophilia," and raise funds to be delivered to combat the scourge of pedophilia, we need all your collaboration and ideas, and move on.

Hugs

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CASA DO DOURO

Como parte desta nova organização institucional, o papel da Casa do Douro foi redefinido de modo a reforçar a sua natureza como uma associação, enfatizar o seu papel como um representante dos agricultores e dar ênfase para o apoio que dá à produção. Assim, a Casa do Douro continua a ser uma associação pública à qual todos os agricultores devem pertencer e cujas relações contratuais com terceiros estão sujeitas ao direito comercial e civil.

A nova estrutura orgânica da Casa do Douro é direccionada a assegurar o reforço da rede associativa da Região Demarcada do Douro e garantir que a composição do Conselho Regional seja verdadeiramente representativa da realidade sócio-profissional da região.
Assim, e no respeito do princípio constitucional que defende a organização democrática das associações públicas, a Casa do Douro é composta por um Conselho Regional nomeado por escrutínio directo por todos os agricultores registados na Casa do Douro (o Conselho Regional é também servido por um Comitê Permanente eleito de entre os membros do Conselho), um Conselho de Administração e um Comité de Auditoria, ambos eleitos pelo Conselho Regional.


As part of this new institutional organisation, the role of the Casa do Douro was redefined so as to enhance its nature as an association, emphasize its role as a representative of the farmers and give emphasis to the support it gives to production. Thus, the Casa do Douro continues to be a public association to which all farmers must belong and whose contractual relations with third parties are subject to commercial and civil law.

The new organic structure of the Casa do Douro is directed at ensuring the strengthening of the associative network of the DDR and at guaranteeing that the composition of the Regional Council is truly representative of the socio-professional reality of the region. Accordingly, and in respect of the Constitutional principle that defends the democratic organisation of public associations, the Casa do Douro shall consist of a Regional Council appointed by direct ballot by all farmers registered with the Casa do Douro (the Regional Council shall also be served by a Permanent Committee elected from the members of the Council), a Board of Directors and an Auditing Committee, both elected by the Regional Council.

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O HOMEM QUE DEMARCOU O DOURO


«De visita ao Museu do Douro, na Régua, fiquei a conhecer a exposição sobre a vida e obra de um escocês apaixonado por Portugal e que deu um contributo importante para a região do Douro. Chamava-se Joseph James Forrester e viveu em Portugal entre 1831 e 1861.

(...)»

Publicado por Rui Silva em Blogue Fim da Rua

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CORETO DA RÉGUA AO ABANDONO

AAC - Associação dos Amigos do Coreto

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "CORETOS DE CARLOS SILVA":

Porque razão ninguém critica quem arrancou o coreto do local onde estava e o mandou colocar no lixo?
Porque razão terão de ser estes os responsáveis?
Já agora sugeria, dada a sua importância, que se promovesse um movimento para a criação da AAC (associação dos amigos do coreto).

Publicada por Anónimo em VILLA REGULA a 29/3/09 12:22

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ESPERAMOS BEM QUE SIM!

Corgo e Tâmega: 40 milhões para investir na linha férrea
EDUARDO PINTO *, *, ANTÓNIO ORLANDO

A Refer vai investir cerca de 40 milhões de euros nas linhas ferroviárias do Corgo e do Tâmega. A notícia ameniza a indignação causada, esta quarta-feira, pela suspensão da circulação, mas há quem a olhe com desconfiança.

De acordo com o director de comunicação da Refer, José Santos Lopes, "as infra-estruturas vão sofrer uma intervenção de fundo", confirmando que o custo deverá andar à volta dos "14 milhões de euros na linha do Tâmega e 26 milhões na linha do Corgo". É um investimento considerado avultado para duas vias deficitárias em termos comerciais, o que, no imediato, levanta dúvidas.

"Eu só acredito quando vir uma caução bancária nesse valor", desafia José António Martins, o presidente da Junta de Freguesia da Ermida, em Vila Real. "Não acredito nesses senhores", reforça. "Ficamos chateados quando não temos nada, mas também ficamos apreensivos quando nos prometem muito", comenta o presidente da Câmara de Santa Marta de Penaguião, Francisco Ribeiro.

O autarca vai reunir hoje no Governo Civil de Vila Real com um representante da Refer porque quer saber as razões do encerramento temporário da linha do Corgo - a Refer explicou apenas que se pretendem corrigir deficiências de segurança - e quais os prazos da intervenção. No encontro deverão participar autarcas de outros municípios abrangidos pela via: Régua e Vila Real.

Francisco Ribeiro vai pedir que lhe esclareçam "porque é preciso investir tantos milhões de euros quando ainda há pouco tempo ali gastaram muitos milhares para requalificar a linha". Ficará a saber, ele e os homólogos, que a Refer pretende fazer o "levantamento de toda a estrutura", que inclui carris, travessas e demais componentes. José Santos Lopes precisa ainda que haverá "acertos e correcção do traçado" em algumas zonas. É que há mais de um século, quando as duas linhas foram construídas, "não existiam as soluções que agora podem ser implementadas". Em relação a prazos de conclusão dos trabalhos é que "não há datas". A única certeza é que os trabalhos deverão começar dentro de quatro meses.

"Este investimento não é surpresa para mim, o que surpreende são as notícias segundo as quais se está perante um investimento faraónico sem se conhecer a realidade local e o potencial turístico em causa, partindo-se do princípio que a linha não pode ser reactivada", reagiu Armindo Abreu, presidente da Câmara de Amarante. "Justifica-se plenamente, este investimento na Linha do Tâmega, e traduz a perspectiva de investimento. Se queremos diminuir a carga poluente dos automóveis, temos de ter alternativas", concluiu.

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A SER VERDADE...

Marinho Pinto acusa PJ de fabricar caso Freeport
por Carlos Rodrigues Lima

Bastonário da Ordem dos Advogados diz que nos EUA este caso já tinha dado origem a um inquérito por “conspiração”. Leia o documento de Marinho Pinto na íntegra.

António Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, desfere, na próxima edição do Boletim da OA, um ataque à investigação do caso Freeport. Numa extensa reportagem acerca do processo de violação de segredo de justiça ao ex-inspector José Torrão, Marinho Pinto escreve que “noutros, como nos EUA, um caso destes teria seguramente conduzido a outro processo, por conspiração”.
O trabalho publicado no Boletim de Abril da OA assenta, sobretudo no processo ao inspector José Elias Torrão, já condenado em tribunal. Neste caso que correu nos tribunais, foi dito que a coordenadora da Polícia Judiciária de Setúbal, Maria Alice Fernandes, foi quem sugeriu a apresentação de uma carta anónima de forma a poder iniciar uma investigação. Isto depois de terem existido, em finais de 2004, encontros entre inspectores da PJ de Setúbal com Miguel Almeida, ex-chefe de gabinete de Santana Lopes, e Armando Carneiro, antigo proprietário da revista “Tempo” e ligado ao PSD.
“Aconselhar o recurso a cartas anónimas, reunir com jornalistas (e com opositores do principal do principal visado com as denúncias) são métodos que não são próprios de uma investigação criminal”, escreve Marinho Pinto, acrescentando: “Em processo penal não há conversas informais, mas sim diligências rigorosamente formais, ou seja, reduzidas a auto”.
As críticas do Bastonário continuam, agora referindo-se ao facto de uma inspectora da PJ ter dito que Armando Carneiro conhecia uma escuta telefónica do processo, coincidentemente, a única a José Torrão ouviu: “Por outro lado, divulgar a jornalistas a realização de escutas telefónicas e de buscas judiciais, inclusive antes de estas se efectuarem, constitui uma prática que só se pode justificar por interesses estranhos à investigação”.
A nova atitude editorial do Boletim da OA está a provocar forte polémica junto dos advogados, pouco ou nada habituados a ter uma “revista” jornalisticamente agressiva. O Bastonário defende-se no editorial, dizendo que se trata de uma nova estratégia de comunicação da Ordem e que o Boletim deve abordar temas e discutir temas da actualidade.


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"DEVIAM CORTAR A LINHA"

Ex-maquinista e antigo manobrador de comboios garantem segurança e temem pelo fim da via-férrea
00h30m
EDUARDO PINTO

"Será temporário ou definitivo? Eu acho que nunca mais abre". Fala assim António Rodrigues, 62 anos, residente em Alvações do Corgo e que passou a vida a manobrar comboios em várias estações no Norte do país.

"Então, andaram aqui 30 homens, durante três meses a meter travessas novas (há quem garanta que umas 20 mil) e a compor tudo, e agora dizem que não tem segurança? Só se for por causa da erva (risos)", atira.

António Guedes, 61 anos feitos ontem, ex-maquinista na linha do Corgo e residente em Vale da Ermida (Vila Real) é peremptório: "Garanto-lhe que esta linha tem a máxima segurança, não me venham cá com histórias". Acredita piamente que "chegou a vez de encerrar a via do Corgo", o que, segundo diz, "há muito que estava previsto".

O vizinho, José Nascimento, 63 anos, corre para casa, onde o prato já arrefece. Vem de trabalhar na vinha, uma das muitas que ladeiam a linha do Corgo. "O encerramento? Está muito bem feito…", ironiza. Agora a sério: "Trabalhei 40 anos como encarregado de manobras na Régua e nunca vi esta pouca vergonha".

Nem mesmo os transportes alternativos o convencem. "Isso foi para o povo se calar. Amanhã já nem autocarros há, pois a estrada não tem condições". A via é de facto muito estreita, íngreme e cheia de curvas. Em alguns sítios mal cruzam dois carros. "O povo devia juntar-se e ir à Régua cortar a linha, isso é que era serviço", torna José Nascimento.

Sentado ao Sol quente de Março, em Alvações do Corgo, Carlos Borges, 71 anos, conta que soube a notícia de manhã e logo temeu pela morte da linha do Corgo, pela qual são 20 minutos dali à Régua, cidade onde o povo vai muitas vezes às compras ou apanhar o comboio na linha do Douro para ir ao Porto, nomeadamente ao hospital. Companheiro de soalheiro, Joaquim Augusto, 80 anos, acrescenta que "era bom que a linha voltasse a abrir, para o bem dos velhos que não têm carro".

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FECHO DEFINITIVO?

FECHO DEFINITIVO DAS LINHAS? 
Governo garante encerramento provisório. Já estão em marcha manifestações
00h30m
EDUARDO PINTO

As linhas ferroviárias do Corgo e do Tâmega encerraram esta quarta-feira. O Governo quer corrigir problemas de segurança e promete que a medida é temporária. As populações afectadas estão revoltadas e temem o encerramento definitivo.

O primeiro sinal de revolta surgiu na noite de anteontem. Populares da aldeia de Carrazedo, Vila Real, estranharam o regresso à Régua da automotora, que habitualmente fica em Vila Real para efectuar a primeira viagem no dia seguinte, e bloquearam momentaneamente a sua passagem.

O presidente da Junta de Freguesia da Ermida, José Martins, teme que a decisão da Refer seja o prenúncio do encerramento definitivo e quer reunir com as entidades competentes. Hoje, vai pedir uma audiência ao governador civil de Vila Real, Alexandre Chaves, o primeiro portador da mensagem que, anteontem à noite, deixou as populações servidas pela linha do Corgo em alvoroço.

Está a ser preparada uma manifestação de protesto junto ao Governo Civil de Vila Real e, tal como o JN constatou ontem nas aldeias servidas pela linha do Corgo, não vai faltar adesão. Os utentes não se conformam com os transportes alternativos que lhes são disponibilizados (autocarros) e não aceitam os argumentos da Refer, que invoca a falta de condições técnicas das linhas do Tâmega e Corgo.

Apanhado de surpresa pelo encerramento da Linha do Tâmega, o presidente da Câmara de Amarante, Armindo Abreu, procurou informações junta da secretária de Estado dos Transportes. Ana Paula Vitorino explicou-lhe que a linha foi fechada porque, nalguns locais, "não cumpria as normas mínimas de segurança", mas garantiu-lhe que será reaberta "logo após as obras a que vai ser sujeita". Contudo, o Governo não se compromete com prazos para a reabertura, visto que os projectos ainda não estão prontos. A decisão de encerrar as linhas foi tomada na sequência de inspecções pedidas pelo Ministério das Obras Públicas após os acidentes que determinaram o encerramento da linha do Tua.

No Parlamento, onde foi confrontado com pedidos de explicações do PCP, BE e "Os Verdes", o ministro dos Assuntos Parlamentares disse que o encerramento é provisório e motivado por "questões de segurança" que obrigam à realização de obras. O Governo tem como política "não ter nenhuma hesitação quando se colocam questões de segurança".

O autarca de Vila Real, Manuel Martins, diz que "é preferível fechar e compor, para evitar que haja algum acidente que depois se lamente". Mas se a linha não for reaberta o Governo vai tê-lo "à perna". Pelo mesmo diapasão afina Francisco Ribeiro, presidente da Câmara de Santa Marta de Penaguião, "triste" com a decisão, já que "a povoação de Alvações do Corgo só tem este meio de transporte público". O edil da Régua, Nuno Gonçalves, também falou com Ana Paula Vitorino, pedindo-lhe celeridade nas obras para que "a linha retome a normalidade o mais breve possível".

A Refer adianta que as intervenções nas linhas vão iniciar-se "dentro de quatro meses" e que antes serão ouvidos os municípios.

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"Aqui não temos nada, isto é uma ilha"

População servida pela linha do Tâmega lamenta suspensão de um serviço que sustenta economia local
00h30m
FERNANDO BASTO

"Eu estou toda a tremer com a notícia. Tirar daqui a linha é levar a minha identidade". Há 57 anos, a linha do Tâmega viu Conceição Almeida nascer mesmo junto aos trilhos, em Vilarinho, numa casa vizinha da estação de Vila Caíz. Hoje, aquela reformada teme estar a assistir à morte anunciada e temida de um serviço público que, em escassos 10 minutos, assegura a ligação a tudo o que por ali não existe.

"Aqui não temos nada, isto é uma ilha. Não há farmácia, nem médicos, nem correio. A caixa multibanco mais perta fica a cinco quilómetros! Na automotora, chega-se em 10 minutos a Amarante. Mas de camioneta, é sempre uma meia hora", afirmou.

Conceição Almeida está indignada. Além da revolta por ninguém ter sido informado, com antecedência, da suspensão do serviço ferroviário, lamenta que o brilho e a pompa da festa do centenário, organizada no sábado passado, com a presença de elementos do Governo, tenha tido "tão triste fim" apenas três dias depois.

Luís Magalhães, 71 anos, engenheiro, morador no lugar de Passinhos, Vila Caíz, mostra-se igualmente atónito com a suspensão do serviço. "Têm feito tantas obras na linha, gastaram milhares de euros a eliminar passagens-de-nível e a pintar apeadeiros e estações e agora suspendem o serviço!". Recordou que o troço de Amarante até Arcos de Baúlhe foi suspenso pelas mesmas razões. "Nunca mais abriu. Será que eles [os decisores] não compreendem que esta linha garante a sustentabilidade das pequenas economias que há aqui?", interrogou.

É o que acontece com Joaquim Moreira, 63 anos, residente em Fregim. A automotora tem permitido levar os frutos da lavoura até à Livração, onde comercializa tudo o que os seus quintais dão.

Maria do Carmo Queirós, 72 anos, moradora em Vilarinho, assusta-se ao ver chegar a camioneta que passou a substituir a automotora. "As pessoas chegaram enjoadas, a vomitar", revelou. "As estradas são muitos estreitas e com muitas curvas. Não foram feitas para estas camionetas", explicou.

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QUEM TEM MEDO DO POVO NÃO MERECE O POVO!

Quarta-feira, 25 de Março de 2009
O fim do comboio no Douro

"Quem tem medo do povo não merece o povo. Como sempre faz, a Refer, com a cobertura do Governo, mandou fechar as Linhas do Tâmega e do Corgo sem aviso prévio. A notícia chegou pela calada da noite.
No caso da Linha do Corgo, a Refer elegeu como emissário o governador civil de Vila Real, Alexandre Chaves, que, se tivesse um pouco de decência e memória do tempo em que foi presidente da Câmara flaviense, teria recusado esse triste papel e sido o primeiro a contestar a decisão. A população atingida soube da notícia pela hora do jantar através do um telefonema anónimo para o presidente da Junta de Freguesia de Ermida, José Martins. A Câmara de Vila Real só foi informada mais tarde. Pela mesma altura, sem ninguém saber, o comboio que, normalmente, cumpre a primeira viagem do dia entre Vila Real e a Régua, foi mandado regressar à Régua. Pela calada da noite, fazia provavelmente a última viagem na Linha do Corgo. Não chegou ao seu destino, porque, a meio da viagem, na estação de Carrazedo, dezenas de populares lhe travaram a marcha. A Refer justifica com razões de segurança a decisão de encerrar a Linha do Corgo e diz que o fecho é temporário. Mas toda a gente sabe o que, no léxico de quem tem gerido o caminho-de-ferro em Portugal, significa "temporário".
É com promessas que nunca se cumprem e a oferta de transportes alternativos durante poucos meses, antecedidas de uma degradação contínua do serviço, que alguns dos mais belos troços ferroviários do país têm sido fechados. Foi assim com a Linha do Tua, entre Mirandela e Bragança, foi assim com o troço Pocinho-Barca D`Alva, da Linha do Douro.Na Linha do Corgo nunca houve nenhum acidente. Mas, admitindo que a linha não tem condições de segurança, não havia razões para esconder das populações atingidas o seu fecho temporário. Guardar a informação até perto da hora marcada para o encerramento da linha e mandar regressar à Régua o comboio estacionado em Vila Real revela bem as verdadeiras intenções da Refer, da CP e do Governo. Caso contrário, a ser verdade que a linha não oferece condições de segurança, tanto a Refer como a CP têm andado a brincar com a segurança das dezenas de pessoas, incluindo inúmeras crianças e jovens em idade escolar, que diariamente utilizam a automotora do Corgo. Porque ninguém acredita que a insegurança na linha começou ontem. E um comportamento negligente deste tipo é crime.Por mais explicações que venham a ser dadas, toda a gente sabe que as verdadeiras razões que estão por trás da decisão de encerrar a Linha do Corgo são de natureza economicista. A exploração não é rentável. Mas o Metro de Lisboa, o Metro do Porto, a Carris e muitos troços explorados pela CP também não o são. Há um custo social que todos os portugueses aceitam pagar para manter muitos serviços públicos deficitários. No caso da Linha do Corgo, o custo social que é necessário suportar é uma gota no oceano de desperdícios e prejuízos que tanto a Refer como a CP têm acumulado ao longo do tempo. Para dezenas de aldeias dos concelhos de Vila Real e Régua, o comboio é ainda hoje o principal meio de transporte. Para muita gente, é mesmo o único. Existe uma auto-estrada a ligar as duas cidades, mas as estradas que ligam as aldeias do vale do Corgo são tão estreitas e sinuosas que, em certos pontos, mal passam dois carros.Viver nestas aldeias já é um fardo pesado. Sem transportes, é um castigo. Claro que quem decide desconhece esta realidade. Na equação, as pessoas atingidas são reduzidas a números e tratadas com desprezo. Foi sempre assim. O que choca, neste caso, é constatar que esta política merece o apoio do mesmo Governo que pretende investir 3,8 mil milhões de euros numa linha de alta velocidade entre Lisboa e o Porto. O mesmo Governo que elegeu o Douro como um dos pólos turísticos prioritários para o país e que, no entanto, autorizou a construção de uma barragem no Tua que vai acabar com um dos mais belos troços ferroviários do país. O mesmo Governo que quer povoar a Trás-os-Montes de auto-estradas e não investe um cêntimo no desenvolvimento, ou na manutenção, do caminho-de-ferro na região. O mesmo Governo que, com o fecho das Linhas do Corgo e do Tâmega, dá uma machadada mortal no formidável projecto ferroviário do Douro. Um Governo assim, se não for castigado pelos votos, sê-lo-á, certamente, pela História."
Pedro Garcias

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LINHAS FÉRREAS ENCERRADAS

Escrito por MCLT   
25-Mar-2009

 

 


As linhas de comboios encerradas, esta quarta-feira, constam de um plano estratégico da CP que aponta para a suspensão até 2010 do serviço em várias ferrovias nacionais, actualmente já todas desactivadas, segundo informações da Agência Lusa.



CP assegura alternativas para Corgo e Tâmega

As linhas do Corgo, Tâmega e Tua e o Ramal da Figueira da Foz (que já fez parte da Linha da Beira Alta) foram referenciadas, há precisamente três anos, pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino como constando do Plano Estratégico da CP, designado Líder 2010, que estabelece metas e prioridades para a empresa.

O plano «orientador» que aponta para uma poupança de 168 milhões de euros, foi divulgado em Março de 2006 e desde logo originou polémica por contemplar a possibilidade de encerramento de algumas linhas ferroviárias.

Naquela data, o ministério emitiu uma nota garantindo «não haver qualquer decisão» sobre o assunto, apesar de Mário Lino ter admitido o encerramento de um conjunto de vias, caso se encontrem «alternativas de deslocação» mais económicas e «tão ou mais confortáveis do que o comboio».

Três anos depois, as quatro vias em causa encontram-se desactivadas: as linhas do Corgo e Tâmega foram, esta quarta-feira, encerradas provisoriamente, a do Tua tem a circulação suspensa há mais de meio ano, dependendo agora o seu futuro, da decisão ambiental sobre a construção de uma barragem, e o Ramal da Figueira da Foz encerrou recentemente por alegada falta de segurança.



REFER assume: Linha do Tua depende da barragem

O que restava das linhas do Corgo e do Tâmega foi, esta quarta-feira, encerrado «provisoriamente por razões de segurança até que sejam realizadas intervenções, previstas para se iniciarem dentro de quatro meses», segundo um comunicado da Refer.

A Refer é a empresa proprietária das linhas e a CP a responsável pela exploração comercial.

O Plano Inter 2010 da CP refere ainda a possibilidade de serem encontrados novos modelos de negócio através de parcerias com municípios, operadores turísticos ou outras entidades, que potenciem a rentabilidade social e económica dos serviços de transporte ferroviário prestados.

Segundo dados oficiais, nos últimos anos o serviço regular de passageiros das linhas do Tua, Corgo e Tâmega apresentaram uma procura média de 143, 198 e 171 passageiros por dia.

Porém a procura cobre apenas uma pequena percentagem dos custos operacionais, correspondendo a cerca de oito por cento no Tua, 8,7 por cento no Corgo e 11,1 por cento no Tâmega.

Actualizado em ( 25-Mar-2009 ) www.linhadotua.net

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LINHAS DO TÂMEGA E DO CORGO

Reabilitação das linhas do Tâmega e Corgo prioritária

Diário IOL - ‎3 horas atrás‎
Nas declarações que prestou à Lusa, Carlos Lage destacou o «valor histórico, patrimonial e paisagístico inestimável da linha ferroviária do Corgo», ...

Linha do Corgo: Autarca quer explicações

Correio da Manhã - ‎11 horas atrás‎
"Esta medida afecta dezena e meia de alunos na freguesia da Ermida (Vila Real), sendo também muito afectada a freguesia de Alvações do Corgo (Santa Marta de ...

Fecho da Linha do Corgo apanhou população de surpresa

Diário Digital - ‎11 horas atrás‎
O presidente da Câmara de Santa Marta de Penaguião disse hoje que as populações foram apanhadas de surpresa pelo encerramento da Linha do Corgo e prometeu ...

PR: Cavaco escusa-se a comentar encerramento da Linha do Corgo

RTP - ‎7 horas atrás‎
Chaves, 25 Mar (Lusa) - O Presidente da República escusou-se hoje a comentar o encerramento da Linha doCorgo, que une Régua e Vila Real, durante uma visita ...

Comboios:Transmontanos perderam quase 300 quilómetros nos últimos ...

Expresso - ‎4 horas atrás‎
Há pouco mais de 20 anos, os habitantes de Trás-os-Montes podiam deslocar-se por toda a região de comboio, seguindo as linhas do Sabor, do Tua e do Corgo...

É necessário fazer análise "custo/benefício" para utentes antes de ...

RTP - ‎4 horas atrás‎
O Presidente da República, Cavaco Silva, usou um tom jocoso para comentar a suspensão da circulação nas linhas do Corgo e do Tâmega. ...

Douro: fecho surpresa de mais duas linhas revolta população

Esquerda - ‎12 horas atrás‎
A Refer encerrou esta terça-feira à noite as linhas do Corgo e do Tâmega, sem qualquer aviso prévio, "por tempo indeterminado". ...
IN http://news.google.pt/nwshp?hl=pt-PT&tab=wn&q=Corgo

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LINHAS DO CORGO E DO TÂMEGA

COMUNICADO


Exmos. Senhores,

Esta noite foram encerradas as Linhas do Corgo e do Tâmega. Na calada da noite e sem aviso prévio, tal como aconteceu em 1992, com a Linha do Tua, quando o Governo de então era chefiado pelo actual Presidente da Republica, o Prof. Aníbal Cavaco Silva.

As razões, as mesmas de sempre, a segurança! Este Governo não investe em Trás-os-Montes: fecha por motivos de segurança ou de economias de facilitismo de curto prazo.

O Movimento Cívico pela Linha do Tua, não pode deixar de mostrar um profundo desprezo pelas iniciativas deste Governo no que toca às suas politicas para o caminho-de-ferro no Interior transmontano e à forma como atenta contra a dignidade das pessoas que teimam em viver na região. Viver no Interior profundo, viver em Trás-os-Montes, é uma prova de resistência e uma prova de amor à terra, no seu sentido mais profundo, que poucos parecem entender.

O Movimento Cívico pela Linha do Tua solidariza-se com as populações das zonas afectadas pelo encerramento das linhas do Corgo e do Tâmega, e espera que também os deputados eleitos pelos circulos de Vila Real, Bragança e Porto, se manifestem e defendam os interesses dos cidadãos que os elegeram; uma oportunidade e um privilégio de poucos e que até ao momento têm ignorado, de forma politicamente consciente e pouco digna, convém sublinhar.

Exigimos assim, à semelhança do que tem sido a nossa postura face à Linha do Tua, respeito pelos utentes e pelas populações locais. Uma vez que se o esforço de consolidação de segurança é louvável, já não o é o estado a que deixaram chegar a infra-estrutura para ser preciso encerrá-la na sua totalidade. Ou, de forma tão flagrante como aquando da Noite do Roubo em Bragança em 1992, não estão a ser honestos quanto à verdadeira intenção destes encerramentos, pelo que se exige um plano de modernização e o início da intervenção na via imediatamente, e não em datas que nem a própria tutela sabe adiantar porque nem sequer pensaram nestas.

O Tua, Corgo e o Tâmega são sustentáveis e só terão futuro com as populações e para as populações.

Pelo desenvolvimento sustentável de toda a região duriense e transmontana,


Movimento Cívico pela Linha do Tua, 25 de Março de 2009
Contactos: 91 682 22 37 / linhadotua@gmail.com

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METAMORFOSES DURIENSES

Porto, 24 Mar (Lusa) - Vila Real: Notícias breves da região Norte:

Vila Real: "Metamorfoses Durienses"

A exposição de pintura "Metamorfoses Durienses", promovida pelo Conselho Cultural do FC Porto, na Galeria Átrio dos Paços do Concelho de Vila Real, vai ficar patente até 03 de Abril, foi hoje anunciado.
A iniciativa, que tem uma componente solidária e é da iniciativa da Filomena Pinto Costa, comissária da exposição, foi inaugurada a 27 de Fevereiro e deveria ter terminado na passada sexta-feira
Estão expostas obras dos artistas durienses, Francisco Laranjo, Mónica Baldaque, Luísa Prior e Tiago Feijó.
O valor das vendas reverterá a favor de quatro instituições de solidariedade do distrito de Vila Real.

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LINHA DO CORGO

Vila Real, 25 Mar (Lusa) - A Linha Ferroviária do Corgo, que liga Peso da Régua a Vila Real, vai ser encerrada a partir de quarta-feira por razões de segurança, revelou hoje o governador civil de Vila Real, Alexandre Chaves.
A decisão foi tomada pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, e anunciada hoje à comunicação social pelo representante do Governo no distrito de Vila Real.
"Esta decisão resultou de uma inspecção de qualidade que detectou que o percurso não estava nas melhores condições de segurança", afirmou Alexandre Chaves.
O percurso, de 26 quilómetros, será agora assegurado por transportes rodoviários alternativos, com o mesmo horário dos comboios.
O responsável garantiu que este encerramento é provisório, apesar de não adiantar quando a linha poderá reabrir, referindo apenas que vão ser elaborados de imediato os projectos necessários para o avanço das obras.
Este é o único transporte público que passa por várias povoações da região, nomeadamente Alvações do Corgo e Santa Marta de Penaguião.
A Linha do Corgo comemorou em 2006 o seu centenário, tendo na ocasião Nuno Moreira, vogal do Conselho de Administração da CP, afirmado que não havia da parte da empresa "qualquer decisão relativamente ao encerramento de qualquer linha ferroviária", contrariando assim algumas notícias que apontavam então para o encerramento das vias do Corgo, Tua e Tâmega.
Segundo este responsável, o que era necessário era "optimizar" os recursos disponíveis e concretizar parcerias com as autarquias para garantir um maior aproveitamento desta linha", que actualmente liga os concelhos da Régua, Santa Marta de Penaguião e Vila Real.
Após o encerramento da Linha do Tua em Agosto de 2008, na sequência do quarto acidente num espaço de um ano, resta apenas em funcionamento na região uma linha estreita, a do Tâmega.
PLI.
Lusa/Fim

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CONVERSA COM BARÃO DE FORRESTER

24 de Março de 2009
Município do Peso da Régua e Museu do Douro promovem Conversa com Barão de Forrester

Numa parceria entre o Município do Peso da Régua e o Museu do Douro, realizar-se-á a 26 de Março, pelas 21h00, no edifício sede do Museu, a terceira edição do “Conversas à Quinta”. Dedicada a uma das figuras mais emblemáticas da história duriense – o Barão de Forrester, tem por objectivo central proporcionar um maior conhecimento do seu contributo efectivo para o desenvolvimento da primeira região produtora de vinhos demarcada e regulamentada do mundo: o Douro.

Tendo sido um precursor no desenvolvimento de estudos científicos sobre viticultura, cartografia e fotografia, Joseph James Forrester foi o primeiro a cartografar o Rio Douro e a região, criando mapas que se tornaram referência e deixando ainda uma importante obra gráfica – pintura, desenhos e esboços – em que revela toda a sua paixão pelo Douro.

A introdução ao programa será efectuada pelo Arqt.º Jorge Brito e Abreu. Do mesmo consta uma palestra orientada pela Prof. Doutora Isabel Cluny, Comissária Científica da Exposição «Barão de Forrester. Razão e Sentimento, uma História do Douro (1831-1861)». Um momento musical, com a presença do Prof. Alberto Mendonça e um Porto d`Honra encerram a iniciativa.

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COMBOIOS A VAPOR

Memórias do comboio a vapor

Uma colecção de fotografias tiradas no Douro e nas respectivas linhas de via estreita e que retrata uma outra forma de viajar sobre carris. Coleccionou-as o ferroviário Daniel Rodrigues que colaborou com o Expresso numa reportagem sobre a Alta Velocidade em Espanha.

Rui Cardoso
9:44 Domingo, 22 de Mar de 2009
in http://aeiou.expresso.pt/memorias_do_comboio_a_vapor=f504348

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MAN - REGIONALIZAÇÃO

Movimento cívico defende região autónoma
MAN tem um ano de existência e inaugurou recentemente a sua sede em Mirandela

O Movimento Alternativo do Nordeste (MAN) promete defender "com unhas e dentes" a criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro com autonomia igual à da Região Autónoma da Madeira e até defende a criação de uma zona franca na Região.

Esta causa "merece" a acção pública do MAN, avança Fernando Bebiano, presidente deste movimento cívico, alegando que "o sol nasce igual para todos os cidadãos". Por isso, "não vamos permitir a existência de portugueses de primeira e portugueses de segunda", conclui o líder do MAN que já inaugurou a sua sede, em Mirandela, numa altura em que comemora um ano de vida.

As novas instalações também vêm trazer "maior visibilidade" ao movimento cívico que foi criado para "desenvolver acções de aperfeiçoamento das condições de exercício de cidadania e contribuir activamente para a eficácia e representatividade das instituições democráticas", sublinha o líder do MAN que conta com cerca de meia centena de associados.

Fernando Bebiano recorda que o movimento já teve várias intervenções públicas sobre temas que dizem respeito à região. Criticou "o silêncio" dos deputados eleitos pelos distritos de Bragança e Vila Real na questão da linha ferroviária do Tua. A direcção estranha que o encerramento da linha, por tempo indeterminado, no seguimento do acidente do passado dia 22 de Agosto, que causou um morto e mais de 40 feridos, não tenha, pelo menos, levado os deputados eleitos pela região "a questionar o Governo sobre esta situação, visto estar a privar os utilizadores habituais da linha daquele transporte", refere.

Ainda sobre a linha, este movimento cívico continua a acreditar que "é segura". No entanto, aquele dirigente desconfia que este encerramento por tempo indeterminado e o não anúncio público da alternativa ao troço, que ficará submerso pela eventual construção da barragem, "pode ser um mau pronuncio" para a linha secular.

Caso venha a ser provado que a linha não é segura, "é preciso que deva ser equacionada uma alternativa, que poderá passar pela construção de um troço ferroviário de via larga do Pocinho, passando pelo Cachão, Mirandela, Macedo, Bragança com ligação à rede ferroviária espanhola de Sanábria", acrescenta o líder do MAN

Outra das causas que este movimento abraçou foi a da taxa dos contadores da água. O MAN organizou uma petição, com 1190 assinaturas, que já enviou ao Provedor de Justiça, onde denuncia que a taxa de disponibilidade de caudal cobrada aos munícipes é "uma forma camuflada de cobrança ilegal com o recurso à esperteza saloia para obter receitas ilícitas, pela utilização dos contadores da água", refere a petição que está em fase de análise pelo Provedor.

22-03-2009
FERNANDO PIRES

Visitar o MAN Blogue

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PORQUE NÃO CRITICAR

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "A AMOREIRA DE GODIM":

(adaptado conforme segue)

Publicada por Anónimo em VILLA REGULA a 20/3/09 20:41

- Porque não criticar a poda das árvores?

- Porque não criticar o facto de este tema não ter qualquer razão de ser e só manifestar que tudo o que se faz, bem ou mal feito, tem de ser deitado abaixo e apenas ter sido repescado com a intenção de denegrir todo um trabalho que, como disse anteriormente, foi muito bem feito?

- Porque não criticar a seriedade intelectual de alguns comentadores?

- Porque não criticar o péssimo estado das nossas ruas?

Porque não criticar a deficiente actuação da GNR, que parece actuar aos "bochechos", quer dizer, uns dias são muito rigorosos, noutros estão marimbando-se para tudo?

- Porque não criticar o tráfico descarado de droga, os traficantes e respectivos locais de permuta e consumo quando são do conhecimento geral?

- Porque não criticar a anarquia na construção civil?

- Porque não criticar tantos e tantos casos?

- Porque não criticar a posição da administração que deveria primar por uma postura mais condizente com a realidade dos factos?

- Porque não criticar a repescagem de comentários apenas com o intuito de agitar?



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INTERNET EXPLORER 8

Nova versão do "browser" da Microsoft promete ser mais rápido e seguro que os concorrentes

Internet Explorer 8 foi lançado hoje
19.03.2009 - 18h45 Rafael Pereira

Foi hoje lançado o Internet Explorer 8 (IE), a nova versão do navegador da Microsoft. A empresa norte-americana espera recuperar o terreno ganho por outras empresas na guerra dos “browsers”.

“Os utilizadores deixaram claro aquilo que querem de um navegador da Web – segurança, rapidez e facilidade na utilização”, referiu Steve Ballmer, o presidente executivo da Microsoft, no site da empresa.

O novo navegador ficou hoje disponível para "download" no site da Microsoft. Está disponível em 25 línguas, entre as quais o português, e promete fazer frente aos outros programas do género, que nos últimos anos têm roubado utilizadores e popularidade à Microsoft.

Com o advento do Firefox, as regras alteraram-se um pouco e a Microsoft viu muitos dos utilizadores do IE a virarem-se para o “browser” da Mozilla. Este ano e de acordo com o “NetApplications”, um site que analisa as tendências na internet, o IE representa cerca de 67 por cento dos utilizadores e o Firefox 22 por cento. Para além destes, também o Safari, da Apple (8 por cento) e o recente Chrome da Google (1 por cento) são dois navegadores com alguma popularidade na Internet.

Novas funcionalidades
Para enfrentar a concorrência o IE 8 muniu-se de novas funcionalidades. A existência dos “aceleradores”, que tornam mais rápida a execução de tarefas na internet, é uma dessas novidades. Com um clique no botão direito do rato os utilizadores podem seleccionar um trecho de texto e imediatamente partilhá-lo, traduzi-lo ou localizar essa informação num mapa, sem que seja necessário abrir novas janelas ou os já muito comuns separadores.

Por outro lado, existem os “Web Slices” que permitem dividir um site em partes de interesse e seleccioná-las como favoritas. Depois, essas “fatias” podem ser vistas sem que seja preciso ir ao site de onde foram retiradas.

A segurança e a privacidade também são aspectos valorizados através de novas ferramentas do IE 8. Por exemplo, a utilidade “SmartScreen” identifica e avisa se o utilizador estiver a tentar aceder a sites potencialmente perigosos e inseguros, e a “In Private” que permite aceder às contas individuais em computadores públicos, sem que sejam deixados rastos das informações privadas dos utilizadores.

“Com o IE 8, estamos a fornecer um navegador que permite às pessoas terem a informação que precisam, rapidamente, e que oferece protecção que não existe em mais nenhum navegador”, reforçou Ballmer.

in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1369978&idCanal=61

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DOURO - TURISMO IMATERIAL

2009-03-16 10:47:32
Douro: Concurso para promoção e animação turística recebeu 45 candidaturas

O concurso para a promoção e dinamização turística do Douro recebeu 45 candidaturas, que envolvem um investimento global de 20 milhões de euros, revelou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).
No total, as candidaturas apresentadas representam cerca de 14 milhões de euros de co-financiamento comunitário, o que quase duplica o volume de apoio financeiro disponibilizado, que é de 7,5 milhões.
O concurso, denominado Douro - Turismo Imaterial, integra o Programa Operacional Regional do Norte e tem como objectivo a concretização das prioridades definidas no Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro.
No início de Abril serão conhecidas as candidaturas admitidas a concurso, entre as 45 apresentadas, estimando-se que as que forem aprovadas para financiamento sejam conhecidas durante o mês de Maio.
As candidaturas apresentadas a concurso referem-se maioritariamente a acções de marketing, promoção e animação turística, envolvendo iniciativas em áreas como o enoturismo e o turismo histórico-cultural, paisagístico e de natureza.
Até 15 de Abril está ainda a decorrer outro concurso, este envolvendo candidaturas relativas a infra-estruturas, que envolve um total de 30 milhões de euros em apoios comunitários.

in OpçãoTurismo.com

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A HISTÓRIA DE UMA TRAIÇÃO

15 Março 2009 - 14h57
Em certos aspectos
A história de uma traição

O meu avô, que viveu como administrador de quintas do Douro, recolhendo deves e haveres relacionados com vindimas, azeite, amêndoa, pomares e hortas cultivadas à beira do rio. Ele conheceu de perto as consequências da filoxera, uma velharia nos nossos anais de agronomia, e o termo passou para os dicionários de família, geralmente muito conservadora no léxico. 'Deu-lhe a filoxera' foi uma expressão muito posterior, rescendendo à tragédia que levou o meu avô a ficar impressionado com a energia de D. Antónia Ferreira, a Ferreirinha.
O comboio do Douro (acompanhei o meu avô apenas duas vezes nessas visitas periódicas) parava na Quinta do Vezúvio (uma das glórias da Ferreirinha) para o deixar, contemplativo, a mirar a margem defronte. O sr. Hermenegildo, que o perseguia com as suas pastas de contabilidade onde os lucros nunca eram exagerados (sobretudo os proprietários ingleses temiam o optimismo como uma doença mental), julgava que o meu avô sofria de uma paixão comum entre os homens que tinham privado com a senhora – não, ele sabia estabelecer uma distinção entre a beleza feminina e a biografia romanceada de uma mulher do Douro.

Simplesmente, nesse mundo em que ainda não havia ‘ié-ié’ mas apareciam notícias sobre o ‘charleston’ (estávamos nos anos quarenta, no fim da guerra), a Ferreirinha era um exemplo. O meu avô coleccionou episódios sobre a personagem e contava-os à mesa para pintar o Douro com as cores do heroísmo. Um dos seus (e nossos) antepassados tinha andado em bolandas com os liberais nos vales e penhascos de Foz Côa e Freixo de Numão – e acabara derrotado. Diante dessas lendas de traição e dedicação, o nome da Ferreirinha era um bálsamo para provar a maldade do Duque de Saldanha e do cartismo.

A minha interpretação é mais romanesca e romanceada, atribuível a muitos anos de más leituras e à melancolia da idade – e limita-se a considerar que quase todos os homens amam as mulheres que os traem. A única vantagem é que o meu avô não conheceu a senhora, limitando-se a elegê-la como figura de uma novela regional, cheia de música de câmara e de perfumes de giesta.

O velho Doutor Homem, meu pai, considerava o tema como assunto de família – ele temia que o seu pai, inebriado pela figura de Guerra Junqueiro (com quem privara e a quem visitava), acabasse a recitar ‘O Melro’ com arrebatamento apaixonado. A sua dedicação amorosa à Ferreirinha sempre o distrairia dos caminhos do abismo. Uma família reaccionária sabe escolher os seus adversários.

António Sousa Homem

in Correio da Manhã

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SABERES E SABORES DO DOURO

S. João da Pesqueira
Viseumais em Quinta, Março 12 @ 15:38:15 CET 

Encerramento da Festa dos Saberes e Sabores do Douro 

Tendo como principal objectivo promover a região do Douro, dando conta da sua importância turística nacional e internacional, bem como divulgar e dar a conhecer os produtos agrícolas e o artesanato de toda a região do Douro e a excelência da gastronomia da região, o Município de S. João da Pesqueira, levou a cabo, nos passados fins-de-semana (28 de Fevereiro e 1 de Março e 7 e 8 de Março), a FESTA DOS SABERES E SABORES DO DOURO.

Este evento, com o sucesso alcançado no último ano, com a visita de mais de 15.000 turistas e excursionistas, procura mostrar aos visitantes os recursos regionais, a gastronomia e o artesanato da região do Douro, bem como a melhor animação e, como novidade este ano, demonstrações de falcoaria e a realização de percursos pedestres e de cicloturismo.

O evento vai encerrar no próximo Domingo, dia 15 de Março. O Programa previsto é o seguinte:

11h00 > Ponto de encontro: entrada do Salão de Exposições, junto à acreditação para imprensa

12h00 > Visita ao Salão de Exposições (conversas/entrevistas com expositores, artesãos, produtores, visitantes e/ou turistas)

12h30 > Chegada dos participantes do Percurso Pedestre e de Cicloturismo “Pesqueira em Flor” ao recinto da FESTA

13h00 > Almoço oferecido pela Câmara Municipal numa das “barraquinhas gastronómicas”, onde se poderá deliciar com saborosas iguarias da gastronomia local e regional

14h30 > Representação Etnográfica “O Vinho e as Vindimas” pelo Rancho Folclórico N. Sra. das Neves

15h00 > Animação de Rua pelos alunos da Esprodouro - Escola Profissional do Alto Douro

15h30 > Demonstração de Falcoaria

16h00 > Actuação da Banda Filarmónica de Nagoselo

S. João da Pesqueira, coração do Douro Vinhateiro, é o maior e o melhor produtor de Vinho do Porto; detentor de magníficas paisagens, o concelho possui a maior área integrada na zona classificada como Património Mundial pela UNESCO. Se visitar o evento aproveite para se deslumbrar com o espectáculo das amendoeiras em flor. 

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TURISMO NO DOURO

DOURO SUPERIOR
Época de cruzeiros começou no início do mês
10 | 03 | 2009   13.32H

Já se navega na totalidade do Douro nacional desde o início do mês, com a reabertura das eclusas do Carrapatelo, Régua e Pocinho, dando início à época de cruzeiros e barcos-hotel, entre o Porto até Barca d'Alva.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Várias empresas propõem pacotes turísticos para o rio Douro, mas só três empresas navegam até Barca d'Alva. A partir daí, uma zona de 'muito pé', exclui todos os barcos de médio porte até à barragem de Saucelhe - sem eclusa - para o resto dos 120 quilómetros de rio Internacional.

A DouroAzul, de Mário Ferreira, é a única empresa portuguesa a disponibilizar um barco-hotel que se demora neste lado do rio 'superior' e oferece 'tours' alternativos no território português, que visitam o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.

Cada barco-hotel permanece dois dias no cais de Barca d'Alva, o que agrada aos habitantes locais, e 'os ingleses', como lhes chamam, sobem duas vezes por semana a Figueira de Castelo Rodrigo para visitar a sua Aldeia Histórica, o Convento de Santa Maria de Aguiar, um conjunto de painéis de azulejos pintados à mão existente no edifício dos Paços do Concelho e contactarem com a cultura e as tradições locais.

Emílio Mesquita, autarca de Vila Nova de Foz Côa, não vê cruzeiros “parar” no seu concelho, apesar de ter um cais “estratégico para acostagem de barcos no Pocinho”, mas que não está “de maneira nenhuma em condições para projectos turísticos”.

“A ampliação e requalificação do cais do Pocinho, estão ainda em fase de projecto, que prevê um hangar para remo, um restaurante, sanitários e lojas para venda de artesanato”.

Para Emílio Mesquita, “as empresas que navegam no Douro, de uma maneira geral, operam em circuito fechado”, e para “esse turismo de grande escala, terão de ser criados pontos de atracção, actividades e algum chamariz que as façam parar”.

“Com o Museu do Côa, que poderá alterar tudo isto, penso que os próprios operadores vão ter interesse em fazer ali uma paragem, que para além do cais de acesso, cujo local está já identificado, terá uma estação na linha de comboio, que tem que ser feita”, acredita o autarca.

“Tem havido diálogo com os Ministérios das Obras Públicas e da Cultura nesse sentido e ainda não vi ninguém a hesitar ou a voltar atrás”, afirma Emílio Mesquita.

Por seu turno, António Edmundo, presidente da autarquia de Figueira de Castelo Rodrigo, acredita que “a linha Pocinho-Barca d'Alva, será uma porta inevitável para Espanha e um cais de partida para as visitas ao Douro e ao Vale do Côa”.

“Agora que se avizinha a abertura do Museu do Côa, obra que deverá colocar a região a funcionar com Espanha, só o ultimo troço ferroviário que falta ao Douro complementará os fluxos fluviais, que são já uma realidade”, preconiza.

“É um investimento âncora para a nossa região e, desde a primeira pedra, defendemos numa petição que esse museu deveria ter acessibilidades rodoviárias, fluviais e ferroviárias, sob pena de se tornar um 'elefante branco'”, salienta.

“Note-se que dos 12 milhões de turistas que entram em Portugal, uma grande percentagem são espanhóis, que quase não procuram o Douro”, alerta o autarca de Figueira de Castelo Rodrigo, que tem apostado tudo na fronteira “fulcral” de Barca d'Alva.

A curto prazo deverá ser inaugurado o segundo cais de acostagem de Barca d’Alva, um passeio ribeirinho que liga o rio Douro à Foz do Águeda.

Segundo a autarquia, desembarcam anualmente no cais turístico fluvial cerca de 40.000 turistas, vindos de cruzeiros efectuados no Douro.

IN http://www.destak.pt/artigos.php?art=23716

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